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18 fevereiro, 2016

A autoestima do catequista


Weheartit

Na nossa formação, tivemos um testemunho de uma catequista. A questão era  provação da fé. Ela relatou que começou a participar de um coral, mas  nunca era escolhida para cantar. E por isso, ficou desmotivada. Ela então saiu do coral. Um dia alguém, na Igreja, a ouviu cantar e elogiou a sua voz.   Ela tão surpresa olhou para pessoa e disse: "É mesmo? Minha voz é bonita?" E voltou para o coral. E encontrou pessoas que a valorizaram. E voltou a cantar.

Uma outra catequista, já antiga no grupo, foi sendo deixada de lado nas atividades da equipe.  Começou a ser dispensada dos trabalhos como se não fosse capaz de, junto com os outros, preparar uma palestra, um encontro, uma dinâmica. Ela então se afastou da catequese. Esses dias  eu a vi  e disse olhando bem nos seus olhos: "O importante é o que Deus sabe ao seu respeito. O que você mesma sabe sobre você. Não o que os outros sabem, porque, na verdade, eles não sabem nada. Volte. " Estas histórias poderiam ser de qualquer um de nós. E aposto que se você não passou por uma situação assim, conhece alguém que já vivenciou isso. Então, precisamos conversar.

Tem muita gente querendo decidir se temos um determinado dom ou vocação; se somos bons ou não como catequistas; se somos capazes ou não para desenvolver um trabalho na Igreja. Mas o pior disso tudo, é que, provavelmente, essas pessoas julgam a partir das aparências, não das reais capacidades de cada um. Não estou falando que a opinião de alguém não seja importante, mas que se um irmão de pastoral descobre uma dificuldade ou fragilidade do outro, e se tiver razão nesta avaliação, não seria melhor conversar com a pessoa, ajudá-la a descobrir e colocar em prática seus dons? Vamos oferecer formações, ajudar a desenvolver a capacidade dos nossos catequistas, dos nossos irmãos em Cristo, ao invés de descartá-los por achar, e às vezes é só mesmo por achismo, que eles não servem para aquele determinado trabalho. Isso é muto cruel, gente. Isso afeta a autoestima do cristão, isso desestimula, isso machuca, fere, afasta as pessoas da Igreja. 

Olhando para mim, para minha própria história, sei que evoluí muito desde o primeiro dia que fui ao grupo jovem. Eu era tímida e fui incentivada a falar, a expor minha opinião, a preparar encontros, a ler na missa. Tem pessoas que tem mais facilidade para falar, outras não. Algumas realmente não querem pegar um microfone e falar. Acredito que devemos respeitar e não obrigá-las a ir. Mas tem muita gente que só precisa ser incentivada, treinar, perder o medo de falar em público, ser reconhecida e valorizada pela equipe.

Eu também já me senti desvalorizada na catequese. Lembro que um dia, em reunião, uma catequista começou a sugerir os catequistas que ela "achava" que poderia dar uma palestra para as crianças. Então, ela começou a apontar: a fulana é boa, a sicrana é engraçada... E eu, apesar de ter muito tempo de caminhada, me senti invisível. Eu gostaria de dar a palestra, mas não fui nem citada. Hoje penso que eu deveria ter me pronunciado e ter dito: "eu quero ir, eu sou capaz". Mas me encolhi e não disse nada. Só eu sei (e meus poucos amigos) de cada renúncia, cada lágrima, cada alegria por estar na Igreja e por ser catequista. Eu sei da minha catequese, sei que é dinâmica, criativa, divertida, profunda, e repleta do amor de Deus. Os outros catequistas geralmente não conhecem a sua catequese, porque não visitam a sua sala, não conhece seu trabalho a fundo, não te conhece, conhecem só a superfície, a aparência, mas Deus vê seu esforço, sua dedicação, seu amor pela Igreja.

Hoje eu só quero dizer para cada  catequista: Você é uma pessoa escolhida por Deus para anunciar o Evangelho, é portador da esperança. Não deixe que ninguém diga que você não é capaz. É Deus quem te capacita. Sei que é difícil ouvir palavras depreciativas ou não ser visto, nem ser escolhido para liderar ou desenvolver alguma atividade.  Não se intimide. Acredite em você, procure sempre melhorar, desenvolver seus dons. E não permita que ninguém diga que você não pode, que você não é bom, que não é capaz... (Simplesmente não escute e siga em frente.)

"Deus sabe quem você é, as pessoas te imaginam."

Cris Menezes

http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br/

2 comentários:

  1. Oi Cris! Quem nunca passou por isso na catequese, com certeza, já passou na vida diária - em casa, na escola, no trabalho... Mas quando sabemos do nosso valor, até nos chateamos (ninguém gosta de ser rejeitado), mas não nos deixamos abater! O homem vê o exterior, mas Deus vê (sonda e conhece) nosso coração! Bjks e um final de semana abençoado! Tetê

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  2. Oi, Teté! Isso mesmo. Não se abater. Temos que pedir a Deus que nos dê sabedoria para lidar com isso. :)

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