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12 março, 2016

Quem é Jesus? Planejamento para catequese de Crisma com adultos



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Parte1: Retirado do livro "Viver em Cristo" (CNBB)
Abrindo a Bíblia- Lc 4,16-21 
Jesus na sinagoga de Nazaré. 

Comentário: Quando Jesus entrou na sinagoga de Nazaré, cidade onde morava, e se levantou para ler, ninguém viu nada de especial nisso. Com certeza ele fazia a leitura da liturgia desde adolescente. O problema é que ninguém imaginava quem,m ele era de fato. Todos o conheciam como o filho do carpinteiro, que nasceu pobre como eles. 

Jesus abriu o rolo e leu o livro de Isaías, depois disse que a profecia estava acontecendo. As pessoas nada entenderam e até quiseram linchá-lo. Mas não tiveram coragem. Naquele dia, ele apresentou o seu programa de vida e de missão: " O Espírito está sobre mim... Ele me ungiu e me enviou." O programa de Jesus é bem claro: ele quer libertar, ajudar, salvar e amar a todos.

O reino de Deus, que Jesus veio anunciar e viver, já começa aqui na terra.Quando uma pessoa é capaz de amar e viver a justiça, a solidariedade, a comunhão, o mundo se torna melhor. Somos chamados a preparar o mundo para o encontro definitivo com Deus, na eternidade. Talvez falte muito tempo para isso, porque ainda existe muita escravidão e opressão, mas transformar o mundo é a missão do cristão; e a vida em comunidade é sinal de que isso é possível.


Parte2 - Desenvolvimento do tema (Livro Seguir o mestre, A.F.Blankendaal)


-Situação social e econômica onde Jesus se criou- Palestina
A Palestina era principalmente uma região agrícola. Havia também a pecuária, pesca e artesanato. As profissões mais comuns eram as de carpinteiro, pedreiro e tecelão.

O comércio entre as regiões era intenso. Nas cidades viviam os proprietários de grandes fazendas, os grandes e pequenos comerciantes, artesãos diversos, funcionários públicos, coletores de impostos, uns sacerdotes. Também havia um número razoável de pobres, mendigos, deficientes, desempregados.
No campo viviam pequenos camponeses, assalariados( boias-frias), diaristas, escravos. Todos eles pobres e explorados pelos altos tributos.

Os impostos cada vez mais altos (chegavam a 30% ou 40% da produção), eram cobrados para manter o exército romano e os funcionários.  Parte deste tributo ia para as elites de Roma. Também o templo de Jerusalém e a aristocracia recebiam parte dos tributos.

Além da cobrança exagerada, havia muito desvio de dinheiro público.

Jesus morava numa aldeia no campo, em Nazaré, como carpinteiro e lavrador. Trabalhava em troca alimento ou de dinheiro para sobreviver. Jesus nunca apoiou essa situação de miséria e empobrecimento imposta ao povo pelos governantes.

As classes sociais eram bem divididas entre ricos e pobres. Havia muitas maneiras de marginalizar grupos de pessoas (pela profissão, pelo defeito físico, pela doença etc). O povo não tinha voz nem vez. A sociedade era individualista, separatista, racista, escravista.

Jesus aparece com uma proposta nova de vida e relacionamento com pessoas. Ele quer todos iguais e respeitados.

Família patriarcal: o pai era o centro, tinha autoridade sobre tudo e sobre todos. A mulher não participava da vida social. Era inferior ao homem em tudo. Devia obedecer e ser mandada por ele. As filhas não tinham o mesmo direito que os filhos. -Todo o povo da Palestina acreditava em um só Deus, mas havia correntes diversas na religião. Os que eram da classe dominante se aproveitavam da religião para permanecer no poder e continuar tendo seus privilégios. Os que eram da oposição queriam, em nome da fé, mudar as coisas. Cada um esperava um Messias, mas conforme as suas conveniências. Um movimento religiosos diferente era o dos batistas, mais abertos ao povo. Jesus se aproximou deste movimento quando recebeu o batismo no rio Jordão.

O povo vivia sem orientação ("ovelhas sem pastor"), perdidos no meio das opiniões divergentes. Muitas vezes o povo era manipulado para um outro lado. Jesus aparece com sua proposta e sua prática diferente; (...) assume posição ao lado dos trabalhadores explorados, marginalizados e excluídos.
Jesus propõe acabar com um sistema que leva à morte e vem implantar o reino de Deus para que todos tenham vida em abundância. Um reino de amor, fraternidade e partilha.


Jesus dá pleno cumprimento ao projeto de Javé

Jesus ao atingir aproximadamente 30 anos (Lc 3,23) vivia em Nazaré da Galileia. Então se apresentou ao povo com sua mensagem e missão (Lc 4,18-19). Jesus tinha convivido com agricultores explorados, assistiu à explosão de violência, a formação de grupos de resistência (Barrabás) e defesa da vida do povo, presenciou a tradição dos antigos (Mc 7,1-5), interpretada do jeito deles. Estes escribas proponham uma vida cheia de normas e obrigações (Mc 7,6-13). Jesus viu também a piedade confusa e resistente dos pobres, bem expressa no Cântico de Maria (Lc 1,46-55) e também na esperança de um novo Êxodo, de experiência da libertação (Lc 1,71-75).

Jesus tornou-se aluno dos fatos (onde Deus está presente), cresce no meio dos conflitos, da exploração, da convulsão social, da desintegração crescente. Assim, sempre unido ao Pai em oração, Jesus vê a chegada a hora de anunciar a Boa-Nova do Reino: a hora de agir de forma concreta e radical. "Esgotou-se o tempo (prazo)! O Reino de Deus está aí. Mudem de vida!" (Mc 1,15-45).

Jesus se apresenta como o Messias-servo, não como "poderoso, prepotente, ditador. Ele propõe o Ano da graça", isto é: trazer de volta aos pobres tudo o que lhes foi tirado no decorrer da história. Tudo isso ara viver a Nova Aliança com Deus Pai.


Hoje ainda há gente profundamente ligada às propostas de Jesus. Gente que luta pelos direitos de seus irmão, gente que tenta mudar a sociedade para que ela seja mais de acordo com o que Jesus nos trouxe. Temos pessoas que até a morte confirmam este caminho: dom Oscar Romero, pe. Josimo, Ir. Adelaide, Margarida Alves, Chico Mendes, Santo Dias e outros.

Agir
O que você acha mais importante nas propostas de Jesus? Por quê? Como eu identifico aqui no meu estado e no Município movimentos e lutas que estão acontecendo de acordo com essas propostas de Jesus? Tenho condições de me aliar a um desses movimentos?
 Para se posicionar diante do mundo( nossa sociedade) devemos conhecer bem a realidade, discernir o que está por trás das coisas. O poder é exercido a favor de quem? As coisas, as posses servem a quem?

Depois nos perguntamos:
Onde Jesus se colocaria hoje?
Ele votaria em qual partido?
Com que tipo de movimento ele iria se simpatizar mais?Como Jesus ia se posicionar diante das práticas religiosas? A partir dessas respostas, sou capaz de fazer a opção por algum movimento, alguma luta que Jesus certamente apreciaria hoje?


Jesus se coloca ao lado dos excluídos

Jesus vive a maior parte de seu tempo com aqueles que não tinham lugar a sociedade.
-Prostitutas: repudias pelos fariseus. Condenadas, Jesus as reconhece como pessoa, lhes dá valor, confia na recuperação delas.
-Publicanos: gente desprezada, porque colabora com os romanos e muitas vezes cobrava demais, zombava do povo. 
-Leprosos: marginalizados por sua doença contagiosa e considerados cheios de pecado. Jesus os toca e os limpa, desenvolvendo-os à sociedade (Mt 8,2-4;11,2-6).
-Mulheres: pessoas de segunda categoria, sem voz nem vez... Jesus as acolhe na sua companha (Lc 24,1-11).
-Crianças: desprezadas pela sociedade machista. Só têm valor após os 12 anos. Jesus as apresenta como professores dos adultos para entrar no reino (Mt 18,1-5; 19,13-15).
Samaritanos: tidos como uma sub-raça, por se misturarem com estrangeiros e não possuírem uma Religião pura como a de Israel. Jesus apresenta um samaritano como modelo que cumpre a lei (Lc 10,25-37; 17,11-19).
-Famintos: pobres tomados por preguiçosos e não cumpridores exatos da lei. Jesus os acolhe como rebanho sem pastor, lhe dá comida..
-Mulher adúltera: podia ser apedrejada pelos costumes da época. Jesus a acolhe, defende e perdoa (Jo 8,03-11).
-Pescadores: para a religião estavam perdidos, pois a profissão os impedia de cumprir suas obrigações religiosas. Jesus os chama para serem discípulos (Mc 1,16-20).
Jesus deixa bem claro que sua avaliação da realidade social é totalmente outra. Condena os ricos que só querem para si e não partilham (Lc 6,24-26). Ao jovem rico apela para a partilha e fica triste quando este não aceita o desafio (Lc 18, 18-23).

É claro, Jesus fez opção pelos pobres, sai em defesa dos marginalizados. Quem quiser ser discípulo é chamado à mesma atitude.

Daí a obrigação do cristão de entrar nos movimentos que se alinham com o projeto, o jeito de Jesus. Tudo é luta em favor dos pequenos, dos trabalhadores, dos marginalizados, é lugar para o cristão se sentir bem.

Há consequências? Claro que sim, Jesus foi morto na cruz por causa dessa atitude de solidariedade com os oprimidos. Os grandes não queriam mudanças, não queriam largar suas riquezas, não aceitavam a partilha. E mataram Jesus.

Para nós, há o mesmo perigo. Sofrer por causa de posições corajosas em defesa dos pequenos não é estranho. E a cruz que faz parte da vida do cristão.

Agir
A defesa dos pequenos/pobres/marginalizados não é tarefa para alguém empreender sozinho. Precisamos de organização.

Em qual luta organizada (partidária, sindical, popular) eu posso me engajar?

Jesus deixa bem claro que sua avaliação da realidade social é totalmente outra. Condena os ricos que só querem para si e não artilham (Lc 6,24-26). 
É claro, Jesus fez opção pelos pobres, sai em defesa dos marginalizados. Quem quiser ser discípulo é chamado a mesma atitude.

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