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30 dezembro, 2016

Como arrumar a sala de catequese- Ambientação


Ainda existem catequistas que acham besteira organizar e arrumar a sala? Espero que não. 




 Infelizmente nossas salas de catequese parecem salas de aula, com direito a quadro negro ou quadro branco! Desfazer esta impressão de sala de aula ou de curso é fundamental. Nada de cadeiras enfileiradas e dispostas igual na escola. Vamos acomodar todos em círculos, de modo que podemos olhar uns para os outros. A disposição em círculo ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e intimista, afinal estamos na casa de Deus.  É bom reservar uma mesa para expor a Bíblia. Coloque também  velas, crucifico  e uma imagem de Nossa Senhora. Na escola catequética, aprendemos a colocar um pano no chão, no meio do círculo, e colocar a  Bíblia. Também gosto de organizar assim.  

Começo a contar a história do encontro já na ambientação da sala. Numa turma de jovens e adultos, imagino que eles devam ficar curiosos para saberem qual será o tema daquele dia. Somos muito visuais. E precisamos utilizar de todos os recursos para que a mensagem de Jesus possa ecoar. Não é para transformar a sala num circo. Catequista não é palhaço! É so ter bom senso e equilíbrio, como tudo na vida. 


 A catequese já comunica na ambientação da sala. Fiz um encontro sobre confissão e levei pedras grandes para ornamentar a mesa da Palavra. Em um momento do encontro, falei do que aquelas pedras representavam. Ilustraram, na verdade, a passagem bíblia da mulher pecadora que iria ser apedrejada. Mas essas pedras representam tantas outras coisas: as pedras que encontramos no caminho, o peso que carregamos quando não sabemos perdoar, as pedras que atacamos nos outros...





Um exemplo bom de como podemos ilustrar o evangelho é da próxima foto.



 Esta ambientação foi feita numa formação para catequistas da escola catequética.  A formadora ilustrou a cena de João 4: uma fonte, moringa e água.



Vou postar umas fotos de ambientações dos meus encontros de catequese para servir de inspiração.




No encontro sobre ano litúrgico, inclui as imagens que fariam parte da dinâmica "Linha da Vida"




O tema era amizade:  dependurei móbiles de coração na sala! Ficou muito fofo!-Primeira Eucaristia




E no último encontro da catequese com adultos, uma árvore de luz, com os nomes dos crismandos, enfeitou a mesa da palavra.




Encontro sobre os frutos do Espírito Santo- Primeira Eucaristia






Em dezembro, a ambientação ficou por conta da coroa do advento.

Espero que vocês tenham gostado deste post e tornem a sala de catequese um ambiente bem acolhedor e repleto do amor de Deus.
 Que tudo nos comunique amor.


Por Cris Menezes
Catequista-poeta-fotógrafa
Brasília-DF

29 dezembro, 2016

Catequista tem perfil? Um anti-manual para escolher catequista





Sempre achei que ser catequista era um dom. E acreditei muito que havia pessoas com perfil para ser catequista e havia pessoas sem o menor perfil. Já vi textos ditando o perfil do catequista, como essa pessoa deve ser, qual comportamento deve ter. Confesso que,  algumas dessas características, eu não tenho. Vim repensar sobre isso quando o padre da minha paróquia disse que catequese é serviço. E questionou qual era o perfil deste "educador da fé". Vamos lá refletir um pouco mais:  Quem decide quais características o catequista deve ter? E quem decide que alguém tem ou não perfil para ser catequista? 

Sei que na nossa vida profissional, acontece muito disso. Chefes e gestores querem opinar se temos perfil ou não para exercer algum trabalho.  E muitas vezes nos descartam ou nos subestimam baseados num pré-julgamento deste tal de perfil- um julgamento raso baseado numa lista que foi tirada no sei da onde. E assim acontece na Igreja. Ás vezes, catequistas antigos ou coordenadores querem decidir se uma pessoa tem ou não perfil para ser catequista. O que precisamos saber mesmo é se este aspirante quer comprometer-se com esse serviço, se tem tempo disponível, se quer caminhar com uma comunidade, se está disposto a realizar as formações catequéticas, se tem vida sacramental, se realmente deseja amar como Jesus amou. Todas as respostas são sim? Ah, então essa pessoa tem perfil. E sabe de uma coisa? O mais importante mesmo é que aprendemos a ser catequista. Vamos ficando melhores com o tempo, mais sábios, com mais segurança para falar da doutrina, da Igreja e do próprio Jesus. Vamos parar de selecionar catequistas baseados num perfil ideal. Vamos acolher quem quer ser e formá-los para este serviço tão especial. Vamos acreditar mais nas pessoas. Vamos ajudá-las a crescer.

 Há características desejáveis para um bom catequista? Sim, mas podemos desenvolvê-las com o tempo. Afinal, o encontro com Jesus vai nos mudando e moldando. Sabemos que algumas pessoas têm  mais facilidade para falar, outras são mais tímidas, umas são mais acolhedoras, outras mais reservadas, umas não tem vergonha de  rezar em comunidade, outras gostam de rezar em silêncio. Somos uma igreja plural: cada um com seu jeito de ser. E cada um, com seu jeito único,  pode ser um catequista.   E no final das contas, não cabe a nós decidir quem tem perfil ou não. Cada um vai percebendo se é na catequese que quer se dedicar à Igreja. Muitos descobrem depois que possuem mais afinidade com outra pastoral. E alguns não querem sair mais, como eu! São cristãos que encontram na catequese uma forma linda de se colocarem a serviço do Reino de Deus.

Na escolha dos apóstolos,  eu vejo muito mais que 12 homens: vejo os vicentinos, os agentes de pastoral, os leigos, os ministros, os dizimistas, os catequistas... E qual será que foi o critério de Jesus na escolha dos 12? 

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF


26 dezembro, 2016

Revisar a ação catequética



A Crisma é o sacramento do tchau, dizem por aí. Será por quê? Porque os crismados somem da Igreja. Se queremos formar discípulos de Jesus que assumam a missão de evangelizar, por que então poucos se engajam nas pastorais? Por que há tão pouca adesão ao projeto de Jesus? E mais uma pergunta intrigante: por que coordenadores, catequistas e padres se tornam indiferentes a esta realidade? 

Tudo isso acontece porque não há avaliação da ação catequética.  Todo ano devemos prestar contas de quantas crianças receberam a Primeira Eucaristia. Estamos preocupados apenas com quantitativos? O padre falou, na homilia da celebração da Primeira Eucaristia, que as crianças tomam a Eucaristia e depois tomam chá de sumiço. Gostei bastante das palavras de incentivo dele para que as crianças continuem frequentando a Igreja, mas o que podemos fazer além deste apelo: "crianças, continuem na Igreja, voltem depois da Primeira Eucaristia!" ?

Infelizmente, em muitas paróquias, a catequese ainda é puramente doutrinária, como disse uma catequista: uma catequese mecânica. Eu acrescentaria: uma catequese "burocrática" que se preocupa em seguir um roteiro caduco, sem metodologia catequética, sem prestar atenção  no eco que os encontros produzem. Catequese quer dizer fazer ecoar, não é passar conteúdos, copiar no quadro, fazer prova, fazer chamada, fazer cartão de frequência na missa. Se esses são os elementos da catequese, pense: qual será o eco? O lugar vazio na missa. Estão faltando crianças e crismados na missa! 

Te convido pensar a catequese assim: para andar, um carro precisa de uma estrada, de um motorista que saiba o caminho ou tenha um bom GPS.  E o carro também precisa  de combustível suficiente para percorrer o trajeto. E são importantes os freios em perfeito estado de conservação. Antes de viajar, é sempre aconselhável fazer uma revisão no carro: é preciso verificar se tem algum farol queimado, se a suspensão do carro está boa, se o motor está tinindo, se a bateria está carregada e etc. 

Ás vezes acontece de o carro está todo equipado, mas não há motorista que saiba fazer o trajeto certo. Ou: carro revisado e motorista habilitado, mas falta encher o tanque para que o carro possa andar. E mesmo com todos esses elementos, podemos ainda enfrentar mais um problema: não há estradas de asfalto. O carro é a catequese. O motorista é o catequista. A estrada é a metodologia. O destino é: formar discípulos de Jesus.

Então, o que está esperando? Vamos construir estradas. 

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

19 dezembro, 2016

Encontro com catequistas: preparação para planejar a catequese





Público-alvo: Catequistas/coordenadores de etapas

Objetivo: Partilharmos as dificuldades da caminhada; Criar um ambiente de partilha e amizade entre os catequistas; Aliviar a "bagagem" pessoal que carregamos e abrir espaços para o novo que chega; Preparar o terreno para podermos planejar a catequese, definir os temas e atividades.

Encontro 1: Aliviando a bagagem


Ambientação: Leve mochilas, bolsas, malas e disponha perto da mesa da palavra. As malas representam "os pesos" que carregamos durante a nossa caminhada. Quando preparei este encontro, pensei muito num lema: "seja leve". É isso que eu quero propor com este encontro: ser leve, ser amável, ser alegre, ser livre.   Então, para contrapor às bagagens pesadas que carregamos, podemos enfeitar a sala com bexigas, levar algodão doce, fazer bolinhas de sabão junto com os catequistas... Todas essas coisas que nos lembram leveza e alegria. Um conselho: quando fizer encontros e reuniões com catequistas, desenvolva atividades lúdicas com eles. Isso irá ajudá-los muito a serem lúdicos na catequese, independente da etapa. 

Leitura Orante: Mateus 11, 28-30




28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
30 Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

No primeiro passo da leitura orante, é importante o coordenador explicar o contexto deste texto bíblico  e o que quer dizer "jugo".  Jugo é uma peça de madeira que se coloca em dois animais para eles trabalharem juntos. 
Jesus fez este convite (Vinde a mim)  porque as pessoas viviam oprimidas pela lei judaica. Esta lei era um jugo pesado demais para se carregar, mas o jugo de Jesus é leve e suave.  Jesus convidou aquelas pessoas para caminhar com Ele, lado a lado, e promete aliviá-las.
No segundo degrau "O que o texto diz para mim", os catequistas podem falar de seus fardos, das dificuldades no caminho. (Seguir para os próximos degraus: oração e contemplação.)

Encontro 2: Planejar é preciso


No segundo encontro, o coordenador pode reunir o grupo para  fazer o planejamento do ano de 2017. Já aliviamos a bagagem de 2016, partilhamos nossas dificuldades e dissemos sim a Jesus: queremos caminhar com Ele: "Vinde a mim, vocês todos que estão sobrecarregados. Eu aliviarei vocês." 

Atividade: Vamos levar só o essencial para 2017. 

O coordenador abre a mala e vai retirando o material:  coração de EVA e algumas palavras como: união, paciência, respeito. Ou, se quiser deixar o encontro mais lúdico, coloque na mala:  Um relógio para dizer que: catequista precisa de "tempo" para se dedicar e planejar a catequese; Uma bússola para indicar que precisamos de uma direção; Setas para indicar o caminho (Colocar as setas indicando para uma imagem de Jesus- pode ser uma foto, um quadro ou uma imagem de gesso);  A Bíblia porque é nossa principal fonte da catequese; E leve também calendários, catecismo, livros, caderno, canetas. O coordenador pode até levar uns bloquinhos para os catequistas fazerem anotações. Ou se tiver tempo. esses bloquinhos podem ser confeccionados com os catequistas durante o encontro.

Depois desta preparação, e com a mala vazia, podemos iniciar o planejamento. Temos mais um ano litúrgico para preparar a catequese. Vamos juntos!

Planejamento criado por:

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

15 dezembro, 2016

Que pena, que bom, que tal: Avaliando a catequese de 2016



Final de ano e de etapa, é hora de avaliar e preparar a catequese do próximo ano.  É bom reunir os catequistas, fazer uma avaliação do que foi feito este ano e olhar com mais atenção para a realidade da catequese (ver e julgar). A partir deste olhar, é que poderemos planejar 2017 (agir).

Nós passamos o ano inteiro preparando encontros para os catequizandos. Que tal preparar um encontro especial para os catequistas? Um encontro lúdico, dinâmico e com espiritualidade, como são nossos encontros de catequese. 

Durante as férias, irei publicar alguns textos sobre avaliação na catequese. Mas não estranhem: o blog vai entrar de férias por uns dias, vai diminuir o ritmo. É um tempo para descansar (catequistas viajem!rs) e depois voltaremos animados para preparar 2017.

Para hoje, deixo como sugestão uma dinâmica de avaliação do ano. Lembro que nosso coordenador, na época, fez essa dinâmica e foi ótimo.

É basicamente assim: proponha para os catequistas que falem
-Que pena: uma  atividade/projeto que não fizemos ou  que abandonamos.
-Que bom: uma atividade que realizamos e que rendeu frutos.
-Que tal: uma ideia para o próximo ano.

Gosto desta dinâmica porque avaliamos nossa caminhada (que pena/ que bom) e já criamos ideias para melhorar a catequese.

Podemos ainda, desenhar flores e folhas no papel com as três expressões (que pena, que bom, que tal) e entregar para que escrevam o que foi proposto. Depois, deixar um tempo para que compartilhem.


Que tal?


Boas férias!
Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

05 dezembro, 2016

Como coordenar a catequese?



Vamos falar hoje sobre a coordenação da catequese? Você sabe quais são os objetivos de uma coordenação? Arrisca algum palpite?

Nem sempre o coordenador é preparado para assumir esta missão. O coordenador vai aprendendo enquanto caminha, enquanto vence os desafios. E por mais que haja um curso nas escolas catequéticas, ainda assim não seria suficiente para formar um coordenador. Maturidade cristã e de vida, capacidade de resolver conflitos, inteligencia emocional são fundamentais. Alguém me falou que um coordenador deve ser uma pessoa conciliadora. Penso que ser conciliador deveria ser pré-requisito para qualquer trabalho de liderança dentro da Igreja e fora.
Quando cheguei na coordenação, tinha mais de treze anos de caminhada na catequese. Percebi que Deus tinha me moldado muito e me preparado neste tempo todo para assumir a missão de ser coordenadora. Não é fácil. Mas crescemos muito: aprendemos a ser mais acolhedores e conciliadores. Quando assumi a coordenação, eu queria cuidar de todos os catequistas. Cuidado é uma palavra importante para um coordenador. Cuidar de quem cuida.

Então, para ajudar você que é coordenador, ou você que é catequista, a conhecer melhor os objetivos da coordenação, publico as diretrizes para o Ministério da Coordenação (Diretrizes  gerais para a catequese), Arquidiocese de Brasília) :


Objetivos da coordenação:
-Unir o grupo.
-Evitar a duplicação de tarefas.
-Incentivar os participantes.
-Articular talentos e recursos.
-Evitar a dominação e a omissão dentro do grupo.
-Criar um clima de responsabilidade e confiança mútua.
-Descobrir e valorizar a capacidade das pessoas.
-Testemunhar, servindo.
-Elaborar, em conjunto, um projeto catequético capaz de gerar a formação de comunidade.
-Criar unidade de ação entre a paróquia, setor, Vicariato e Arquidiocese.

Um desafio enorme, não acha?

Vamos prosseguir com os Compromissos da Coordenação:

"Para se realizar um bom trabalho é necessário que a equipe de coordenação:
-Elabore um programa de formação adequado às necessidades dos catequistas.
-Ajude os catequistas a integrar a catequese com as outras pastorais e serviços.
-Realize encontros de formação, estudos, aprofundamentos, retiros e celebrações.
-Incentive toda a comunidade para que se sinta responsável e assuma seu papel catequizador."


Este documento é uma bússola para nós coordenadores. Nos define uma direção e um jeito certo de ir. 


Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

27 novembro, 2016

Faça você mesmo: Coroa do Advento


Já fez sua Coroa do Advento?
Não? Ainda dá tempo. 

Você vai precisar de:

-Guirlanda ou festão
-4 velas coloridas : Vermelho, verde, branco, roxo claro (ou rosa) 

Se quiser, pode encapar a vela com papel cartão colorido ou fitilho. Como é mais para decorar, não tem problema. Você pode acender uma vela em cada encontro do advento na hora de fazer a oração inicial. Apaga. E acende de novo na oração final. 
Opcional: laços vermelhos (ou outros enfeites natalinos)








O ideal é que as velas fiquem em cima da coroa ou no centro. Mas minha guirlanda é muito pequena, por isso coloquei as velas rodeando a coroa.

O catequista pode explicar o sentido da Coroa do Advento.


Para ler mais:

A coroa do advento e seu significado
Roteiro de encontro sobre advento-catequistas em formação


Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

24 novembro, 2016

Critérios para ser catequista



Existem critérios para escolha de catequista? Qualquer pessoa pode ser catequista? Como é a escolha de catequistas na sua paróquia? Nós podemos chamar catequistas na missa? Qual a idade mínima para ser catequista? Já pensaram sobre isso?

Então, descobri que temos um documento aqui da Arquidiocese de Brasília chamado "Diretrizes gerais para a catequese" (2002). Na página 11, diz assim: (estão atentos aí?)


"Em virtude da importância do catequista na vida da Igreja, é fundamental que se definam critérios para a sua escolha. Sendo assim e, respondendo aos anseios de nossos padres e catequistas, a Arquidiocese de de Brasília estabelece os seguintes critérios:
-Ser convidado e entrevistado pelo Pároco para que o futuro catequista saiba que não estará sozinho e que sua missão está interliga à missão do pastor.
-Ter recebido os sacramentos de iniciação cristã: batismo, eucaristia e crisma.
-Ter no mínimo 16 (dezesseis) anos de idade. Os responsáveis pela escolha dos novos catequistas devem usar o bom senso, pois, se querem uma comunidade madura, esforcem-se para chamar pessoas maduras na fé.
-Ter vida sacramental e litúrgica testemunhando, assim, a sua participação na comunidade.
-Colocar a catequese como prioridade, pois assim, não deixará de participar das reuniões, dos eventos e dos retiros.
-Comprometer-se em aprimorar a sua formação na Escola Arquidiocesana de Catequese- EAC.
-Se constituiu família, que tenha recebido o sacramento do matrimônio.
-Ter disponibilidade de tempo para participar das atividades da catequese, fazendo uma programação que priorize: a formação, a preparação dos encontros catequéticos, a participação em reuniões e em celebrações litúrgicas.
-Cultivar o espírito de obediência e respeito às diretrizes referentes à catequese, tanto em nível da Igreja Universal, quanto em nível da Igreja Particular.


Acho mesmo que não se deveria chamar catequistas na missa. Porque se colocamos aviso na missa, teremos que acolher todos os que aparecerem. Não daria certo fazer uma entrevista para saber se a pessoa tem perfil ou se está apto para ser catequista. Isso não se mede numa entrevista. Por isso que é mais sensato o padre convidar. Ele vai convidar depois de observar se a pessoa se encaixa nos critérios que a arquidiocese estipulou.

Queria também comentar sobre a idade. É difícil analisar se alguém é maduro pela idade. Tem pessoas muito jovens que são muito maduras na fé, e pessoas adultas que não são. Por isso que é preciso cuidado.

Tem alguns critérios que deveriam ser lidos e os catequistas deviam assinar que concordavam. Tipo um contrato. (risos) Como por exemplo, ter disponibilidade de tempo para participar das atividades da catequese. Parece óbvio, mas acredite, tem catequista que nem para o encontro de catequese vai. Gosto desse também: comprometer-se em aprimorar sua formação. Me ajude a criar um contrato de responsabilidade na catequese? (Não estou brincando não!!! haha)


Cris Menezes
Catequista-Brasília-DF


23 novembro, 2016

Rascunho de uma catequese com os pais



Quantas vezes nós, catequistas, chamamos os pais de nossos catequizandos para conversar e explicar para eles o que é a catequese, pra que serve, quais são os objetivos e qual a devida parte deles neste processo?

Os pais muitas vezes nem são evangelizados, não fizeram catequese, eles mesmos não concluíram a iniciação à vida crista. São batizados mas não crismados. Eles ainda podem ter feito uma catequese que não os despertou para o discipulado. Levam os filhos para a catequese por uma tradição, mas falta a eles comprometimento com a vida cristã, vivência dos sacramentos.

Esses dias, na reunião com as etapas, uma catequista falou que ao perguntar para os pais o que era catequese, uma mãe respondeu: "A catequese é a escola de Deus." Nós rimos. Achamos engraçado. Mas de onde ela tirou esta resposta? Será que não foi observando a catequese? Você não concorda  que  ainda hoje existem resquícios desta catequese escolar, puramente doutrinária, rígida?

O que proponho é que nos aproximamos dos pais, que conquistamos a família do catequizando. Que façamos encontros familiares, que a catequese envolva toda a família. Geralmente chamamos os pais para uma reunião de pais e depois achamos um absurdo eles associarem catequese com escola. Escola é que faz reunião de pais. 

Que tal os convidarmos para um encontro de catequese com as famílias?

Já tivemos a experiência de fazer esses encontros e foi muito bom. Mas hoje estamos conscientes que não damos conta de fazer isso sozinhos, precisamos de ajuda. Podemos conhecer as realidades dessas famílias e encaminhar para a pastoral familiar.   Você acha muita responsabilidade para assumirmos? Além de cuidar dos catequizandos, vamos cuidar da família toda!!! E ao cuidar da família, estaremos cuidando do catequizando. Concorda?

A ideia não é catequizar os pais, mas envolvê-los mais na Igreja. Chamá-los para caminhar juntos com o filho na catequese e caminhar com a gente.

E como poderia ser esses encontros e essa aproximação com os pais?

Podemos definir quatro encontros com os pais durante o ano. Iríamos planejar um tema, uma leitura bíblica. E, ao final, trataríamos dos assuntos mais "técnicos" da catequese: as datas das celebrações, compromissos, camisetas, avisos em geral. Então, podemos esquematizar nossos encontros assim:

1. Leitura Orante da Bíblia- Escolher um Evangelho e fazer os passos da leitura orante. Deixar que os pais participem, falem, se expressem, partilhem suas vidas e suas histórias.

2. Dinâmicas para promover a integração entre os pais, descontrair, fazer com que eles se sintam parte da Igreja. Mas cuidado com dinâmicas! Escolha uma que tenha a ver com o Evangelho e com o tema do encontro.

3. Momentos de oração e espiritualidade
Muitos pais estão tão distantes da Igreja que não rezam. Vamos rezar com eles e ensiná-los a rezar com os filhos.

4. Envolver os pais nos projetos e atividades da catequese. Quando for organizar um encontro convidar os pais para ajudar. Mas para que este convite seja bem aceito, é preciso conhecermos os pais, ganharmos a confiança deles e o apoio.

5. Numa reunião de planejamento que tivemos, uma catequista sugeriu que tivessem atividades para serem feitas envolvendo os pais e os filhos: a mãe e o filho fizessem juntos alguma lembrancinha, por exemplo. A intenção é promover encontros dos pais e filhos dentro da Igreja.

6. Avisos/orientações/explicações sobre o funcionamento da catequese será no final do encontro.


Vamos tentar?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

22 novembro, 2016

Sacramento da Crisma- planejamento de encontro






Ver: Prepara a linha da vida: São imagens que vão desde o início da vida-gravidez- até a velhice.  Coloque fotos da Primeira Eucaristia, Batismo, namoro, casamento, vestibular, trabalho, faculdade, grupo jovem etc. Cada catequizando vai escolher uma foto e partilhar sobre ela. Inclua fotos que representem também a missão de algumas pastorais, como os vicentinos, pastoral da saúde, dízimo. Este será o último encontro. Que possa ser um memória da caminhada de cada um, como um olhar para o presente (o que eu sou hoje?) e para a missão que querem abraçar após a Crisma.

Iluminar
Leitura Orante

Ler 2 vezes Lc 4, 14-21

Onde Jesus estava ?
Qual livro da Bíblia Jesus leu neste dia?
Qual é a missão de Jesus?

-Vamos refletir: Como é possível a Igreja continuar a missão de Jesus?

Deixar que os catequizandos falem e concluir que: Com o sacramento da Crisma, somos ungidos com óleo do Crisma e recebemos o Espírito Santo. Confirmamos o nosso Batismo e assim estamos prontos para continuar a missão de Jesus movidos pelo Espírito santo.

Desenvolvimento do tema
O que é a Crisma/Confirmação?


"A confirmação é  sacramento que completa o batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Espírito de Deus, sob o sinal da imposição das mãos e da unção com o Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder de Deus com palavras e atos. Ele é agora um membro legítimo e responsável da Igreja católica. Quando um treinador manda um jogador de futebol para o campo, põe-lhe a mão sobre o ombro e dá-lhe as últimas instruções. Assim também se pode compreender a Confirmação. É-nos posta a mão, entramos no campo da vida. Pelo Espírito Santo, sabemos o que temos a fazer; Ele motivou-nos até a ponta dos cabelos; o Seu envio ressona-nos no ouvido; sentimos a Sua ajuda; não frustraremos a Sua confiança e decidiremos o jogo por Ele; agora, é só ter vontade e escutá-lo." (Youcat)

-Como podemos ser atuantes na Igreja? Já pensaram em qual pastoral desejam se engajar para colocar seus dons a serviço da Igreja? (Agir)

-O símbolo deste Encontro é a pomba do Espírito Santo com os sete dons.

-Falar sobre o Espírito Santo, os 7 dons e a Santíssima Trindade.


Atividade e compromisso

Confeccionar junto com os catequizandos um jaleco de papel ou de TNT  ou jornal e escrever: Discípulo: e o nome de cada catequizando.

O jaleco pode ser feito com uma folha dupla de jornal. É bem simples de fazer:  faça um círculo na dobra do jornal  que seja suficiente para passar a cabeça.  Vai ficar parecido com um colete.
Geralmente falamos que o empregado deve vestir a camisa da empresa. O que isso quer dizer? Abraçar mesmo o trabalho, dar o melhor de si para a empresa crescer, suar a camisa. Na catequese,  vestir a camisa de Jesus significa estar disposto para seguir Jesus, continuar sua missão, abraçar a causa de Jesus e seu amor preferencial pelos mais pobres e fracos. 

Para celebrar este encontro, vamos ler novamente o evangelho LC 4, 14-21. Cada um pode escolher um versículo da missão de Jesus que mais tocou seu coração e do qual se sente chamado: pregar a boa-nova aos pobres, proclamar a liberdade aos presos...

Terminar com a oração do Espírito Santo
***


Elaborado por Cris Menezes- Catequista
Brasília DF
Referências (Inspirações): Adultos na fé (Leomar A. Brustolin)
Perseverar na fé, de Leomar A. Brustolin
Youcat (Catecismo Jovem)


http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br


20 novembro, 2016

Ano Litúrgico, advento e nascimento de Jesus-Planejamento de encontro



Roteiro para o catequista
Leitura Orante 

Método ver-julgar-Agir

Este planejamento é para falar sobre o Ano Litúrgico na época do advento. Pode ser adaptado para qualquer etapa! Claro que é só um roteiro, uma bússula. Utilize outros textos para desenvolver o tema. Explique também sobre os Reis Magos.
Para ornamentar a sala, faça estrelas de Natal de Origami que ainda podem ser entregues como lembrancinhas ao final do encontro.

Aprenda a fazer estrelas de origami aqui . 


Clique na imagem para baixar e imprimir! 





Ver
Levar fotos de mulher grávida, mulher amamentando, criança aprendendo a caminhar, criança indo para escola, grupo de jovens, faculdade, trabalho, namoro, casamento, filhos. Calendário. Tiras com as cores do ano litúrgico (TNT ou Cartolina). 

Convidá-los a olhar para as imagens. Perguntar: Qual foto mais chamou a atenção e por quê? Orientá-los a escolher uma foto. Pode-se refletir, de forma sucinta, sobre as particularidades de cada fase, os problemas, as dificuldades, as belezas.

Depois da partilha, o catequista pode dizer que, assim como celebramos as fases da nossa vida, a Igreja celebra também a vida de Cristo- Da gravidez de Maria  até a ressurreição de Jesus. É Ele o centro da Igreja.

Iluminar
Leitura Orante Mt 2,1-12 (Ler 2 vezes.)

1) O que o texto diz:
Quem estava procurando por Jesus?
O que guiou os três Reis Magos  para  encontrar Jesus?
Ao saber do nascimento de Jesus, porque Herodes ficou  preocupado?
Que presentes os Reis Magos trouxeram para Jesus?

2) Nós podemos hoje entregar nossos dons para Jesus. Quais dons podemos entregar para Ele?

Tempo  litúrgico (Vamos ver em que tempo litúrgico estamos?)

Celebramos a manifestação de Jesus aos três Reis Magos no dia 6 de janeiro. É o dia da epifania do Senhor, da manifestação de Jesus como Salvador, como Messias.

-A Igreja, durante o ano inteiro, celebra  o nascimento, a  vida, a morte e a ressurreição de Jesus em 5 tempos. O ano litúrgico inicia com o advento- Tempo de espera. Depois temos o tempo do Natal que vai do dia 24 de dezembro a 6 de janeiro- dia dos Reis Magos. Neste dia a igreja celebra a manifestação de Jesus.  Há ainda o tempo comum,  tempo da quaresma e tempo  pascoal.

"O Ano litúrgico é a sobreposição do percurso do ano normal com os mistérios da vida de Cristo, desde a encarnação até o regresso glorioso. O Ano Litúrgico começa com o advento ( o tempo da espera do Senhor), tem o seu primeiro clímax no tempo do natal e o segundo, ainda mais alto, na celebração da Paixão, Morte e Ressurreição redentora de Cristo, na Páscoa.
O tempo pascal termina com o Pentecostes (a descida do Espírito Santo sobre a igreja). O Ano Litúrgico é continuamente interrompido por festas de Maria e dos santos, nas quais a igreja exalta a graça de Deus, que conduziu a humanidade à salvação."

Agir
Fazer uma cesta de produtos para bebê (fraudas, produtos de higiene) para doar a uma mulher grávida. Ou ainda visitar uma criança e sua família e ver na criança o próprio  o menino Jesus.  Se a família for carente,  levar uma cesta básica.

Celebrar
Vamos usar a estrela como símbolo deste encontro porque foi a estrela que guiou os três Reis Magos até onde Jesus nasceu.
Jesus é a luz que ilumina nossos caminhos. Vamos pegar uma estrela e escrever  uma frase que expresse nossa alegria em ter Jesus como esta luz que guia nossos passos. As frases podem ser colocados na caixa de presentes. Minha sugestão: vamos entregar essas frases para a outra turma de catequese em cartões de Natal?

Fiz estrelas de origami.

Elaborado por Cris Menezes- Catequista
Brasília DF
Referências (inspiração) : Livro do catecismo (Fé, vida e comunidade)da Irmã Mary Donzellini
Perseverar na fé, de Leomar A. Brustolin
Youcat (Catecismo Jovem)

http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br

15 novembro, 2016

Atividade: Jornal de Natal (Primeira Eucaristia)

Uma vez criamos, na  turma da Primeira Eucaristia, um jornal para anunciar o nascimento de Jesus.  Uns grupos montaram um jornal impresso e outros grupos apresentaram no formato telejornal. E foi muito divertido. 




Utilizamos como orientação um material que copio a seguir. Tenho esta sugestão há muito tempo, mas não tenho mais a fonte do material. Vamos aproveitar as boas ideias.

Material: Bíblias e livros; mapa da região de Belém; papel e lápis; livros de geografia e história para você estudar previamente.
Como Fazer:
1. Ao invés de fantasiar as crianças com roupas de anjos e pastores, que tal trabalhar com elas uma leitura e interpretação atual da história de Jesus? 
2. Leia a história do natal, de preferência em mais de uma fonte - Bíblia na linguagem de hoje, Bíblias e livros infantis.

3. Peça que observem programas jornalismo na TV e jornais impressos. Faça com as crianças um diagrama sobre as sessões que um jornal contém, tipos de matérias, se levam fotos ou não, etc.. 
4. Proponha que desenvolvam um jornal sobre o dia do nascimento de Jesus. Pode ser em formato impresso (que pode depois ser fotocopiado e distribuído aos adultos) ou em formato TV, a ser apresentado a comunidade.

Antes de iniciar, determine:
- Quem edita o jornal? (O povo local era judeu; o governo era romano).
- O jornal é de onde? (da cidade de Belém? de todo o país?)

Temas que vocês podem desenvolver:
a) lotação esgotada nas hospedarias
b) um editorial sobre o censo: a direção do jornal concorda ou discorda do decreto romano para realizar o censo?
c) uma estranha estrela nos céus
d) a visita inesperada de reis do oriente (explore com as crianças a aparência diferente que estes homens deviam ter, o impacto deles na população local, etc...)
e) a visita de pastores de ovelhas à cidade (no meio do horário de expediente!! Será que os pastores estão fazendo uma greve?)
f) um dos "repórteres" pode ir junto com os pastores ou os reis, e entrevistar os pais da criança (porque ela está recebendo tantas visitas, quem é, o que há de tão especial aqui?)
g) previsão do tempo (quem sabe até com um mapa da região?)

Incluam também propagandas, afinal, um jornal as tem:
- uma do governo, convocando para o censo
- quais os produtos da época? Camelos (aluguel de camelos ou "vaga" para estacioná-los); comidas (o que se comia? como anunciar estes produtos?); pontos turísticos de Belém ("aproveite que você está aqui para o censo, e visite..." - quem sabe o templo, ou algum local relevante da história do rei Davi).

Outros:
1. As fotografias para o jornal impresso podem ser desenhos das próprias crianças. 
2. Para o jornal da TV, vocês podem confeccionar um cenário para os "âncoras" usando mesas e cadeiras e um painel de papel pardo ou um pano no fundo e da mesma forma criar cenários para as entrevistas e reportagens nos diferentes locais. 
3. O importante é que as crianças mergulhem na história e encontrem aspectos inusitados da narrativa bíblica.   


***

Vai ser divertido!

14 novembro, 2016

Brincando de queimada do Ano Litúrgico na catequese



Atividade do livro "Brincando na catequese, de Rogério Bellini (paulinas)

Objetivo: Conhecer o ano litúrgico, as festas religiosas, seus símbolos etc., aprendendo dessa maneira a participar das celebrações da Igreja.

Material: Uma bola, de preferência de praia.


Como brincar

Cada participante escolhe um tempo ou uma festa litúrgica (Advento, Natal, Páscoa, Pentecostes etc.). O catequizando que representar o tempo do Advento deve iniciar a brincadeira, visto que o ano litúrgico inicia-se com o Advento. Em seguida, todos ficarão de frente para uma parede à distância de três passos, um ao lado do outro. Começa a brincadeira: ex.: Advento joga a bola para o alto, de encontro à parede, dizendo: "Advento chama Páscoa".
O catequizando que tem o nome do tempo litúrgico pedido ( no caso Páscoa) corre para pegar a bola antes que ela caia no chão, enquanto os outros deverão correr para distanciar-se dele.
Se conseguir pegar a bola, o catequizando deverá repetir a ação, ou seja, jogar novamente a bola e chamar por outro tempo ou festa litúrgica. Mas se não conseguir, o participante deverá pegá-la o mais rápido possível. Assim que estiver com a posse da bola, deverá gritar: CELEBRAR". Ao ouvir esta palavra todos os outros catequizandos deverão permanecer parados. Então o catequizando que estiver com a bola na mão tentará acertar o jogador mais próximo. Enquanto isso, os outros jogadores tentam desviar-se da bola para não serem "queimados".
Se não "queimar", o jogador tem que explicar a todos o seu tempo litúrgico, passando a vez para o tempo litúrgico mais próximo (ex.: a próxima festa depois da Páscoa é Pentecostes, que recomeça a brincadeira, jogando a bola na parede e chamando outro tempo ou festa).
Se conseguir "queimar", o catequizando que foi queimado deverá falar sobre o seu tempo litúrgico. Caso aconteça de sair mais de uma vez o mesmo tempo litúrgico, pergunte sobre os símbolos usados nesse tempo, a cor que representa na liturgia, como celebramos, cantamos etc.

***

Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes

12 novembro, 2016

Diário de catequese: Sacramento da Reconciliação - João 8


Uma das cenas mais linda dos evangelhos é o encontro de Jesus com a mulher adúltera.





Ambientação










Podemos usar a passagem Bíblica Jo 8 para falarmos sobre o Sacramento da Reconciliação. No Evangelho do encontro de Jesus com a mulher adúltera está a pedagogia da reconciliação.  Quando pecamos, nos afastamos de Deus e caímos. A mulher adúltera não tem nome. Na imagem a mulher adúltera, caída aos pés de Jesus, estamos todos nós, pecadores assustados, frágeis, confusos e arrependidos.  O pecado é uma ferida, um machucado. Lembro do Papa Francisco dizendo que o confessionário não é uma lavanderia onde levamos nosso pecado para ser lavado. O pecado é um machucado na alma e precisa de remédios, curativos e cuidado. O remédio é o próprio Jesus, o remédio é o sacramento da confissão. A confissão nos reconcilia com o outro, com Deus e com a gente mesmo.

Jesus olhou para aquela mulher prestes a ser apedrejada. Junto com o padre Fábio eu também quero saber  o que será que aquela mulher  viu nos olhos de Jesus que a fez acreditar que ainda tinha jeito,  tinha esperança, tinha valor. Acho que já sei o que foi. O olhar de Jesus é um olhar de devolução, nos devolve para nós mesmos. Jesus nos olha com compaixão. Jesus olhou para aquela mulher com compaixão. Não a acusou. Não disse que não tinha pecado. Apenas a acolheu e mostrou muito amor ao perdoá-la. Mas disse: "Vai e não tornes a pecar." Este deve ser nosso propósito de cristãos convertidos no confessionário: fazer o propósito de não pecar mais. Não tiremos os olhos de Jesus. Como a pecadora caída, procuremos, no olhar de Jesus, força para nos reerguer após cada queda. 
Podemos nos colocar no lugar dos fariseus que julgaram e condenaram a mulher. Em quais situações nós mesmos jogamos "pedras" de julgamento nos outros? Também já tivemos no lugar da mulher adúltera, caídos no chão? E quantas vezes já tivemos oportunidade de estar no lugar de Jesus, de ser conciliadores, de olhar com compaixão, de perdoar. de acolher, de estender a mão?

Em matéria de relacionamentos, seremos magoados e teremos que perdoar, outras vezes seremos nós que precisaremos pedir perdão. Clamamos o perdão de Deus, mas precisamos também aprender a perdoar. Para nos curar do mal que o pecado nos causa, Deus nos deixou o sacramento da reconciliação. É o próprio Jesus que nos perdoa.



A catequese de hoje sobre o Sacramento do Reconciliação ainda ressoa em mim, como ressoa o amor que Jesus nos provoca pelo outro, pelo outro que como eu também é pecador. Pecadores apaixonados por Jesus. Pecadores reconciliados com o amor.

Cris Menezes



Músicas



Humano Demais – por Everton Maliska 

Eu fico tentando compreender
O que nos Teus olhos pôde ver
Aquela mulher na multidão
Que já condenada acreditou
Que ainda havia o que fazer
Que ainda restara algum valor
E ao se prender em Teu olhar
Por certo haveria de vencer
E assim fizeste a vida
Retornar aos olhos dela 
E quem antes condenava
Se percebe pecador
Teu amor desconcertante
Força que conserta o mundo
Eu confesso não saber compreender

Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender
Este jeito que escolheste de amar, quem não merece
Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender, que aqueles que escolheste
E tomaste pela mão geralmente eu não os quero do meu lado

Eu fico surpreso ao ver-te assim
Trocando os santos por Zaqueu
E tantos doutores por Simão
Alguns sacerdotes por Mateus
E, mesmo na cruz, em meio à dor
Um gesto revela quem Tu és
Te tornas amigo do ladrão
Só pra lhe roubar o coração
E assim foste o contrário,
O avesso do avesso
E por mais que eu me esforce
Não sei bem se Te conheço
Tu enxergas o profundo
Eu insisto em ver a margem
Quando vês o coração
Eu vejo a imagem

Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender
Este jeito que escolheste de amar, quem não merece
Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender, que aqueles que escolheste
E tomaste pela mão geralmente eu não os quero do meu lado


Kyrie Eleison






Textos e Atividades

Fizemos a leitura orante de Jo 8.

Leitura Orante para a catequese de Crisma





Texto e atividade para Primeira Eucaristia













Cris Menezes
Catequista-Brasília DF


10 novembro, 2016

Leitura Orante na catequese de Crisma- Jovens e adultos (Jo 8, 3-11) Sacramento da Reconciliação

Roteiro de leitura orante para o catequista
Etapa: Crisma/  Catequese com adultos


"Não temas! Mesmo que tenhas cometido todos os pecados do mundo, Jesus repetir-se-ia as palavras: Os teus muitos pecados estão perdoados, porque muito amaste." São Padre Pio (1887-1968)


Ambientação: Arrume a mesa da palavra e distribua umas pedras em cima da mesa.
Escreva  com letras grandes num papel e coloque perto das pedras: Jo 8, 3-11


(Clique na imagem para salvar!)



Obrigada.
Deus ama você.
Cris Menezes
Catequista- Brasília-DF