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03 março, 2016

Planejamento- Encontro sobre Abraão- Catequese com adultos


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Você já presenciou pessoas saindo de sua terra natal em busca de sobrevivência em outro estado ou outra cidade? Viu como ficam jogadas na beira das estradas, nas rodoviárias, na periferia das cidades, morando em barracos, sem emprego, sem dinheiro, sem comida, sem condições de voltar à sua terra?

Julgar

Bem antes dos anos 1200 antes de Cristo, grupos de pessoas fugiram da seca de Canaã. Foram para o Egito porque o rio Nilo sempre inundava as terras, tornando-as férteis. Saíram para buscar sobrevivência e uma vida digna.

Aos poucos esses grupos, lá no Egito, começaram a ser dominados. Foram escravizados e, em ritmo forçado, tinham de fazer grandes obras para o Faraó (Ex 1, 11-14; Ex 5, 1-21). Entre esses escravos havia gente fugindo da seca, havia grandes grupos revoltosos, prisioneiros de guerra e mesmo gente pobre da terra.

Essa gente toda já não aguentava mais: gritava e gemia. Chorava por causa do grande sofrimento e humilhação impostos pelo Faraó. Deus ouviu o clamor de seu povo (Ex 3, 7-10). Deus entra na história e faz crescer no coração do povo a determinação de sair desta escravidão. Por meio da liderança de Moisés principalmente Deus organiza seu povo e faz surgir a coragem no coração deles.

Por aquele tempo o poder do Faraó se enfraqueceu um pouco por causa das intrigas internas. O povo aproveitou a oportunidade e buscou a liberdade. Em vários grupos o povo pegou o caminho do deserto para se libertar da escravidão do Egito (Ex 14, 1-8.15-31).
Depois, reunidos no deserto, esses vários grupos chegaram a ter clareza de consciência de que tudo não era apenas resultado de sua vontade e de sua força, mas Javé mesmo é que estava presente em todos os lances dessa história libertadora. Deus tinha dado força, coragem , iniciativa e criatividade a eles. E lá no deserto celebram o grande Deus-Javé-Libertador.

Ainda no caminho pelo deserto o povo passou por muitas dificuldades: fome, sede, perseguição, divergências e divisões. Tinham de aprender a viver em liberdade com o seu Deus-libertador. Essa foi a grande experiência religiosa que está na base da nossa fé até hoje. O êxodo é celebrado e lembrando em todas as fases da história do povo de Deus. Mostra-nos como Deus se coloca ao lado dos oprimidos, como propõe um mundo novo, diferente daquele que os opressores de ontem e de hoje querem. Essa experiência de Deus Libertador volta de maneiras diferentes em circunstâncias  diferentes. Essa experiência  nós temos de acolher hoje. Organizarmos e lutar para superar as marginalizações, as desigualdades, as injustiças e os abusos sofridos pela grande maioria de nosso povo.

Agir

Quem participa de alguma luta em defesa dos mais fracos? Conte qual luta nós podemos assumir para assim vivermos nossa fidelidade ao Deus-libertador.

Fonte: Encontro do livro Seguir o mestre (Batismo e/ou confirmação e eucaristia de adultos), de Antônio Francisco Blankendaal.

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