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01 julho, 2013

Catequese e pessoas com deficiência



O que diz o Diretório Nacional de Catequese:

"É grande, em nosso país, a quantidade de pessoas com deficiências. Elas têm o 
mesmo direito à catequese, à vida comunitária e sacramental. Particularmente a partir do 
século XX em seus documentos catequéticos, a Igreja vê a necessidade de lhes dar a 
devida atenção e fazer esforços para superar todo tipo de discriminação. Nas 
comunidades, muitas pessoas se sentem chamadas para o trabalho junto aos deficientes; 
há inclusive catequistas e agentes de pastoral com algum tipo de deficiência. 
Toda pessoa tem necessidades, pois ninguém se basta a si mesmo. Mas, há 
algumas pessoas que têm necessidades específicas. Estas também precisam ser acolhidas 
na catequese. É preciso oferecer uma catequese apropriada em seus recursos e 
conteúdo, sem reducionismo e simplismo que apontem para um descrédito das 
capacidades da pessoa com deficiência. Também não se pode deixar de mencionar o 
número expressivo de irmãos que possuem necessidades educacionais especiais, sejam 
elas provisórias ou permanentes, causadas por algum distúrbio ou outras especificidades. 
A estes a catequese dispense a atenção necessária. 
 Aumenta a cada dia o número de voluntários para trabalhar com as pessoas 
com deficiência. Há também maior consciência e organização sobre esta catequese. Há 
organismos e movimentos representativos na luta pelo reconhecimento de suas 
necessidades. Nota-se uma tendência à superação de idéias preconceituosas e de 
atitudes caritativo-assistencialistas que dificultam o protagonismo social e eclesial. Como 
membros da Igreja, também os deficientes mentais têm direito aos sacramentos: não é 
uma concessão, é direito que precisa ser garantido. Eles fazem parte da comunidade e 
nela têm direito a serem ajudados a fazer a experiência do mistério de Deus na sua vida. 
Nesse itinerário da fé, a família desempenha papel fundamental, pois é nela 
que ocorre a primeira experiência de comunidade e onde a pessoa deveria receber o 
primeiro anúncio do mistério da salvação. Por esse motivo, a comunidade eclesial esteja 
atenta às suas necessidades, conflitos, desejos e aspirações. Toda a comunidade cristã é 
convidada a assumir a responsabilidade de catequizar os deficientes, criando condições 
para a sua plena participação comunitária e pastoral. 
 É importante que a participação das pessoas com deficiência na catequese seja 
feita em companhia dos demais catequizandos, para que se evitem grupos separados ou 
confinados em locais sem a devida atenção e cuidados ou distantes da comunidade. Essa 
atitude é fundamental para que não se perpetue a idéia de que todas as pessoas com 
deficiência necessitam de uma catequese puramente especializada. É necessário levar em 
consideração as descobertas e avanços das ciências humanas e pedagógicas, e assumir a 
pedagogia do próprio Jesus, que privilegiou os cegos, mudos, surdos, coxos, aleijados. 
Todos somos imagem de Cristo Ressuscitado e participamos dos sofrimentos, da cruz, 
como também da alegria de ser chamados à vida, testemunhando através dela a ação do 
próprio Deus. 
A catequese junto às pessoas com deficiência atinge todas as idades, em 
especial os adultos, pois muitos deles, por diferentes motivos, não tiveram a 
oportunidade de fazer a experiência da fé na comunidade eclesial em outras fases da 
vida, e agora manifestam esse desejo. É preciso perceber também o quanto essas 
pessoas podem ter a ensinar, com a sua própria experiência e com o modo como lidam com a sua situação. Com elas, como com todos os catequizandos, há uma estrada de 
mão dupla onde o catequista também aprende e se enriquece. 
Esta catequese supõe uma preparação específica de todos os catequistas, pois 
cada necessidade diferente exige uma pedagogia adequada. É bom contar com o apoio de 
profissionais, como médicos, fonoaudiólogos, professores, fisioterapeutas, psicólogos e 
intérpretes em língua de sinais sem que se perca o objetivo da catequese. Em todo esse 
processo, a família desempenha um papel importante para o qual deve receber a devida 
ajuda. " (Diretório Nacional de Catequese, citado em DIRETRIZES PARA A CATEQUESE
DIOCESE DE AMPARO – SP)

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