15 abril, 2014

Vida de catequista-1° quinzena de abril


Escolhendo fantoches para catequese
na Bienal do livro e da leitura - Brasília





                                                     Amo literatura

 



                                                                       Planejamento

 




Cartaz que os catequizandos fizeram para CF 2014





Cartaz para a sala





Festa de criança


                                     


  Passando pela sala da catequese com adultos





Planejamento





Fotógrafa amadora


14 abril, 2014

A moça do perfume


Jesus em Betânia - Jo 12,1-11

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro [...]. Maria, então, tomando meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. Judas Iscariotes falou assim: “Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres” [...]. Jesus, porém, disse: “Deixa-a! Que ela o guarde em vista do meu sepultamento. Os pobres, sempre os tendes convosco. A mim, no entanto, nem sempre tereis”. [...].


Reflexão 



"Esta cena de Betânia nos apresenta duas pessoas olhando para Jesus: Maria e Judas. Maria quer expressar todo seu amor. E o faz com um presente de qualidade, bastante caro. Judas, infelizmente, não entende a linguagem do amor. Só entende a linguagem do interesse, disfarçado em caridade: partilhar com os pobres. O perfume com que Maria unge os pés de Jesus é símbolo de unidade, de amor." (Ir. Patrícia Silva, fsp, Portal Paulinas)


"Vamos com Jesus a Betânia. É um lugar de refúgio. Em Jerusalém os judeus querem matá-lo. Entremos com ele na casa de Marta, Maria e Lázaro a quem ele ressuscitara. Aí oferecem a Jesus um jantar. Num impulso de amor, Maria dirige-se a Jesus e unge os seus pés. Derrama quase meio litro de perfume de nardo puro. Perfume caríssimo: 300 denários. Cada denário corresponde ao valor de um dia de trabalho. Ela enxuga os seus pés com os cabelos. A casa inteira fica impregnada de perfume.
O gesto de Maria é dom gratuito. Maria lava os pés de Jesus e Jesus vai lavar, daqui há pouco, os pés dos discípulos. É um mútuo aprendizado. A nossa “comunidade de iguais” jamais esqueceu destes gestos. Para nós é mais do que uma simples memória, é um programa de vida. Nem todos, porém, entendem os gestos de gratuidade próprios das pessoas que amam verdadeiramente. Judas é daquele tipo de pessoa que tudo olha na ótica do econômico. Quer tirar vantagem em tudo. E, para isso, mente e engana. Diz até que está preocupado com os pobres, mas, na verdade, sua prática é tirar do que pertence a todos. Faz lembrar os discursos de todos os que fazem a “opção pelos pobres” mas vivem acumulando bens e seguranças pessoais.
Seguir a Jesus é reconhecê-lo, pela prática, como aquele que ama a ponto de doar a sua vida. Por isso ele faz a menção do dia de sua sepultura. Como ele iria morrer como um criminoso, não teria direito ao enterro e, por isso, seu corpo não poderia ser ungido. Maria está antecipando a unção."
( http://www.pime.org.br/catequese/cateqmjbijoaou.htm)


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A moça do perfume (Lucas 7,36-8,3)

"O texto de hoje deixa transparecer outro aspecto do Novo que Jesus trouxe. Na sociedade e na religião do tempo de Jesus, as mulheres eram excluídas e discriminadas. Ao redor de Jesus, porém, homens e mulheres se reuniam em igualdade de condições. Durante a leitura do texto somos convidados a prestar atenção na seguinte questão: Qual atitude de Jesus para com as mulheres que aparecem no texto?No capítulo 7 do Evangelho de Lucas, Jesus continua abrindo o caminho, revelando o Novo. A transformação vai acontecendo. Jesus acolhe o pedido de um estrangeiro não judeu (Lucas 7,1-10) e ressuscita o filho de uma viúva (Lucas 7,11-17). A maneira de Jesus conceber o Reino surpreende cada vez mais aos irmãos judeus que não estavam acostumados com a abertura de Jesus. Até João Batista fica meio perdido e manda perguntar: “É o senhor ou devemos esperar por outro?” (Lucas 7,18-30). Jesus chega a denunciar a incoerência dos seus patrícios: “Vocês parecem crianças que não sabem o que querem!” (Lucas 7,31-35). E agora, aqui no nosso texto, outro aspecto do Novo começa a aparecer. É a atitude de Jesus para com as mulheres. Na época do Novo Testamento, a mulher vivia marginalizada. Na sinagoga ela não participava, na vida pública não podia ser testemunha. Muitas mulheres, porém, resistiam contra a exclusão. Desde os tempos de Esdras, a resistência da mulher vinha crescendo, como transparece nas histórias de Judite, Ester, Rute, Noemi, Suzana, da Sulamita e de tantas outras. Esta resistência encontrou eco e acolhida em Jesus. No episódio da moça do perfume transparecem o inconformismo e a resistência das mulheres no dia-a-dia e o acolhimento que Jesus lhes dava." (http://universovozes.com.br/editoravozes/web/view/BlogDaCatequese/index.php/a-moca-do-perfume-lucas-736-83 / Autores do texto: Carlos Mesters e Mercedes Lopes.




11 abril, 2014

Planejamento Semana Santa e Páscoa


 Aprofundamento para o catequista (Livro A caminho da Eucaristia, Maria de Lurdes Mezzaliora Pincinato.) 

"Falar da ressurreição de Jesus é verdadeiramente uma grande graça. É ter o coração abrasado dos discípulos de Emaús. As alegrias da Páscoa devem estar presentes durante este encontro. Ficar atentos para não correr o risco de pensar que já sabemos tudo sobre a Páscoa e nos descuidarmos de preparar a catequese que vamos transmitir aos nossos catequizando. (...) Diante da missão, o catequista deve saber que 'ele não fala em seu nome'; ele 'faz ressoar' a palavra de Deus, manifestada na Igreja e experimentada e vivenciada por ele (cf. 1Jo 1,1-4)" 

O Tempo Pascal 
"Durante cinquenta dias celebramos a Páscoa. É a festa das festas. Santo Atanásio ensina que este tempo é 'como um grande domingo', e a Igreja pede que estes cinquenta dias sejam celebrados com alegria e exultação como se fosse um só dia de festa.  

Páscoa: Sinal de Esperança 
"O tempo da Páscoa é o tempo da esperança realizada. Na noite da Páscoa eram batizados os catecúmentos, adultos que haviam se preparado durante a quaresma. O cristão, aquele que foi batizado, recebe a ressurreição de Jesus 'a vida nova'. Esta 'vida nova' é dada a todos aqueles que a desejarem. Na Missa da Páscoa, renovamos o nosso Batismo. O batismo e a busca diária da conversão nos proporcionam a entrada para esta nova existência. Somos batizados na morte e ressurreição de Jesus e somos chamados a caminhar como filhos de Deus, vivendo com um único mandamento: 'Amais-vos uns aos outros como eu vos amei' (Jo 15,12), abandonando o egoísmo que nos afasta dos necessitados e o pecado que nos faz ficar fechados, olhando só para nós mesmos." 

Páscoa, tempo de fazer a experiência de Jesus ressuscitado 
"O tempo da Páscoa é chamado 'o oitavo dia. Mas para nós nasceu um dia novo: o dia da Ressurreição de Cristo. O sétimo dia encerra a primeira criação. O oitavo dia dá início à nova criação. Assim, a obra da criação culmina na obra maior da redenção. A primeira criação encontra seu sentido e seu ponto culminante na nova criação em Cristo, cujo esplendor ultrapassa o da primeira'. (Catecismo da Igreja Católica, 349) 'Cristo é nossa Páscoa' (1 Cor 5, 7), por Ele e com Ele podemos ressuscitar (cf. 1 Pd 1,21; 2,21), morrendo para o pecado (cf. Rm 6,3-11; CL 2,12) 
"O HOJE de Jesus continua presente na Igreja quando celebramos a Eucaristia, que é memorial da Páscoa do Senhor (cf. Catecismo da Igreja católico, 1330). Na Eucaristia rezamos: 'anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição'. A paixão e morte de Jesus é anunciada e denunciada na paixão e morte do homem oprimido e sofredor. A ressurreição de Jesus é proclamada quando abrimos o nosso coração ao acolhimento e ao amor através da nossa atividade solidária para com os mais pobres e oprimidos. 'Cristo hoje, sobretudo por sua atividade pascal, nos leva a participar do Mistério de Deus. Por sua solidariedade conosco, torna-nos capazes de vivificar, pelo amor, nossa atividade  e transformar nosso trabalho e nossa história em gesto litúrgico, isto é, de sermos protagonistas com Ele na construção da convivência e das dinâmicas humanas que refletem o mistério de Deus e constituem sua glória vivente' (Puebla- conclusões, 213)." 

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Planejamento 


A cruz de Jesus
(Entregar para cada catequizando uma cruz recortada na cartolina)

"Olhando para a cruz encontramos Jesus que é o caminho, a verdade e a vida. Da cruz, Jesus nos ensina, nos exorta, nos educa, nos conduz. A cruz é luz para nossa vida. É o sinal do cristão, recebido no dia do seu batismo. Somos convidados a fazer  o sinal da cruz assim que levantamos e em diversos momentos durante o dia e também antes de dormir. Fazer o sinal da cruz, em nosso corpo, é também um sinal de que aceitamos a salvação de Jesus em nossa vida. A cruz é o símbolo da morte e da ressurreição. Para os romanos era sinal de maldição; era loucura para os judeus e estupidez para os gegos (cf. 1 Cor 1, 18-23). Com Jesus, a cruz se torna sinal de vitória: Jesus morrendo na cruz  e ressuscitando vence a morte, assim na cruz de Jesus encontramos esperança para carregar a nossa cruz de cada dia. Olhando para cruz de Jesus, estamos contemplando a possibilidade de uma vida nova, a possibilidade da ressurreição." (Maria de Lurdes Mezzaliora Pincinato)




Atividade 

 
Imagem: Google 

Agenda da Semana Santa

A Semana Santa se inicia domingo agora, dia 13 de abril. Nesse dia celebramos A Entrada de Jesus em Jerusalém, é o Domingo de Ramos. Na nossa Igreja, iremos nos reunir dia _________ às _______ para a procissão do Domingo de Ramos.  

Quinta-feira Santa: Missa dia ___________ às _________h. 
 Nesse dia, vamos celebrar a Instituição da Eucaristia, ou seja, o dia que Deus criou a Eucaristia e nos deixou como herança, um presente valioso, sinal da presença de Jesus na nossa vida. Na última ceia, Jesus se encontrou com os apóstolos, repartiu o pão e o vinho, e pediu a eles que este gesto fosse repetido em sua memória. Jesus se ofereceu como pão e vinho, ou seja, como alimento, para saciar nossa fome de amor, para estar sempre com a gente. A Eucaristia é o alimento para a alma. Eucaristia é o próprio Jesus. Quando vocês forem receber a Primeira Comunhão estarão recebendo Jesus.  

Na nossa Igreja, quinta-feira, dia__________,  às_________vai ter a  missa de Lava-Pés,  para relembrarmos o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos. 

Sexta-feiradia _____________às _________h, é a celebração da sexta-feira Santa: Jesus morre na cruz. 

Sábado Santo :Na nossa Igreja, temos a Vigília da Páscoa no dia__________  às  __________h. "Não é o 'sábado de aleluia', mas o sábado do repouso junto do túmulo do Senhor, em que a igreja medita na Paixão, na Morte e na descida à mansão dos mortos do seu Redentor e aguarda, no jejum e na oração, a sua Ressurreição." 
  


Reflexão sobre a Páscoa- Qual o significado da Páscoa?
  
Leitura bíblica- Mc 16, 1-8 


"O cristão, aquele que foi batizado na morte e ressurreição de Jesus, deve ser uma pessoa alegre, mesmo no sofrimento, porque sabe que Jesus ressuscitou, que ele venceu a morte. Não é a alegria que o mundo vive no carnaval e nas festas. É uma alegria que nasce do coração, é a certeza de uma vida plena que Jesus conquistou para os que acreditam na Boa-Nova que Ele trouxe: uma vida que se resume no mandamento que Jesus deixou: 'Amai-vos como eu vos amei' (Jo 15,12). Com Jesus ressuscitado podemos, com coragem, lutar contra o egoísmo, contra as situações que geram dor, sofrimento e morte como a opressão, a desigualdade entre as pessoas que vivem na mesma comunidade ou estudam na mesma escola." (Maria de Lurdes Mezzaliora Pincinato)


Dinâmica: "Conversar com os catequizandos: vamos descobrir o que podemos fazer(gesto concreto) em nossa comunidade, escola, família para que todos possam ter a vida nova que Jesus quer nos dar com a sua ressurreição. Todos falam  o que podem fazer.  Distribuir os papéis em branco e cada um escreve uma atitude que quer tomar para dar vida nova ao irmão que está por perto." Depois, misturamos os papéis e cada um pega uma atitude e ler em voz alta. Cada um vai receber uma atitude para fazer neste tempo de Páscoa. No final, distribuir lembrancinhas  com a imagem do girassol simbolizando o compromisso de dar vida nova ao irmão. ( O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astro-rei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.) 

  

Oração Final: Roda de Oração 

Os catequizandos ficam em círculos. A Roda de oração pode ser desenhada numa cartolina e ficar no chão no centro da sala. O catequista pode usar um lápis para girar no centro da roda de oração. Onde o lápis parar, o catequista seguirá a orientação de como todos vão rezar.

 
Roda de Oração: Google  

Vamos de Ovelhinha













09 abril, 2014

Pique-comunidade- Dinâmica para oração inicial ou final


 Antes de fazer a oração inicial ou a oração final, que tal brincarmos de pique-comunidade?

Fonte da Imagem: Caderno Pampa


Iluminação Bíblica:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome..." (Mt 18,20)
"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho..." (Mc16,15)

"Essa brincadeira é conhecida pelas crianças como pega-pega ou pegador. O pique-comunidade começa com uma criança (o pegador) correndo para pegar as demais. O participante que é tocado transforma-se também em pegador. De mãos dadas, eles passam a correr juntos para pegar os outros. Cada nova criança é agregada à corrente que vai crescendo. A brincadeira só termina quando a comunidade estiver formada e todos os participantes estiverem de mãos dadas. Nesse momento poderá ser feita uma oração pela união de todos."
(Retirado do livro- Brincando na Catequese, do Rogério Bellinio, Editora Paulinas)

06 abril, 2014

Caixa de Ferramentas

Reutilizei uma caixa de sapato para guardar materiais da catequese. Gente, muito melhor que guardar em bolsinhas de lápis. Mais espaço, mais organização.




Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza


Dá vontade de imprimir este texto e emoldurar! Colar na porta do guarda-roupa. Decorá-lo frase por frase. Este texto é uma catequese.  Fiquem com as sábias palavras do nosso Papa Francisco! Agora, neste momento, eu me senti um catequizando, atento para ouvir e aprender sobre Jesus. 

Catequista Cristina

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Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)
 
(...)
«Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
 
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
 
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. (...)
 
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).
 
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
 
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
 
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
 
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
 
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
 
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
 
(...)
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. 
(...)
 
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir.
 
Francisco

05 abril, 2014

Mistérios das dores de Jesus


1º Mistério
Catequizando 1:  Jesus ficou em oração ao Pai do céu. Ele sentiu tudo o que iria acontecer com Ele. Pediu para o Pai do céu livrá-lo daquela hora, mas Ele queria em primeiro lugar fazer a vontade do Pai.
Catequizando 2: Jesus sentiu tudo o que Ele ia sofrer por amor de nós. Estava no jardim das Oliveiras rezando ao Pai do céu, muito angustiado, porque Ele é uma pessoa humana como nós. E toda pessoa sofre com a dor. Mas Jesus pediu ao Pai do céu que em primeiro lugar fosse feita a vontade dele. E por isso Jesus assumiu todo o sofrimento para nossa salvação.
Catequizando 3: Jesus, o Senhor sofreu muito para nos salvar, porque seu amor era muito maior que a dor.
Catequizando 4: Jesus, as pessoas sofrem muito no mundo por causa das injustiças e do pecado.
Catequizando 5: Jesus, eu quero respeitar o Senhor sempre em minha vida, como meu Redentor.
Catequizando 6: Eu não quero fazer as pessoas sofrerem, quero sim amá-las do jeito do Senhor.
Catequizando 7: Jesus, que o meu coração seja sempre cheio de amor como o seu Coração.
Pai: Nosso: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas; assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixei cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave-Maria: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
2° Mistério
Catequizando 8: Depois que Jesus foi preso, judiaram muito dele. A noite inteira foi de muito sofrimento para Jesus. Flagelaram seu corpo inteiro.
Catequizando 9: Alguns soldados judiaram muito de Jesus. Baterem nele, fizeram feridas em seu corpo santo com as chicotadas que lhe deram. Mas Jesus sofria calado, não falava nada contra eles. Ele sofria em silêncio, porque pensava no amor dele por nós e pela nossa salvação, não fugia do sofrimento. Assim foi Jesus: Sofreu para nos salvar.
Catequizando 10: Jesus, seu sofrimento continua naqueles que pensam e fazem maldades para as pessoas no mundo.
Catequizando 11: Eu quero viver e praticar o bem para com as pessoas e assim ser feliz.
Catequizando 12: Eu quero que o amor esteja sempre presente em mim, para eu amar e perdoar as pessoas.
Catequizando 13: Eu sei que quando ofendemos as pessoas, ofendemos o amor que Jesus nos deu e nos deixou.
Catequizando 14: Jesus, ajude todas as crianças, para que elas tornem o mundo mais bonito.
Pai-Nosso/Ave-Maria/Glória ao Pai
 3° Mistério
Catequizando 15: Apesar de todo o sofrimento que Jesus já tinha tido, não tiveram pena e colocaram sobre sua cabeça uma coroa de espinhos só porque Ele falou que era o Rei dos judeus.
Catequizando 16: Fizeram uma maldade muito grande para com Jesus. Ficaram com medo de perder o poder, mas Jesus é um rei diferente: Ele é o salvador da humanidade. Ele veio para nos dar a vida e nos dar o céu.
Catequizando 17: Jesus sofreu muito por amor a mim, porque, além de tudo, colocaram em sua cabeça a coroa de espinhos.
Catequizando 18: Eu não quero fazer nenhuma maldade para nenhuma pessoa, nem para qualquer ser vivo.
Catequizando 19: Eu quero entender as pessoas e com elas conversar e descobrir o que há de bom dentro delas.
Catequizando 20: Eu quero que minha vida seja muito bonita, que eu viva em paz e procure amar sempre as pessoas.
Catequizando 21:  eu sei que é o bem e o amor que vão vencer toda a maldade deste mundo.
Pai-Nosso/Ave-Maria/Glória ao Pai

4° Mistério
Catequizando 22: O povo que assistia ao julgamento de Jesus gritou: “Crucifica-o”. E então puseram sobre os ombros dele uma cruz, para que Ele a carregasse até o calvário.
Catequizando 23: Para aumentar o sofrimento de Jesus, colocaram em seus ombros uma pesada cruz. E Ele, cheio de amor, começou a carregá-la rumo ao Calvário. A cruz foi machucando o ombro de Jesus. Ele caiu várias vezes, mas se levantou. O sofrimento foi aumentando, porque suas forças foram diminuindo. Ele já tinha sofrido a noite inteira. Outra vez Ele está em silêncio.
Catequizando 24: Eu não quero esquecer-me de que Jesus é o melhor amigo que tenho.
Catequizando 25: Ele me ama e carregou a cruz que colocaram em seus ombros.
Catequizando 26: Mesmo sofrendo, Ele não rejeitou a cruz, porque queria dar a vida por amor de mim.
Catequizando 27: Só quem é egoísta não vê o tamanho do amor de Jesus por todos nós.
Catequizando 28: Como Jesus, eu quero ajudar sempre as pessoas e os colegas que precisarem de mim.
Pai-Nosso/Ave-Maria/Glória ao Pai

5° Mistério
Catequizando 29: Jesus está pregado na cruz. Quanta dor, quanto sofrimento. Ele pediu perdão por aqueles que o estavam assassinando. E morreu em paz, fiel ao Pai do céu.
Catequizando 30: Jesus está no alto do calvário, tiraram suas roupas e o pregaram na cruz. Depois de três horas de sofrimento, Ele não aguentou mais e morreu. Nossa Senhora o acolheu em seus braços. Os malvados ficaram felizes, porque o Filho de Deus estava morto. Eles pensavam que tinham vencido Deus, mas se enganaram, porque Jesus ressuscitou, vencendo a morte.
Catequizando 31: Ó Jesus, perdoe o pecado dos que fizeram tanta maldade com o Senhor.
Catequizando 32: Ó Jesus, que todas as crianças do mundo o reconheçam como nosso irmão e nosso Senhor.
Catequizando 33: Ó Jesus, eu quero que o papai e a mamãe o amem muito.
Catequizando 34: Ó, Jesus, eu não quero ser uma criança mal-educada e que desrespeita os outros.
Catequizando 35: Ó Jesus, eu sei que sua morte me deu a vida para sempre.
Pai-Nosso/Ave-Maria/Glória ao Pai


 (A criança reza o terço, Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R, editora Santuário- Com adaptações)

04 abril, 2014

A criança reza o terço


 A oração precisa de um lugar privilegiado na catequese. Ás vezes o catequista só faz oração para iniciar o encontro e para finalizar. Precisamos incluir a oração nos encontros de catequese em vários momentos, para louvar, para agradecer, para pedir...  

Para o verdadeiro encontro com Deus, a oração é fundamental. A oração é uma ponte entre nós e Deus, encurta as distâncias, nos traz intimidade com Jesus. Não sabemos se os catequizandos rezam em família, mas eles precisam rezar na catequese, com os catequistas, e com o tempo, eles podem até convidar os pais para rezarem juntos. 

O terço é uma oração linda e quero rezá-lo mais vezes nos encontros. Amanhã, iremos rezar o terço contemplando os mistérios do livro "A criança reza o terço". Os mistérios deste livro foram reescritos numa linguagem mais fácil, mais acessível para as crianças. 

No próximo post publico os mistérios e o encontro de oração com o terço. 

Deus abençoe!  

Catequista Cristina