Categorias

Abraão (1) Acolhida (2) Advento (1) Aliança-Pacto de amizade (1) Ambientação (1) Amizade (1) Ano Liturgico (1) Ano Litúrgico (1) Apóstolos (3) Arte na catequese (9) Artesanato criativo (3) As maravilhas de Deus (1) Atividades (3) Avaliação na Catequese (2) Batismo (3) Bíblia (7) Brincadeiras (1) Caça ao Tesouro (1) Cantinho da Oração (1) Catequese com adultos (8) Catequese com crianças (28) Catequese com os pais (2) Catequese de Crisma (6) Catequese de Perseverança (1) Catequese em ação (1) catequistas (1) Como preparar encontro de catequese (2) Confissão (1) Coordenação (1) Coroa do Advento (1) Correio de Maria (6) Crisma (1) Dia das Mães (2) Dia do Catequista (1) Dinâmicas (59) Dinâmicas de Oração (8) Dinâmicas de Revisão (1) Espírito Santo (3) Eucaristia (9) Evangelho (5) Família (2) Felicidade (2) Formações (32) Gincana (1) Histórias na Catequese (2) Igreja (1) Jesus chama seus colaboradores (1) Jesus convida os apóstolos (1) Jesus inicia sua missão (1) João Batista (2) Juízes (1) Leitura Orante (6) Lembrancinhas (4) Mandamentos (1) Matrimônio (1) Metodologia catequética (25) Moisés (1) Nascimento de Jesus (2) Natal (2) Nossa Senhora (4) O nascimento de Jesus (1) O Perfil do Catequista (10) O programa de Jesus (1) O tempo dos Reis (2) Oração (2) Pai- Nosso (2) Papo de catequista (16) Parábola do semeador (2) Páscoa (1) Pecado (2) Planejamento (3) Planejamento de Encontros (24) Profetas (1) Quem é Jesus? (4) Quem eu sou? (1) Rádio Catequese (3) Rei Davi (1) Reunião de pais (1) Revisão (5) Roteiro de visitas às famílias dos catequizandos (1) Sacramento da Crisma (1) Sacramento da Reconciliação (1) Sacramentos (6) Sagrada Família (2) Santíssima Trindade (1) Semana Santa (2) Somos filhos de Deus (2) Teatro (2) Textos de Apoio (1) Unção dos Enfermos (1) Ver-julgar-agir (1) Vlog (3)

16 janeiro, 2017

Reunião de pais: sim ou não?



Há algum tempo venho repensando muitas práticas da catequese: chamada, avaliação... Há muitos textos criticando este modelo antigo de se fazer catequese com provas e chamadas e aulas de catequese. A maioria  concorda que prova não cabe mais num encontro de catequese. A chamada ainda divide opiniões. Uns catequistas concordam outros acreditam em um controle de frequência que não seja a velha chamada escolar. Tudo bem. Mas em relação à reunião de pais, a discussão ainda é inexistente.   Tudo bem mandar chamar os pais para uma reuniãozinha?

Lembro de pais de catequizandos perdidos na Igreja no dia da reunião. Eu perguntava: qual o nome da catequista do seu filho? Eles não sabiam dizer. Então, que precisamos encontrar com os pais isso é indiscutível, até para eles nos conhecerem. Mas como deve ser essa reunião, é o que quero começar a discutir aqui. Acredito que reunião de pais faz parte de uma catequese que tentamos fugir: a catequese escolar. Essas reuniões  são parecidas com reunião de pais da escola. É ou não? 

Então, vamos pensar mais sobre isso. 

Primeiro não gosto muito da palavra reunião: soa muito como um ambiente escolar ou profissional, algo formal e chato. De acordo com o Wikipédia,  reunião é "o encontro de duas ou mais pessoas com propósito de discutir algum tema ou realizar alguma atividade." 

Mas no sentido usual, reunião é sinônimo de: uma pessoa falando e as outras escutando, muito tempo sentado, tempo perdido, muita falação e pouca resolução. Tenho notícias de algumas empresas inovadoras onde  os funcionários ficam em pé durante a reunião, para não correr o risco da reunião durar mais de 15 minutos. É para forçar uma objetividade. 

A boa notícia é que a catequese de inspiração catecumenal sugere "encontros celebrativos"  no lugar de reunião de pais.  Pensa: o invés de chamarmos os pais para uma reunião de avisos, iremos chamar para um encontro.  Para informar os pais das atividades, nem precisamos chamá-los para uma reunião, podemos mandar um cronograma e pronto. Mas a finalidade desses encontros,  é mais que passar avisos  e cobrar. É para evangelizar. Tentar uma aproximação. Envolvê-los na catequese e na Igreja.

Os pais querem falar. Lembro das vezes que eu abri esta porta do diálogo e uma mãe deu um testemunho de como seu filho melhorou em  casa depois da catequese. Outros pais nos trazem problemas mais graves, e, no que for possível, podemos ajudar ou orientar e aconselhá-los. 

Para fazer encontros com os pais, precisamos antes de um planejamento. Precisamos definir objetivos, estratégias. E antes de implementarmos mudanças, precisamos reunir os catequistas, discutir, ouvi-los. Podemos fazer um diagnóstico da nossa realidade: como está a catequese hoje? Quais são os frutos? Há muitas faltas e desistências?  Não podemos pensar que tudo está a  mil maravilhas com um quadro de desistências muito grande. E nem adianta dinâmicas e bexigas de ar. É preciso repensar a metodologia.  

O encontro celebrativo com pais seria uma ação transformadora depois de identificarmos que os catequizandos vão muito pouco as missas, por exemplo, muitas vezes isso acontece porque os pais não vão. Então, uma tentativa de reverter isso é envolver os pais. Um encontro de catequese com os pais vai aproximar catequista e a família do catequizando. Eles achariam tão bom o encontro que incentivariam seus filhos a não faltarem a catequese. Eles entenderiam o que é catequese, para que serve, qual  a importância... Isso eliminaria muitos problemas que temos com os pais. Têm pais que acham que catequese é escola. 

Eu aposto num encontro de pais com partilha da palavra de Deus, um momento lúdico com uma dinâmica, tempo para se expressarem, tempo para o catequista falar. E ao final deste encontro, podemos ter um espaço para falar dos avisos.

Vamos tentar?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

30 dezembro, 2016

Como arrumar a sala de catequese- Ambientação


Ainda existem catequistas que acham besteira organizar e arrumar a sala? Espero que não. 




 Infelizmente nossas salas de catequese parecem salas de aula, com direito a quadro negro ou quadro branco! Desfazer esta impressão de sala de aula ou de curso é fundamental. Nada de cadeiras enfileiradas e dispostas igual na escola. Vamos acomodar todos em círculos, de modo que podemos olhar uns para os outros. A disposição em círculo ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e intimista, afinal estamos na casa de Deus.  É bom reservar uma mesa para expor a Bíblia. Coloque também  velas, crucifico  e uma imagem de Nossa Senhora. Na escola catequética, aprendemos a colocar um pano no chão, no meio do círculo, e colocar a  Bíblia. Também gosto de organizar assim.  

Começo a contar a história do encontro já na ambientação da sala. Numa turma de jovens e adultos, imagino que eles devam ficar curiosos para saberem qual será o tema daquele dia. Somos muito visuais. E precisamos utilizar de todos os recursos para que a mensagem de Jesus possa ecoar. Não é para transformar a sala num circo. Catequista não é palhaço! É so ter bom senso e equilíbrio, como tudo na vida. 


 A catequese já comunica na ambientação da sala. Fiz um encontro sobre confissão e levei pedras grandes para ornamentar a mesa da Palavra. Em um momento do encontro, falei do que aquelas pedras representavam. Ilustraram, na verdade, a passagem bíblia da mulher pecadora que iria ser apedrejada. Mas essas pedras representam tantas outras coisas: as pedras que encontramos no caminho, o peso que carregamos quando não sabemos perdoar, as pedras que atacamos nos outros...





Um exemplo bom de como podemos ilustrar o evangelho é da próxima foto.



 Esta ambientação foi feita numa formação para catequistas da escola catequética.  A formadora ilustrou a cena de João 4: uma fonte, moringa e água.



Vou postar umas fotos de ambientações dos meus encontros de catequese para servir de inspiração.




No encontro sobre ano litúrgico, inclui as imagens que fariam parte da dinâmica "Linha da Vida"




O tema era amizade:  dependurei móbiles de coração na sala! Ficou muito fofo!-Primeira Eucaristia




E no último encontro da catequese com adultos, uma árvore de luz, com os nomes dos crismandos, enfeitou a mesa da palavra.




Encontro sobre os frutos do Espírito Santo- Primeira Eucaristia






Em dezembro, a ambientação ficou por conta da coroa do advento.

Espero que vocês tenham gostado deste post e tornem a sala de catequese um ambiente bem acolhedor e repleto do amor de Deus.
 Que tudo nos comunique amor.


Por Cris Menezes
Catequista-poeta-fotógrafa
Brasília-DF

29 dezembro, 2016

Catequista tem perfil? Um anti-manual para escolher catequista





Sempre achei que ser catequista era um dom. E acreditei muito que havia pessoas com perfil para ser catequista e havia pessoas sem o menor perfil. Já vi textos ditando o perfil do catequista, como essa pessoa deve ser, qual comportamento deve ter. Confesso que,  algumas dessas características, eu não tenho. Vim repensar sobre isso quando o padre da minha paróquia disse que catequese é serviço. E questionou qual era o perfil deste "educador da fé". Vamos lá refletir um pouco mais:  Quem decide quais características o catequista deve ter? E quem decide que alguém tem ou não perfil para ser catequista? 

Sei que na nossa vida profissional, acontece muito disso. Chefes e gestores querem opinar se temos perfil ou não para exercer algum trabalho.  E muitas vezes nos descartam ou nos subestimam baseados num pré-julgamento deste tal de perfil- um julgamento raso baseado numa lista que foi tirada no sei da onde. E assim acontece na Igreja. Ás vezes, catequistas antigos ou coordenadores querem decidir se uma pessoa tem ou não perfil para ser catequista. O que precisamos saber mesmo é se este aspirante quer comprometer-se com esse serviço, se tem tempo disponível, se quer caminhar com uma comunidade, se está disposto a realizar as formações catequéticas, se tem vida sacramental, se realmente deseja amar como Jesus amou. Todas as respostas são sim? Ah, então essa pessoa tem perfil. E sabe de uma coisa? O mais importante mesmo é que aprendemos a ser catequista. Vamos ficando melhores com o tempo, mais sábios, com mais segurança para falar da doutrina, da Igreja e do próprio Jesus. Vamos parar de selecionar catequistas baseados num perfil ideal. Vamos acolher quem quer ser e formá-los para este serviço tão especial. Vamos acreditar mais nas pessoas. Vamos ajudá-las a crescer.

 Há características desejáveis para um bom catequista? Sim, mas podemos desenvolvê-las com o tempo. Afinal, o encontro com Jesus vai nos mudando e moldando. Sabemos que algumas pessoas têm  mais facilidade para falar, outras são mais tímidas, umas são mais acolhedoras, outras mais reservadas, umas não tem vergonha de  rezar em comunidade, outras gostam de rezar em silêncio. Somos uma igreja plural: cada um com seu jeito de ser. E cada um, com seu jeito único,  pode ser um catequista.   E no final das contas, não cabe a nós decidir quem tem perfil ou não. Cada um vai percebendo se é na catequese que quer se dedicar à Igreja. Muitos descobrem depois que possuem mais afinidade com outra pastoral. E alguns não querem sair mais, como eu! São cristãos que encontram na catequese uma forma linda de se colocarem a serviço do Reino de Deus.

Na escolha dos apóstolos,  eu vejo muito mais que 12 homens: vejo os vicentinos, os agentes de pastoral, os leigos, os ministros, os dizimistas, os catequistas... E qual será que foi o critério de Jesus na escolha dos 12? 

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF


26 dezembro, 2016

Revisar a ação catequética



A Crisma é o sacramento do tchau, dizem por aí. Será por quê? Porque os crismados somem da Igreja. Se queremos formar discípulos de Jesus que assumam a missão de evangelizar, por que então poucos se engajam nas pastorais? Por que há tão pouca adesão ao projeto de Jesus? E mais uma pergunta intrigante: por que coordenadores, catequistas e padres se tornam indiferentes a esta realidade? 

Tudo isso acontece porque não há avaliação da ação catequética.  Todo ano devemos prestar contas de quantas crianças receberam a Primeira Eucaristia. Estamos preocupados apenas com quantitativos? O padre falou, na homilia da celebração da Primeira Eucaristia, que as crianças tomam a Eucaristia e depois tomam chá de sumiço. Gostei bastante das palavras de incentivo dele para que as crianças continuem frequentando a Igreja, mas o que podemos fazer além deste apelo: "crianças, continuem na Igreja, voltem depois da Primeira Eucaristia!" ?

Infelizmente, em muitas paróquias, a catequese ainda é puramente doutrinária, como disse uma catequista: uma catequese mecânica. Eu acrescentaria: uma catequese "burocrática" que se preocupa em seguir um roteiro caduco, sem metodologia catequética, sem prestar atenção  no eco que os encontros produzem. Catequese quer dizer fazer ecoar, não é passar conteúdos, copiar no quadro, fazer prova, fazer chamada, fazer cartão de frequência na missa. Se esses são os elementos da catequese, pense: qual será o eco? O lugar vazio na missa. Estão faltando crianças e crismados na missa! 

Te convido pensar a catequese assim: para andar, um carro precisa de uma estrada, de um motorista que saiba o caminho ou tenha um bom GPS.  E o carro também precisa  de combustível suficiente para percorrer o trajeto. E são importantes os freios em perfeito estado de conservação. Antes de viajar, é sempre aconselhável fazer uma revisão no carro: é preciso verificar se tem algum farol queimado, se a suspensão do carro está boa, se o motor está tinindo, se a bateria está carregada e etc. 

Ás vezes acontece de o carro está todo equipado, mas não há motorista que saiba fazer o trajeto certo. Ou: carro revisado e motorista habilitado, mas falta encher o tanque para que o carro possa andar. E mesmo com todos esses elementos, podemos ainda enfrentar mais um problema: não há estradas de asfalto. O carro é a catequese. O motorista é o catequista. A estrada é a metodologia. O destino é: formar discípulos de Jesus.

Então, o que está esperando? Vamos construir estradas. 

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

25 dezembro, 2016

Resoluções de ano novo de uma catequista







Quero cuidar mais de mim, estar atenta às minhas necessidades, meus sonhos, o que me faz feliz. Quero ser minha melhor companhia, só assim serei uma boa companhia para as pessoas.
Quero ser amável com todos e estar mais disponível para ouvir, aconselhar e ajudar quem precisa.
É isso! Quero oferecer meu tempo para ajudar os que sofrem, como por exemplo visitar doentes e levar esperança.
No que couber a mim, vou ser  mais conciliadora, apaziguar, promover a paz.
Quero sempre tratar bem quem me ama e não destratar jamais quem não gosta de mim.  Isso é devolver amor mesmo quando recebemos indiferença ou ódio.
Quero caminhar muito neste ano que se inicia... Caminhar, não só da igreja para casa, mas da igreja para a rua, para as periferias da vida.
Quero ter um coração missionário, não medroso.
Vou me permitir vários dias de alegria ao lado de que eu amo. Vou abrir na agenda um espaço maior para ficar com minha família.
Vou me permitir mais... mais proximidade, menos distância; mais amor, menos indiferença; mais orações, menos lamentações; mais companhias, menos solidão; mais Deus, mais eu, mais nós.

Por Cris Menezes
Catequista poeta
Brasília-DF