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26 fevereiro, 2016

Dinâmicas para iniciar a catequese - jovens e adultos

A.
Distribuir gravuras endurecidas em papelão ou cartolina, divididas em duas partes (de acordo com a criatividade-quebra-cabeça)
Cada Participante deverá buscar sua outra metade que completa a gravura.
Conversar (dois a dois) sobre a vida pessoal: nome, família, profissão, sonhos, realizações, o que gosta de fazer, motivos que os levam a participar dos encontros etc.
Conversar sobre o sentido e o significado da gravura

Cada um apresenta o colega que está com sua outra  metade, relatando a conversa sobre o outro e sobre a gravura.



B.
1° passo: Cada um se apresenta com simplicidade, fala sobre si mesmo (nome, família, trabalho, expectativas...), conta um pouco de sua história e por que veio para a comunidade eclesial.
Observação: Entre a participação de uma e outra pessoa, canta-se uma estrofe de alguma música. Preparar os participantes para anotar os nomes dos companheiros e o que mais lhes chamar a antenção na apresentação de cada um.

2° passo: Refletir. Os participantes permanecem de pé na mesma posição segurando o barbante.

1. O que formamos com o barbante? (As opiniões serão acolhidas cuidadosamente.)
2. Será que conseguiríamos tecer essa rede sozinhos?
3. O que podemos fazer para fortalecer nosso grupo?
4. O que aprendemos com esta dinâmica? Por quê?

Continuar a reflexão e instigar a fala dos participantes, quando esgotar a vontade de falar, o catequista pode salientar alguns pontos, por exemplo, que somente em grupos conseguimos formar esta rede, teia de aranha etc. (Comentar os que os outros participantes sugeriram.)

"Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unidos como se todos fossem irmãos!" (SL 133,1). Sou importante porque construo a rede. O grupo é importante porque também ajudou a construí-la. Um sozinho não forma a rede. Sozinho, eu não formo o grupo.

Desenvolvimento
A Palava de Deus: proclamar MC 1, 14-19
O grupo aprofunda o texto, partilhando em pequenas equipes a mensagem central do evangelho.

Pontos a serem salientados:
O grupo como lugar de apoio, lugar de confirmação da fé.
O grupo como lugar de partilha de experiências
O grupo é importante. Jesus valoriza a aparece no grupo para reativar e animar a caminhada dos apóstolos.
A importância de se fazer parte de grupos comunitários ( associação de bairros, sindicatos etc.)
Como fortalecer os grupos do quais participamos.

C .

1(...)Pedir que cada participante se apresente: nome, onde mora, porque resolveu entrar no grupo, que espera da catequese. Dar a cada um o crachá com o nome de outra pessoa, para que a procure e lhe dê as boas vindas.


D.
Formar uma roda
Distribuir o crachás de modo que todos  recebam o de outra pessoa.
Abrir espaço vago à direita e dizer: "Minha direita está vaga. Chamo (ler  o nome do crachá) para ficar a meu lado, porque é uma pessoa...(falar uma qualidade dela e colocar o crachá em sua roupa).
Agora, essa pessoa chama aquela cujo nome está no crachá em sua mão.
Continua a dinâmica, até que todos tenham seus próprios crachás.
No fim, canta-se uma música de boas-vindas.

E.
O catequista distribui folhas ofício com a palavra EU escrita em letras garrafais, ocupando todo o espaço da folha.
Os participantes devem anotar (caso não sejam alfabetizados pode-se pensar) dentro da letra E todas as suas qualidades e na letra U, todos os defeitos.

Desenvolvimento
-Quais as dificuldades encontradas para realizar o primeiro momento da dinâmica?
-Em que letra foi mais difícil perceber você mesmo? Por quê?
-Será que é difícil enxergarmos qualidades em nós mesmos?E nos outros? Por quê?
-Ao escrever os defeitos da letra U, quais os desafios encontrados? Por que?
-É fácil enxergamos os nossos defeitos? E os dos outros?Como se sentiram realizando a atividade?

-Pede-se aos participantes que leiam a palavra EU, fazendo algumas interferências.
-Pede-se que guardem a folha com a palavra EU em lugar de Fácil acesso e que sempre a releiam.Assim, podem ir mudando o que contém dentro da letra U!
-No final da etapa deverão trabalhar novamente a atividade com a palavra EU. Os participantes irão analisar o que foi escrito no início, para avaliar o crescimento pessoal.

Fonte: Livro Viver  em Cristo (Livro I) Batismo e/ou confirmação e eucaristia de aduktos, de Antônio Francico Blankendaaal


23 fevereiro, 2016

Planejamento de Encontro de Catequese: Bíblia



Minha Bíblia 

Objetivos: Despertar o interesse pela Bíblia
Inculcar a necessidade de ouvir a Palavra de Deus contida na Bíblia, todos os dias, fazendo a experiência de "ver, ouvir e apalpar" para testemunhar (cf. I JO 1, 1-4)

Conteúdo
Composição da Bíblia
A Bíblia contém a experiência vivida por um povo que foi escolhido por Deus: Antigo Testamento (AT).
A Bíblia contém a Boa-Nova que Jesus anunciou: Deus ama e salva todos os homens: Novo testamento (NT).
A ação do Espírito Santo, que nos ajuda a entender e a viver a Palavra de Deus.
Livros: Capítulos e versículos


Preparando o material
-Filme sobre a Parábola da semente.
-Figuras de plantações com flores e frutos; de plantas secas.
-Figura da chuva caindo na terra.
-Dois galhos de uma planta e um vaso com água.
-Rolo da Bíblia como no Antigo Testamento (AT).
-Figuras do AT, onde se vejam pessoas lendo o rolo da Lei.
-Figuras dos quatro evangelistas.
-Cartaz com nome dos livros que compões, a Bíblia: Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT).
-Ilustrações sobre "rolos da Bíblia", papiro e bíblias antigas,
-Um marcador para a Bíblia. um para cada catequizando.

Preparação da sala
A sala vai ser preparada antes da catequese: mesa com toalha, uma faixa conforme a cor do ano litúrgico (branco, roxo, verde ou vermelho), flor, vela, um local especial para a Bíblia, que poderá ser introduzida na sala de forma solene. Deixar o material que vai ser usado durante a catequese já preparado para facilitar o seu uso. Ensaiar como será usado.

Oração Inicial
-Fazer o sinal da cruz e uma oração espontânea (todos em pé).
-Invocação do Espírito Santo (Cantada ou rezada).

Dinâmica Inicial: "A palavra de Deus é como a chuva que molha"

Nesta catequese vamos descobrir a Palavra de Deus e o que ela faz em nossas vidas, por isso vamos colocar uma planta na água e a outra igual vai ficar fora da água. No final da catequese vamos observar como elas ficaram e tirar nossas conclusões.

Proclamação da Palavra de Deus
Contexto: Mt 13, 1-8 (Parábola da semente)
Texto: Mt 13,8
Comentário: A proclamação que será feita é Palavra de Deus e deve ser ouvida com respeito. É o pai que fala ao filho. A atitude correta para ouvir uma coisa muito importante de alguém que amamos é ficando em pé, olhando para a pessoa que fala, por isso é correto sempre olhar para quem está proclamando a palavra de Deus.
Se for feita a entrada solene da bíblia, preparar um breve comentário, explicando o sentido deste gesto e explicando o contexto da leitura que vai ser proclamada.
O catequista poderá contar, dramatizar, usar fantoches, passar o filme para seus catequizandos sobre a parábola do semeador conforme o contexto: MT 13, 1-8 (parábola da semente). depois vai proclamar apenas mt 13,8.

Aclamação à palavra de Deus (todos em pé)
Antes da proclamação da palavra fazer a entrada solene da bíblia. escolher um canto que se refira à Bíblia.

Proclamação do Evangelho de Mt 13,8.
Catequese
A partir do texto bíblico proposto, o catequista preparará a sua catequese sempre levando em conta a realidade de seus catequizandos, o objetivo e o conteúdo da catequese que foram propostos no início.

Dinâmica: explorando o livro da Bíblia
Fazer os catequizandos examinarem a Bíblia. Dar um tempo para que eles descubram e comentem o que estão vendo.
Pedir que abram na primeira página e que abram na última página. Pedir que abram onde começa o Antigo Testamento e onde começa o Novo Testamento.
Distribuir o marcador e pedir que coloquem na página onde começa o novo testamento.

Símbolo litúrgico: a Bíblia
O símbolo litúrgico proposto nesta catequese é a Bíblia. A Bíblia é o símbolo litúrgico de um Deus que fala com o seu povo. A Bíblia é um livro sagrado. Nas celebrações é colocada em lugar de destaque: uma estante (ambão ou mesa da Palavra-ver subsídio) coberta com um véu que geralmente tem a cor: roxo, verde, vermelho ou branco, conforme o tempo litúrgico. Em muitas celebrações podemos fazer a entrada solene da Bíblia.

Gesto litúrgio: estar em pé
Estar em pé é uma atitude de dignidade, de respeito. É um sinal exterior de reverência, e demonstra que se está pronto para executar o que se está ouvindo. Jesus quando foi à sinagoga e leu um texto do Profeta Isaías (cf, Lc 4,16). Seguindo o exemplo do evangelista João somos convidados a VER, OUVIR, APALPAR a Palavra de Deus. Quando a Palavra é proclamada nosso corpo deve se colocar numa postura de quem está atento.

Vivenciando a liturgia: Durante a celebração da Missa ou em outra celebração podemos ficar em pé ou sentados para ouvir a proclamação da Palavra. Quando ouvimos o Evangelho nas Celebrações, o gesto litúrgico é estar em pé. Estar em pé é sinal de atenção e respeito de quem ouve uma pessoa importante falar. Quando ouvimos o Evangelho numa celebração na comunidade é Jesus mesmo que está falando. O Evangelho narra acontecimentos da vida de Jesus e o que Ele ensinou aos apóstolos e o que nos ensina hoje.

Gesto concreto
Por ser um livro sagrado devemos ter cuidados especiais com ele: colocar em lugar de destaque em nosso quarto ou sala, ter respeito e veneração por ser um livro que contém a Palavra de Deus.  (Com a colaboração dos catequizandos acrescentar outros cuidados com a Bíblia.)
Na Eucaristia de domingo, procurar ficar na postura correta durante a proclamação do Evangelho. 
Observar a cor do paramento usado pelo celebrante.

Retomar a dinâmica inicial: "A Palavra de Deus é como a chuva que molha" (Is55, 10s) e convidar os catequizandos a observar como estão as plantas e demonstrar que a Palavra de Deus é como a água da chuva, do rio que molha a planta e faz com que ele dê flores e frutos.

Oração
-Fazer orações espontâneas louvando e bendizendo a Deus que conversa com o seu povo através da Sagrada Escritura.

Pai Nosso
Abraço da Paz
Canto final

Conversa com os catequizandos

Pessoas que ouvem e praticam a Palavra de Deus e produzem frutos.


Subsídios para catequese
A Bíblia é a Palavra de Deus dirigida aos seres humanos de todos os tempos e lugares. É Deus se comunicando conosco. Jesus nos falou isto no evangelho que ouvimos. Jesus sempre ouvia a Palavra de Deus e procurava perceber o que esta Palavra tinha a ver com a sua vida. Jesus disse: "Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos profetas e nos salmos" (cf. Mt 26,54; Lc 24,27).
O Antigo Testamento preparava o povo para a vinda do Messias. Isaías que era um profeta (profeta é aquele que anuncia a Palavra de Deus) dizia sobre Deus: "Tal como a chuva e a neve caem e para lá não voltam sem ter regado a terra, sem a ter fecundado e feito germinar as plantas, sem dar o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão" (Is 55, 10-11).

A Bíblia é a experiência de Deus, vivida pelo povo escolhido
A Bíblia antes de ser escrita foi vivida por um povo: o povo de Deus. Os acontecimentos vivenciados pelo povo de Deus eram passados de pai para filho. Muito tempo depois, algumas pessoas escreveram aos poucos as passagens mais importantes do povo de Deus. As pessoas que escreveram os livros da Bíblia foram inspiradas por Deus. Os autores que compusera a Bíblia como nós lemos hoje receberam o Espírito de  Deus, que os inspirou e ensinou o que deviam escrever e compor a Bíblia de forma que todos pudessem se utilizar dela sem dificuldades.

O Espírito  Santo e a Bíblia
Nós, quando ouvimos ou lemos a Bíblia, necessitamos da ajuda do Espírito Santo, para que possamos entender o que Deus quer nos falar através do que ouvimos ou lemos. Somente com o Espírito Santo, a Palavra de Deus pode se fazer VIDA em nossa vida. Por isso, antes de inciar a celebração, nós invocamos o Espirito Santo. Sempre que formos ler a Sagrada Escritura devemos pedir que o Espírito Santo nos ajude.

A Sagrada Escritura, como é também chamada a Bíblia, deve ser lida e meditada em comunidade. Desde o Antigo Testamento o povo de Israel lia a Bíblia no Templo. Os primeiros cristãos iam ao Templo para ouvir e meditar a Palavra de Deus (cf. At 2, 42-47). Somos convidados a participar todos os domingos da Missa para ouvir a Palavra de Deus com a nossa comunidade, na Igreja.
O profeta Jeremias dá exemplo de como deve ser a Bíblia, para a vida pessoal de cada um: "Ao encontrar palavras tuas, eu as devorava. Tuas palavras eram meu  contentamento e alegria  de meu coração, porque seu nome é invocado sobre mim. Senhor Deus Todo -Poderosos" (Jr 15,16).

Aprofundamento do catequista

Ler a introdução geral da bíblia
Catecism da Igreja Católica: 50-141.
Crescer na leitura da Bíblia- Estudos da CNBB, 86.

Fonte: A caminho da Eucaristia, Diocesde de Jundiaí, de Maria de Luirdes Mezzalira PincinatoEditora Vozes.

21 fevereiro, 2016

Planejamento do Encontro: Deus faz uma aliança com Abraão




Acredito que o encontro abaixo possa ser utilizado com turmas de adolescentes, jovens e até adultos.


Objetivos


1) Estar atento ao chamado de Deus através dos acontecimentos
2)Responder ao convite de Deus fazendo aliança com Ele.

Conteúdo
1) A promessa de Deus a Abraão
-Uma terra
-Uma descendência

2) Deus faz a aliança com Abraão.
-O gesto de Abrão- partir os animais

3) O sinal da aliança
-Mudança de nome: Abrão= Abraão; Sarai= Sara
-A circuncisão

Preparando o encontro
Preparando a sala
Colocar a toalha, a Bíblia, com as citações já marcadas, a vela e a flores, na mesa. Em destaque colocar os sinais de aliança, pactos, contratos, etc.

Oração inicial:  Fazer o sinal da cruz e uma oração espontânea (todos em pé)
Invocação do Espírito Santo (cantada ou rezada)

Proclamação da Palavra de Deus


Lembramos que o contexto indicado deve ser usado pelo catequista para motivar o catequizando a prestar atenção, no momento da proclamação da leitura do texto proposto. Para esta motivação o catequista pode usar figuras de flanelógrafo, desenhos, bonecos de fantoches ou outro material que a sua criatividade inventar. Para introduzir a continuação da história da salvação o catequista relembrará, com os seus catequizandos, a catequese anterior.

Contexto: Gn 17, 1-26: Aliança selada pela circuncisão- mudança de nome
Texto: Gn 17, 17,11

Comentário: Antigamente, no tempo de nossos bisavós, a palavra dada era respeitada, um fio de barba era sinal de um contrato. Tudo o que fazemos hoje, na sociedade, precisa estar bem documentado. Os contratos realizados precisam de testemunhas e até de  fiador (explicar caso não saibam) ou algumas garantias.O ser humano não acredita mais  na palavra de outro ser humano. Deus quando chamou Abrão, fez-lhe uma promessa. Ele lhe daria terra e uma descendência. Abrão acredita em Deus e Deus faz uma aliança com ele.

Proclamação do livro de Gn 17, 1-7,11

Catequese
A história da salvação é maravilhosa. Deus quer fazer parte da história da humanidade. Deus que deseja estar com o ser humano. Deus que realiza plenamente  a sua promessa mesmo sabendo que o ser humano não tem condição de realizar a sua parte. Para Deus isto não é importante, porque "o senhor aprecia aqueles que o temem, os que esperam por seu amor" (SL 147 (146),17). É preciso preparar bem a catequese, principalmente porque o conteúdo é muito vasto. Para o catequizando basta apenas um pouquinho para que ele queira experimentar mais. É como quando vamos ao supermercado e nos dão apenas um pedacinho minúsculo de torrada com uma pequenina porção de patê, que querem que compremos. Na maioria das vezes, compramos porque queremos experimentar mais .
Precisamos selecionar o conteúdo que queremos transmitir, a partir da leitura proposta e da nossa realidade. Descobrir a melhor forma de passar para os catequizandos  usando a nossa criatividade, controlando o tempo que temos para a catequese.

Símbolo litúrgico: a aliança: o abraço, o aperto de mãos
Para fazer a aliança com Abraão, Deus usou alguns sinais e ritos. Quando  as pessoas fazem entre si um contrato ou uma aliança, usam de sinais como a aliança, os contratos  em cartório, os pactos. Que sinais e gestos existem para simbolizar uma aliança entre a pessoas? Assinar o contrato em cartório, dar as mãos, a troca de aliança no noivado e casamento, são  algumas formas. Cada povo tem uma forma diferente de fazer alianças. Vamos pesquisar?

Gesto litúrgico: A Eucaristia-memorial da Aliança: o gesto de Jesus na Ceia- partiu o pão.
A celebração da Eucaristia é o memorial da Aliança realizada em Jesus, de Deus  com os seres humanos. É a "nova aliança". Jesus tomou o pão, o partiu e o deu aos seus discípulos. Este gesto de Jesus é repetido sempre, na Igreja, cada vez que se celebra Eucaristia, e tem o mesmo valor do gesto realizado na ultima ceia, por isso é  memorial.

Vivenciando a liturgia: A Eucaristia-memorial da Aliança: o gesto de Jesus na Ceia -partiu o pão;
Quando Deus fez uma aliança com Abraão, pediu-lhe que partisse alguns animais ao meio e ao amanhecer Deus passou consumindo, pelo fogo, as vítimas do sacrifício. Na última ceia, Jesus fez o mesmo gesto partindo o pão: "Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, Jesus tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos" (cf oração Eucarística II e Mt 26,26). Jesus veio aperfeiçoar e realizar plenamente  aliança de Deus com a humanidade. Jesus é a própria vítima. Ele é a vítima perfeita e sem mancha. Deus fez aliança com o homem perfeito, Jesus, que pode realizar a vontade de Deus, em sua plenitude.

Gesto concreto
Rejeitar o que me impede de fazer a aliança com Deus e responder com alegria ao seu chamado.
Deus quer fazer uma aliança pessoal com cada um de nós. Quando fomos batizados recebemos um nome. É por este nome que Deus nos chama e sela a sua aliança. Éramos pequeninos, e nossos pais e padrinhos reponderam SIM a Deus, por nós. Estamos nos preparando para dizer SIM a Deus.
Eu quero fazer a aliança com Deus? Como posso manifestar concretamente que quero fazer esta aliança? Como posso conhecer a vontade de Deus- hoje não matamos mais animais, como fez Abraão. Que gesto posso fazer no lugar?

Oração
Vamos rezar manifestando concretamente o desejo de fazer a Aliança com Deus.

Dinâmica
1)Deus disse, através de seu Profeto Isaías (Is 1, 1-20), que não quer sacrifícios de animais mas Ele quer um coração contrito e humilhado. Deus deseja que tiremos de nosso coração aquilo que nos impede de amar os nossos irmãos.

2) Em silêncio, vamos pensar: o que eu tenho no meu coração que mais me impede de amar (ódio  de alguém, antipatias, inveja, raiva). Pedir que os catequizandos pensem em algum fato concreto.

3) Distribuir os papéis e pedir que escrevam o que pensaram e que se aproximem da assadeira ou vasilha, que rasguem o papel pela metade e o coloquem nela, pedindo que Deus os ajude a superar essa dificuldade.*

4) Depois da coração, o catequista queima os papéis. Enquanto queima os papéis, cantar um cântico de louvor e agradecimento pela misericórdia de Deus.
Pai Nosso
Abraço da Paz

*O autor sugere colocar esses papéis numa vasilha de alumínio ou ferro  para queimar os papéis.


Fonte: A caminho da Eucaristia, Diocesde de Jundiaí, de Maria de Luirdes Mezzalira PincinatoEditora Vozes.

20 fevereiro, 2016

Catequese com Adultos- Começando...


Para início de conversa, trechos do livro Seguir o mestre (Livro 1, Editora Paulinas), do Antônio Francisco Blankendaal.
Google


A maturidade da fé, objetivo da catequese, concretiza-se com adultos-discípulos que se põem no seguimento do Mestre, aptos para viver os valores do Evangelho em um continuado exercício de discernir os sinais do Reino na turbulência da cidade, no bombardeio dos meios de comunicação.

Finalidade da Iniciação à vida cristã: alcançar a maturidade em Cristo (cf Ef 4,13), isto é, formar a identidade cristã.  Só depois de uma catequese adequada e da celebração dos três sacramentos poderemos dizer que a iniciação cristã está completa.


Falar com adultos

A catequese com adultos assume algumas características próprias da idade adulta: protagonismo que faz o adulto sujeito de sua educação.

-O catecumenato com jovens e adultos é o lugar da interação da vida de cada um com seus projetos, sonhos e desilusões com a pessoa de Jesus manifestada no contato direto e testemunhal da comunidade de fé.

-Vamos percebendo que só é possível uma catequese dialogal que valoriza as experiências de vida e a troca de saberes. Não há postura de professor e aluno, mas sim de irmão e amigo que quer ser companheiro facilitador e animador para suscitar uma fé refletida e pensada comunitariamente e que seja mais consoante ao coração de Cristo.

-O Catequista, irmão mais experiente na fé e no contato com a Palavra e os sacramentos, questiona, orienta e testemunha em primeiro lugar os ensinamentos e a prática da fé.

-Que os adultos "não sejam considerados simples destinatários, mas interlocutores de nossa proposta de fé. É uma catequese feita de partilha de saberes, experiências e iniciativa, em que ambos os lados criam laços (catequistas e catequizandos), buscam, ensinam, aprendem e vivenciam a vida cristã (Diretório nacional da Catequese).

-O catequista deve superar a mentalidade de uma catequese aula, que se assemelha à escola, à aula de religião. Se o catequista reproduz, em sua catequese, os modelos de uma educação escolar, ele não faz verdadeira catequese.

-A grande missão do catequista é a de preparar seus catequizandos para viver como Igreja. Deve despertar para um engajamento e um protagonismo verdadeiro em todos os âmbitos da vivência social, seja política, seja sindical, seja cultural etc.., onde o critério de discernimento e de vivência dessas dimensões seja a fé e a vida em Cristo Jesus.

Uma catequese verdadeiramente adulta parte da própria situação religiosa dos catequizandos, para um progressivo caminho de fé: sua história pessoal de busca de Deus, suas experiências anteriores com a catequese ou com o Evangelho, sua visão de mundo, seu maior ou menor contato anterior com a Igreja. (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)


18 fevereiro, 2016

A autoestima do catequista


Weheartit

Na nossa formação, tivemos um testemunho de uma catequista. A questão era  provação da fé. Ela relatou que começou a participar de um coral, mas  nunca era escolhida para cantar. E por isso, ficou desmotivada. Ela então saiu do coral. Um dia alguém, na Igreja, a ouviu cantar e elogiou a sua voz.   Ela tão surpresa olhou para pessoa e disse: "É mesmo? Minha voz é bonita?" E voltou para o coral. E encontrou pessoas que a valorizaram. E voltou a cantar.

Uma outra catequista, já antiga no grupo, foi sendo deixada de lado nas atividades da equipe.  Começou a ser dispensada dos trabalhos como se não fosse capaz de, junto com os outros, preparar uma palestra, um encontro, uma dinâmica. Ela então se afastou da catequese. Esses dias  eu a vi  e disse olhando bem nos seus olhos: "O importante é o que Deus sabe ao seu respeito. O que você mesma sabe sobre você. Não o que os outros sabem, porque, na verdade, eles não sabem nada. Volte. " Estas histórias poderiam ser de qualquer um de nós. E aposto que se você não passou por uma situação assim, conhece alguém que já vivenciou isso. Então, precisamos conversar.

Tem muita gente querendo decidir se temos um determinado dom ou vocação; se somos bons ou não como catequistas; se somos capazes ou não para desenvolver um trabalho na Igreja. Mas o pior disso tudo, é que, provavelmente, essas pessoas julgam a partir das aparências, não das reais capacidades de cada um. Não estou falando que a opinião de alguém não seja importante, mas que se um irmão de pastoral descobre uma dificuldade ou fragilidade do outro, e se tiver razão nesta avaliação, não seria melhor conversar com a pessoa, ajudá-la a descobrir e colocar em prática seus dons? Vamos oferecer formações, ajudar a desenvolver a capacidade dos nossos catequistas, dos nossos irmãos em Cristo, ao invés de descartá-los por achar, e às vezes é só mesmo por achismo, que eles não servem para aquele determinado trabalho. Isso é muto cruel, gente. Isso afeta a autoestima do cristão, isso desestimula, isso machuca, fere, afasta as pessoas da Igreja. 

Olhando para mim, para minha própria história, sei que evoluí muito desde o primeiro dia que fui ao grupo jovem. Eu era tímida e fui incentivada a falar, a expor minha opinião, a preparar encontros, a ler na missa. Tem pessoas que tem mais facilidade para falar, outras não. Algumas realmente não querem pegar um microfone e falar. Acredito que devemos respeitar e não obrigá-las a ir. Mas tem muita gente que só precisa ser incentivada, treinar, perder o medo de falar em público, ser reconhecida e valorizada pela equipe.

Eu também já me senti desvalorizada na catequese. Lembro que um dia, em reunião, uma catequista começou a sugerir os catequistas que ela "achava" que poderia dar uma palestra para as crianças. Então, ela começou a apontar: a fulana é boa, a sicrana é engraçada... E eu, apesar de ter muito tempo de caminhada, me senti invisível. Eu gostaria de dar a palestra, mas não fui nem citada. Hoje penso que eu deveria ter me pronunciado e ter dito: "eu quero ir, eu sou capaz". Mas me encolhi e não disse nada. Só eu sei (e meus poucos amigos) de cada renúncia, cada lágrima, cada alegria por estar na Igreja e por ser catequista. Eu sei da minha catequese, sei que é dinâmica, criativa, divertida, profunda, e repleta do amor de Deus. Os outros catequistas geralmente não conhecem a sua catequese, porque não visitam a sua sala, não conhece seu trabalho a fundo, não te conhece, conhecem só a superfície, a aparência, mas Deus vê seu esforço, sua dedicação, seu amor pela Igreja.

Hoje eu só quero dizer para cada  catequista: Você é uma pessoa escolhida por Deus para anunciar o Evangelho, é portador da esperança. Não deixe que ninguém diga que você não é capaz. É Deus quem te capacita. Sei que é difícil ouvir palavras depreciativas ou não ser visto, nem ser escolhido para liderar ou desenvolver alguma atividade.  Não se intimide. Acredite em você, procure sempre melhorar, desenvolver seus dons. E não permita que ninguém diga que você não pode, que você não é bom, que não é capaz... (Simplesmente não escute e siga em frente.)

"Deus sabe quem você é, as pessoas te imaginam."

Cris Menezes

http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br/

17 fevereiro, 2016

Dicas de escrita e revisão para blogueiros


Meus livros

Depois de ler um pequeno texto da Folhinha do Sagrado Coração, com dicas para escrever bons textos, eu, como uma boa revisora de textos, resolvi também me intrometer nesta história de produção de textos e escrevi minhas dicas pensando no gênero blog, para blogueiros como eu! Mas as dicas se aplicam a qualquer textos. 

1- Para escrever sobre qualquer assunto é necessário ter domínio do tema, saber o que você quer comunicar e fazer isso com segurança. Então, o primeiro passo para se escrever um bom texto é pesquisar sobre o assunto, ler muito, ler o que as outras pessoas falam.  Guarde as boas referências que você encontrar para citar em seu texto. Texto bom é aquele que dialoga com outros textos, enriquece.

 2- Escreva. Não se preocupe com revisão nesta etapa. O importante é não perder as ideias.

 3- Depois de escrever, é hora de ler seu próprio texto. Reescreva o que achar que não estiver claro. Troque as palavras. Mude os verbos. Melhore. Sempre é possível melhorar um texto.
Nesta etapa, você vai cortar frases, substituir palavras, sem medo. É bom que os textos que serão publicados na Internet sejam pequenos e objetivos. Eu mesma tenho preguiça e falta de tempo para ler textos muito longos aqui nas redes sociais. Claro que depende muito do tipo de texto que você vai publicar e do objetivo. De forma geral, na produção de textos,  o importante é comunicar mais com menos palavras. Concisão é a palavra da vez. Use-a.

4- Leia seu texto mais de uma vez ou peça para alguém ler. É muito difícil quem escreve revisar seu próprio texto. Ficamos cegos para nossos  erros. Mas se você não tiver ninguém por perto para te ajudar, tente se distanciar um pouco do texto para corrigi-lo. O ideal é:  se você escreveu hoje, espere um ou dois dias para começar a revisar. Olhe a ortografia, a concordância verbal e nominal, a pontuação, preste atenção se as frases estão coerentes, se fazem sentido. Muitos "erros" em textos da internet poderiam ser evitados se fosse feito uma revisão. 

5- Agora, é só publicar. E não esqueça: se citou alguma frase ou ideia de algum autor, informe. Coloque a citação entre aspas e escreva de quem é a autoria. 

Boa postagem! 

Cris Menezes


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Aqui, copio o texto que me inspirou a escrever este post:

" Alguns cuidados podem melhorar os seus textos e torná-los mais interessantes para quem vai lê-los:
a) Ponha as ideias em ordem antes de começar a escrever. Se não quiser fazer rascunho, prepare uma lista dos assuntos sobre os quais vai escrever. B) Tenha perto de você o dicionário e outros livros sobre os quais vai consultar. C) Cuidado com os adjetivos. Cada pessoa imagina de maneira diferente o que você chama de de edifício grande. É melhor escrever o número de andares do edifício. D) Nunca deixe de fazer uma boa revisão antes de entregar o texto. Você vai descobrir e corrigir vários errinhos e deixar seu texto bem mais claro." (Publicado na Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Paulinas, Seleção de Luis Senhorini)

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http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br

16 fevereiro, 2016

Entendendo o saneamento básico-CF2016



-O saneamento básico inclui os serviços públicos de abastecimentos de água, o manejo adequado dos esgotos sanitários, das águas pluviais, dos resíduos sólidos, o controle de reservatórios e dos agentes transmissores de doenças. Isso traz sensível melhoria na saúde e nas condições de vida de uma comunidade.

-Saneamento básico significa o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações físicas, educacionais, legais e institucionais que garantam:
a- abastecimento de água potável, desde a captação até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição;
b. esgotamento sanitário: coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgoto sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente;
c. limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final no meio ambiente;
d. limpeza urbana e manejo das águas pluviais urbanas: transporte, detenção ou retenção para evitar enchentes. 
e articulação entre o saneamento básico e as políticas de desenvolvimento urbano e regional de habitação, de combate à pobreza e se sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para  melhoria da qualidade de vida para as quais o saneamento básico seja fator determinante (Lei n.11.445/07, art.2, parag. 6°)

-A implantação do saneamento básico torna-se essencial à vida humana e à proteção ambiental. É, portanto, ação que busca construir a justiça, principalmente para os pequenos e pobres. As ações de saneamento básico são serviços essenciais, direito social do cidadão e dever do Estado. ( Ver Resolução n.64/292, de 28 de julho de 2010.)


Saneamento básico e saúde

-Milhares de pessoas no mundo se tornam mais suscetíveis a doenças como diarreia, cólera, hepatite e febre tifoide, por conta de condições precárias de disposição do esgotamento sanitário, água e higiene.

-A insalubridade causa problemas de ordem psicológica e emocional, não apenas físicos. 


Urgência do saneamento básico no Brasil

-82% da população brasileira têm acesso à água tratada.
-Mais de 100 milhões de pessoas no país ainda não possuem coleta de esgotos e apenas 39% destes esgotos são tratados, sendo despejados diariamente o equivalente a mais de 5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento na natureza.

-Os serviços de saneamento básico são essenciais para evitar a proliferação de doenças;

 Saneamento básico e o direito à moradia saudável

-As estruturas e os serviços de saneamento são parte integrante da nossa habitação. No Brasil. existem mansões e condomínios de luxo, localizados em áreas com boa acessibilidade, segurança e com recurso luxuosos, no entanto, nem sempre essas moradias cumprem as regras de saneamento básico e proteção ambiental. Também existem bairros populares que cresceram enormemente na últimas décadas com deficiências visíveis na área do saneamento básico, coleta de lixo e rede de abastecimento de água potável. Além disso, existem no Brasil milhares de pessoas que vivem em favelas e cortiços com instalações sanitárias improvisadas e esgoto a céu aberto. E há a população em situação de rua exposta a todos os tipos de precariedades.


-A moradia adequada é reconhecida como um direito universal pela declaração Universal dos Direitos Humanos, desde 1948. Vários tratados internacionais, após essa data, reafirmam que os Estados têm a obrigação de promover e proteger este direito. O direito à moradia adequada deve incluir condições de proteção contra os fatores que colocam em risco a saúde e a vida das pessoas. O acesso à moradia precisa também disponibilizar serviços de infraestrutura equipamentos públicos, tais como redes de água, saneamento básico, gás e energia elétrica, além do transporte público, limpeza e localização adequada.

Você sabia que:

No mundo, um milhão de pessoas fazem suas necessidades a céu aberto?

Mais de 4.000 crianças morrem por ano por falta de acesso à água potável e ao saneamento básico?

Na América Latina, as pessoas têm mais acesso aos celulares do que aos banheiros?

Trechos retirados do Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2016: Cama Comum-Nossa Responsabilidade

(Continua)

15 fevereiro, 2016

Desapegue-se, catequista!




Sou catequista de Primeira Eucaristia há mais de uma década...Ôpa. Como somos apegados a etapa que estamos trabalhando na catequese! Vocês também são assim ou  sou só eu? Corrigindo: sou catequista há mais de uma década. Melhor assim. 

Durante todo este tempo, só fiquei com turmas de Primeira Eucaristia e durante muito tempo nem imaginava mudar de etapa. Me identifiquei muito com as crianças e adolescentes.  Me sinto mais jovem quando estou com eles. Gosto da alegria deles, do sorriso fácil, da animação, das brincadeiras, da perspicácia e da inocência. Jesus já dizia que quem não tiver o coração de uma criança não entrará no Reino de Deus. Ensinei e aprendi muito sobre o amor de Deus. 

Mas no final deste último ano da catequese, Deus colocou no meu coração o desejo de me aventurar em outra etapa, em especial a catequese com adultos, o oposto da catequese com crianças, não é verdade? E o padre, depois da nossa formação, me lançou o desafio de ir para a catequese de Crisma com adultos. Claro, disse sim, mesmo com o coração apertadinho por deixar a Primeira Eucaristia, onde tudo começou, onde eu dei meus primeiros passos como catequista e como eu cresci desde o primeiro encontro. 

É importante pensarmos que o catequista deve transitar tranquilamente entre todas as etapas e isso é enriquecedor, não acham? Cada etapa tem seu valor, como na vida, que cada idade tem sua beleza: a infância, a adolescência, a juventude, a  maturidade... A catequese acompanha cada fase desde a sementinha até a Crisma com adultos. 

Ser catequista é se colocar à disposição para o serviço, é ir  onde há mais necessidade de catequistas, e não ficar apegado a uma etapa. O verdadeiro catequista não pode ser catequista de etapa, mas ser catequista da Paróquia e servir, com generosidade e amor, onde for chamado. 

Estou com muita disposição para adentrar nesta nova realidade de evangelização e catequização.  "A catequese com adultos é um desafio e uma prioridade hoje no Brasil. Os batizados não evangelizados apresentam-se para a catequese sem o mínimo contato com Jesus Cristo. Faz-se necessária uma proposta de iniciação cristã". 

Quando entrei na catequese, eu tinha 23 anos e ainda frequentava o grupo jovem. Todos sabem o quanto eu amadureci. Estou com 36 anos e ganhei com as rugas, maturidade como mulher e como cristã. Com este novo começo, me lanço para as águas mais profundas. Catequizar adultos requer uma outra linguagem, outra metodologia, outra dinâmica. Estou pronta? Sim. Estou. Porque o Senhor me chama e me capacita e eu respondo: "Faça-se em mim segundo a Tua palavra". 

Tem algum catequista na etapa de Crisma com adultos? Aceito sugestões de livros, formações e orientações. 


Catequista Cris Menezes
Catequista por amor

07 fevereiro, 2016

Recomeçar



Oi, catequistas!

Estou recomeçando mais um período, após um ano afastada do serviço da catequese. Por isso, o blog está "abandonado". Estou formatando o blog novamente e irei recuperar as imagens das postagens! Não sei por que o Blogspot sumiu com boa parte das imagens. Nos vemos em breve aqui, neste espaço de catequese e evangelização tão especial para mim. 


Paz e catequese

Cris Menezes