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28 junho, 2016

Para mar bravo, Deus


Evangelho do dia em arte


Jesus respondeu: 
'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?' 
Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, 
e fez-se uma grande calmaria. 
27Os homens ficaram admirados e diziam: 
'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?' 

***

Como fiz o barco?



Me inspirei em dois modelos de barcos em E.V.A.

https://youtu.be/VjMhTt-m-Bw

http://fofurafeitaamao.com.br/barco-pirata-festa-infantil-lembrancinha

Obrigada! Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog












http://www.luizaalvess.com.br/2015/03/barco-3d-em-eva.html

25 junho, 2016

Dinâmica: Árvore da vida x Árvore da morte e Frutos do Espírito


Para olharmos a vida fizemos a dinâmica "Árvore da Vida e árvore da morte" e refletimos sobre os sinais de vida e morte no nosso bairro. O Objetivo era refletir sobre esses sinais e entender que, com os dons do Espírito Santo, podemos produzir bons frutos e gerar vida.

Resolvi desenhar as árvores no E.V.A,  já que não achei o galho verde e o seco proposto na dinâmica. E achei bom ilustrar mais ainda desenhando os frutos.   Só  os frutos que representam sinais de morte fiz com papel de revista, 

Material confeccionado







-Como sábado passado o encontro foi sobre dons do Espírito Santo, escrevei três frutos do Espírito. Nos outros frutos em branco, os catequizandos escreveram os sinais de vida. Recortei as letras de revistas para montar as palavras. 

-Percebe que podemos usar esta árvore para falar dos frutos do Espírito Santo? Depois do encontro, empolguei e fiz mais alguns frutos  para montar a árvore dos frutos do Espírito Santo e ficar já um material pronto.





-Para não escrever direto no E.V.A com a caneta, levei cartolina branca para eles escreverem  e colar depois o papel no E.V.A. Os frutos da árvore da vida foram entregues para os catequizandos como desafio e lembrança do encontro.


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Então, vamos as orientações de como fazer esta dinâmica retirada do site Catequisar.

Objetivo: Refletir sobre os sinais de vida e morte no bairro, na comunidade, na família, no grupo de jovens.
Material: um galho de árvore seco, um galho de árvore verde, caneta ou pincel e pedaços de papel.

Desenvolvimento: em pequenos grupos descobrir os sinais de vida e morte que existem no bairro, na família, no grupo de jovens... Depois, diante da árvore seca e verde vão explicando para o grupo o que escreveram e penduraram na árvore.

No intervalo das colocações pode-se cantar algum refrão.

Iluminar coma palavra de Deus e em grupo refletir:

Iluminados pela prática de Jesus, o que fazer para gerar mais sinais de vida e enfrentar as situações de morte de nosso bairro etc.

Fazer a leitura de João 15,1-8. Depois cada participante toma um sinal de morte da árvore e faz uma prece de perdão e queima, em seguida cada um pega um sinal de vida e leva como lembrança e desafio.

Palavra de Deus: Jo. 15, 1-8. e s l 1.

João Jo. 15, 1-8

1 «Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que dêem mais fruto ainda. 3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. 4 Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim. 5 Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada. 6 Quem não fica unido a mim será jogado fora como um ramo, e secará. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados.» 7 Se vocês ficam unidos a mim e minhas palavras permanecem em vocês, peçam o que quiserem e será concedido a vocês. 8 A glória de meu Pai se manifesta quando vocês dão muitos frutos e se tornam meus discípulos

Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

24 junho, 2016

Viva São João!

Eu já fiz minha fogueira de São João inspirada no modelo do site Artesanato Brasil!!!



Confira o passo-a-passo no site http://artesanatobrasil.net/porta-docinho-fogueira-de-eva-para-festa-junina. 

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Copio aqui um pouco da história de São João e da origem das festas juninas retiradas do site da canção nova.

*****
Um santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de “santo festeiro”, por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró. Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.  João é considerado o santo mais próximo de Cristo. Além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João nas margens do Jordão.
Origem das Festas Juninas
Fortemente arraigadas na tradição católica, têm uma origem anterior ao cristianismo. Remontam à Antiguidade, à Era Romana. Antes do cristianismo se tornar a religião dominante na Europa, os romanos comemoravam, nesta época do ano. Com o passar dos anos a Igreja Católica foi se tornando a religião dominante e incorporou muitas das antigas festas pagãs, para facilitar a disseminação de sua fé. Logo, as festas “juninas” se tornaram “joaninas”, em homenagem a São João. Não adiantou muito e as festas passaram a ser mais conhecidas como “juninas” mesmo.

********

E Viva são João!!! Que o Espírito Santo acenda em nós o fogo do amor de Deus!!!
Obrigada.
Deus ama você!

21 junho, 2016

Ambientaçao de encontro de catequese: Espírito Santo


Foi uma saga! Tentei desenhar uma pomba só por olhômetro, não deu muito certo. Depois lembrei que eu tinha uma vez comprado uma pomba e estava colada na porta da geladeira da minha mãe. Então usei como molde.

 Olha como esta pomba é perfeita! Corte profissional.




Esta foi a que eu fiz. Não usei o TNT liso, acho que o nome deste TNT é flocado.  Para fazer as "patas" eu colei  miçangas.



Para fazer os fogos dos 7 dons, pesquisei moldes na Internet. É muito fácil de fazer. Eu consigo desenhar muita coisa só olhando a imagem no computador. Foi assim que eu desenhei o molde do fogo.

Depois colei o desenho do fogo na fita cetim. Com uma fita mais larga é possível colar os nomes dos 7 dons.




Vinde Espírito Santo!
Obrigada. Deus ama você.

Cris Menezes

Missão do Jovem Crismado



Um texto ótimo para nossos crismandos. Retirei do site "Catequisar".




***
Olhando a vida de Jesus, vemos que ele foi sempre um jovem: dinâmico, sensível às alegrias e tristezas do seu povo, possuidor de senso crítico muito aguçado, conhecedor da realidade que o cercava. Sempre questionando, apontando onde o Projeto do Pai era desrespeitado, animando multidões que o seguiam com a Boa Nova do Reino, com a prática da justiça, do amor, do perdão e da misericórdia. Nessa juventude de Jesus descobrimos qual é a missão do jovem crismado.

A passagem de Lucas 4,16-21 nos mostra o próprio Jesus revelando essa missão.

Ele foi a Nazaré, onde fora criado e, segundo seu costume, entrou em dia de sábado na Sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abrindo-o, encontrou o lugar onde está escrito: "o Espírito do Senhor está sobre mini, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor". Enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos, na sinagoga, olhavam-no atentos. Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura".

Aqui está o centro da missão do crismado e de todo cristão, porque aqui Jesus revela sua própria missão.

Em primeiro lugar, ele afirma que essa missão é dom do Espírito Santo. Ele não age em nome próprio, mas em nome do Pai e de seu Projeto, que é vida para todos (João 10,10; Mateus 5,17). Por isso é ungido: recebe a força do Espírito e é por ele enviado. Também nós, cristãos, temos de assumir como proposta de palavra e ação a dinâmica de Páscoa de Jesus, levando a humanidade a um processo de libertação, de passagem da morte para a vida. Essa Páscoa realizada e plena é o Reino que o Pai nos promete e que Jesus Cristo realiza (Apocalipse 21,3-4).

Essa é a Boa Nova (= Evangelho) da qual devemos ser portadores. E esta não é uma promessa somente para o futuro. O Reino de Deus já está no meio de nós (Lucas 17,21). Todas as vezes que produzimos vida em nosso meio, os sinais do Reino se fazem visíveis. É porque seguimos as pegadas de Jesus, pois Ele é o Reino. Nele a vontade do Pai se realiza completa-mente (Mateus 11,2-6).

Ser crismado é buscar um mundo sem injustiça

A mensagem de Jesus tem destinatários bem definidos: os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos... O Reino de Deus é um Reino de justiça, de igualdade, amor e paz. Não há lugar para a exploração de uns poucos sobre muitos.

Assim Jesus assume preferencialmente a causa dos empobrecidos e se torna seu defensor. É preciso acabar com a fome, a opressão e a desigualdade, pois a Lei da Nova Aliança nos convoca a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22,37-39).

Anunciar, pois, uma Boa Nova aos pobres é construir com eles uma sociedade igualitária, justa e fraterna. Falar do Reino sem essa opção concreta é deixar as coisas do jeito que estão, onde a vida não brota, a opressão continua e as pessoas ficam sem esperança.

Também não podemos nos iludir: esse não é um caminho fácil. A cruz de lesus nos lembra sempre a perseguição que um justo sofre por causa da verdade (João 12,23-24; 15,13). Mas a luta não termina na morte e no sofrimento. A vida sempre vence. Todo sacrifício não é em vão (Filipenses 2,6-11; l Coríntios 19,54; 15,22-23). É preciso ter a coragem de ser profeta hoje!

Jesus nos ensina como realizar essa missão

Jesus nos deixa a sua missão e também a maneira de realizá-la. Lendo Lucas 24,13-35 (os discípulos a caminho de Emaús), percebemos como ele ensina aos jovens de hoje a levar e viver a Boa Nova do Reino.

Primeiro, é preciso estar a caminho com as pessoas, experimentando com elas seus risos e suas angústias. Só conhecendo a realidade dos que participam conosco na família, na comunidade, na escola, no trabalho conseguiremos ser sal e luz no mundo (Mateus 5,13-16). É necessário saber ouvir, saber falar. Assim, em Lucas 24,13-24, Jesus caminha com os dois discípulos e descobre que eles estão fugindo de Jerusalém para Emaús.

Outro passo é olhar a realidade que nos cerca através da Palavra de Deus.

Essa realidade está de acordo com o Projeto do Pai? Na mesma passagem de Emaús (Lucas 24,25-27), Jesus ilumina a situação com a Sagrada Escritura. Junto com os dois discípulos vai revelando e explicando os acontecimentos que estão vivenciando.

Então, depois de analisar se essa realidade constrói ou não o Reino, é preciso agir, transformar, mudar o que não está bom. E Jesus demonstra que nesse momento não estamos sozinhos. Ele está presente como Ressuscitado. E é no meio da comunidade que ele é reconhecido (Lucas 24,28-35). É na prática da partilha que transformamos nossa realidade.

Depois desse processo de evangelização (= anúncio da Boa Nova), os discípulos têm coragem de assumir a missão de cristãos, voltando para Jerusalém e enfrentando os projetos de morte.

Vocação do jovem crismado

Vemos que há muito que fazer. Os crismados são enviados a assumir compromissos na própria comunidade eclesial e em outros níveis de Igreja: liturgia, catequese, CEBs, pastoral da juventude. Ao mesmo tempo, são chamados a testemunhar o Evangelho de Cristo através de serviços em vista da transformação do mundo: nas escolas e universidades, no meio rural, no trabalho, na política, nos partidos, sindicatos, nas comissões de justiça e paz, nos movimentos ecológicos, nas associações de bairro, no lazer, nos meios de comunicação e nos mais diversos ambientes onde o cristão atua (Estudos da CNBB, n. 61). A vocação do jovem crismado abarca os diversos campos onde o leigo atua (Evangelii Nuntiandi, n. 70). Sua função social é extremamente importante. 

A Doutrina Social da Igreja, em suas diversas encíclicas, nos ajuda a descobrir o direito e o dever da Igreja de pronunciar-se sobre os problemas criados pela realidade social e pelas mudanças que nela ocorrem. Somos co-responsáveis diante do mundo em que vivemos. A Igreja, assim, caminha junto com o povo, buscando ajudá-lo a resolver seus problemas.

A Doutrina Social da Igreja é fruto da fidelidade da Igreja à sua tradição e à sua doutrina, bem como é fruto da necessidade de estar sempre ligada aos sinais dos tempos. Sua história se inicia, oficialmente, com a Encíclica Rerum Nouarum de Leão XIII (1891). Nesses mais de cem anos, muitas outras encíclicas surgiram, sempre procurando atender às exigências da justiça, através do uso responsável da liberdade, atendendo aos direitos da liberdade sob as bases da justiça.

O fim último da política e da economia deve ser o ser humano. Este, portanto, deve ter acesso ao trabalho, à gerência do mesmo e à distribuição dos bens conseguidos. A Doutrina Social da Igreja postula a promoção do bem comum: tudo para todos. Mediante essa sua ação, a Igreja busca fazer caminhar juntos o anúncio e o testemunho.

Preparação para a crisma: fim de um ciclo, começo de outro

Esta preparação quer ser uma ferramenta de trabalho com os jovens. Ao utilizá-la, tenham consciência de que ela é apenas instrumento, mediação. O sujeito dessa catequese é o próprio jovem.

Assim, a missão do crismado que anuncia a Boa Nova é ser mediação também. É provocar a transformação de uma realidade sem Deus na manifestação do Deus da Vida. Por isso, o jovem é sacramento da esperança. É instrumento de conversão, certeza de caminhada, semeador e semente.

A comunidade deve proporcionar, dentro e fora dela, espaços de participação efetiva. A relação de convivência deve ser de troca de anseios e experiências. Necessária se faz a renovação que nasce dessa juventude maravilhosa. Como segurar um vento que sopra onde quer?


Fonte: http://catequisar.com.br/texto/livro/cjcc/27.htm

Clique aqui para ter acesso ao texto completo.

20 junho, 2016

As cicatrizes de um ataque de jacaré



Semana passada, na Disney,  uma criança foi roubada por um jacaré. Os pais lutaram com o Jacaré para salvar a vida do filho, mas não conseguiram. O menino foi encontrado morto no dia seguinte. Esta é uma história terrível. 




Lembro de uma historinha que se contava no grupo jovem sobre  um menino cheio de cicatrizes no braço. Eram cicatrizes que o faziam lembrar que sua mãe lutou por sua vida quando um jacaré o atacou. E a mensagem era: nós trazemos também marcas que nos lembram a todo tempo que Deus tem lutado por nós. Fiquei imaginando as cicatrizes que carrego na alma, marcas das lutas travadas para que minha vida fosse preservada. Como me senti amada ao refletir sobre esta historinha, que nunca imaginei ser tão de verdade. Sim existem crianças que foram salvas por seus pais de ataques de jacaré. Passou na televisão: há algum tempo aconteceu algo parecido com outra família.  Um homem conseguiu tirar seu filho da boca de um jacaré. O menino foi salvo. Infelizmente não aconteceu o mesmo com o menino lá na Disney. Não sou mãe, mas fico agoniada só de pensar. Imagina ver seu filho na boca de um jacaré e não conseguir tirá-lo de lá? 

Algumas pessoas julgaram os pais por negligência. Como pode tanta insensibilidade pela dor dos outros? Compaixão não faz mal a ninguém e um pouco de empatia também não- é só colocar-se no lugar desses pais. Uma outra mãe que uma vez também  levou seu filho  para brincar nas proximidades desse lago argumentou que os pais não podiam imaginar que era perigoso que seus filhos brincassem perto de um lago artificial e pequeno, dentro de um resort.  Lembro aqui de crianças que morreram em parques de diversão por defeitos nos brinquedos ou falta de manutenção.  Nós confiamos que outras pessoas estão cuidando de nossa segurança e da segurança das crianças e jovens.  Confiamos na administração de um parque quando levamos nossas crianças. Confiamos no motorista quando entramos num ônibus. Confiamos! Porque não pode ser diferente ou confiamos ou não vivemos! Sabemos que há as fatalidades, mas riscos que põem  a vida das pessoas em perigo devem ser reduzidos ao mínimo com controles de segurança, por exemplo.

Imagino tantas famílias que sofrem com a perda de seus filhos; tem seus filhos roubados pela violência, drogas, acidentes. Quantos pais lutam por seus filhos? Quantos se sentem impotentes? Quantos conseguem resgatá-los dos "jacarés" do mundo? Quanta dor! Meninos inocentes, enquanto brincam na porta de casa, são atingidos por balas perdidas de tiroteios entre bandidos e  a polícia. Vidas interrompidas pela violência urbana. Esses dias uma menina teve sua vida tirada brutalmente num provável assalto aqui em Brasília no caminho entre sua casa e a faculdade. Um ônibus que levava estudantes capotou em São Paulo e matou muitos jovens. A dor que atinge a todos. Sofremos juntos com esses pais que têm seus filhos tirados de si de maneira tão estúpida.  Poderia ser com qualquer um de nós.  Sempre falo que nós somos sobreviventes. Temos que fugir de bala perdida, dos assaltos, da violência, dos mosquitos, dos vírus e bactérias, das doenças... "Viver é perigoso", já dizia Guimarães Rosa. 

Não tenho respostas para os grandes sofrimentos. Gosto de pensar que Deus chora com a gente, O Deus-humano, Jesus, chorou quando lázaro morreu. A humanidade de Jesus me ajuda a crer num Deus próximo, que veio viver entre nós para nos ensinar a viver, que amou para nos ensinar a amar, que morreu e ressuscitou para nos ensinar que há ressurreição. Aprendi que a morte, a tristeza, as dores não têm a última palavra. As cicatrizes só ficam naqueles que lutam corajosamente pelos seus, sem medo de perderem a própria vida. Amor maior não há. Confiemos no Senhor.

Cris Menezes
Catequizando feliz

19 junho, 2016

Dos fracassos de uma catequista- As histórias que não contamos




Dos fracassos, perdas e ganhos  de uma catequista 
Por Cris Menezes

Para Rosário (em memória)

Toda história de sucesso tem seus fracassos, os passos errados, os passos em falso que damos, as pedras no caminho e os espinhos. Por trás de uma grande história há muitas pessoas trabalhando nos bastidores. Pense num filme, na construção de um grande edifício, num evento, pense num restaurante, tanta gente trabalha para que aquele prato chegue quentinho na sua mesa.

Assim somos nós. Por trás de quem somos, da nossa história, há os bastidores. Quando eu me vejo falando de amor, da vida e de Deus, bonita e sorridente,  penso  nos meus bastidores. Para eu ser a mulher que sou hoje, algumas pessoas contribuíram com uma boa dose de amor, respeito e paciência. Eu sou o resultado dos encontros que tive na vida, sou resultado dos livros que li e das músicas que ouvi, sou resultado da insistência do amor de Deus por mim, do cuidado dos meus pais e da amizade dos meus amigos. Tenho amigos que nem sabem o quanto me ensinaram a ser gente, gente que me levou a Deus,  gente que foi parte da minha missão e do meu ministério de catequista.

Mas até aqui falei mais dos sucessos. Viu como é fácil contarmos nossa história pelos ganhos?! Sim esses são meus ganhos. Mas vamos falar dos fracassos e das perdas?

❤❤❤

Meu maior desafio e meu maior fracasso foi com a inclusão na catequese. Sei que quando a catequese fracassa, todos fracassam juntos: o padre, os catequistas, a coordenação. Percebi o quanto estamos despreparados para a catequese de pessoas com deficiência: faltam catequistas e formações específicas.  Precisamos chamar as crianças especiais para participarem da catequese, mas também precisamos capacitar os catequistas.

Outra tristeza são os catequizandos que vão ficando pelo caminho, os desistentes. Começamos a catequese com uma quantidade de catequizandos e terminamos com um número menor. O ideal é que ninguém desistisse. Há também os que mudam de religião depois da Primeira Eucaristia ou da Crisma e renegam a fé. Não é proibido mudar de religião. Claro que estamos livres para escolher sempre, mas não precisa desconsiderar o passado como se tudo o que se viveu na fé católica fosse um erro. Como catequista, entregamos para a igreja cristãos católicos e queremos que eles se engajem na igreja e não que mudem de religião depois de receberem os sacramentos. Mas penso que estão no caminho de Deus, isso é  o que mais importa.

 Tivemos ainda uma grande perda na catequese.  Faz algum tempo que perdemos nossa coordenadora, vítima de complicações de uma cirurgia. A Rosário foi um exemplo de catequista dedicada, uma mulher de fé.  Lembro que ela sempre chegava com um livro novo sobre catequese. Foi com ela que aprendi a correr para a livraria e voltar com livros para ajudar nos encontros de catequese. Ela tinha sede de aprender.  Ela era minha amiga e acreditava em mim. E isso é tão raro: em qualquer área da vida, encontrar pessoas que acreditam na nossa capacidade. Minha amiga acreditava que eu podia ser coordenadora. Imagina! 

Quero falar um pouco dos nossos "fracassos" na vida pessoal e profissional. Nem sempre nossa vida está repleta de graças para testemunhar. Muitas vezes estamos na Igreja servindo a Deus e sofrendo em casa com algum problema. E como é difícil manter nosso testemunho de fé diante da dor e das incompreensões. E este é o desafio do cristão: continuar caminhando com fé mesmo nas negativas da vida, mesmo na demora das graças que esperamos. É só lembrar que não termina na morte. Para um cristão, há a ressurreição. A cruz não é o fim. Diante dos nossos aparentes fracassos, devemos manter os olhos fixos em Jesus e prosseguir glorificando nosso Senhor.  Podemos testemunhar as pequenas graças e os pequenos cuidados de Deus por nós. É preciso treinar o olhar para encontrar a misericórdia de Deus no nosso dia-a-dia.

Veja bem: um(a) catequista é feito(a) de alegria, de fé e perseverança, mas também é feito(a) de perdas, dos ficam pelo caminho, dos que desistem- e como nós sentimos responsáveis por esses também- e daqueles que cumprem sua missão de evangelizar na terra e vão se encontrar com Jesus no céu. Todos esses que perdemos, de uma forma ou de outra, fazem parte da nossa caminhada e do nosso crescimento.

Vamos em frente.
Deus ama você.




*Fotografia e texto: Cris Menezes

18 junho, 2016

Planejamento de encontro- Espirito Santo e seus 7 dons


Altar deste encontro

Planejamento para Catequese de Crisma
Utilizei este planejamento para catequese com adultos


Ver: Olhando a vida
Ler a história A lamparina da floresta

Lá na beira do rio, já dentro da floresta, mora um velhinho que toda a população ribeirinha conhece. É Felício, o bisavó de muita gente e amigo de todos. Quando alguém adoece, é para a casa dele que corre. Até o padre que passa pela comunidade cristã a cada três meses dorme lá na casinha do vovô Felício. Um dia, o pároco chegou cansado e, depois que atendeu todo mundo que precisava dele, sentou-se na cabana, já de noite, ao lado do velhinho, e os dois começaram a conversar:
-Sua lamparina tem uma luz muito clara, vovô Felício!
-A chama queima óleo de peixe, seu padre.
-É esse o motivo?
-É, sim senhor. Fogo de madeira é vermelho, não é? E chama de óleo é mais clara, por isso dá mais luz.
-Quanta sabedoria! Eu não entendo nada disso.
-É. Pode ser... O "seu" padre veio da cidade, estudou nos livros. Sabe muita coisa que eu não sei.
-Mas o senhor é um sábio, porque sempre conhece um modo de ajudar a todos os que o procuram.
-Nada disso. Sou apenas uma lamparina de barro apagada. É Deus quem me enche com o óleo do seu amor.
-E a chama, o que é?
-É a luz do Espírito Santo que queima o óleo e ilumina a casa.
O padre ficou em silêncio por um bom tempo, deixando que a luz daquela lamparina entrasse no fundo de seu coração. Teve a impressão de estar lá na sala do cenáculo, em Jerusalém, vendo a chama do Espírito Santo no olhar iluminado de um dos apóstolos.

Vamos conversar
1. Vovô Felício diz que sua vida é comparada a uma lamparina de barro. Que isso quer dizer?
2. Na vida do velhinho, o óleo é o amor de Deus. E sua vida, pode se comparar com quê?
3. O fogo é o Espírito Santo, que vive na pessoa e a ilumina. O fogo e o óleo nos lembram de algum sacramento?

Iluminar: Fazer grupos para a leitura da Palavra de Deus
JO 14, 1-11.16-18.23-26.31; 15, 26-27.
Jo 15, 1-17; 16, 13-15.
JO 16, 23-28.33.

Comentário
Jesus veio ao mundo na força do Espírito Santo, com a missão de trazer o projeto do Pai. Ele faz um apelo a sua comunidade para que creia nele, no Pai e no Espírito Santo. A relação entre Jesus e o Pai é de amor e união. O Pai e o Filho se amam muito, e o amor é o Espírito Santo.
Jesus, ao saber que estava chegando o tempo de sua partida para a casa do Pai, começa a aprofundar os seus ensinamentos, mostrando a unidade que existe entre ele, o Pai e o Espírito Santo. Os discípulos têm dificuldade em compreender; Jesus revela o sentido de sua missão, de sua morte, de sua ressurreição, assegura a eles que não os deixará sozinhos, mas enviará, de junto do Pai, o Espírito Santo. Eles terão muitas outras dificuldades, até mesmo de permanecer unidos, por isso Jesus pede ao Pai que conserve os discípulos na unidade, para que o mundo creia.
Em nossa jornada de estudo, estamos percebendo a dedicação que Jesus tem ao projeto do Pai, que o Reino. Ele nos entrega seu programa de vida na oração do pai-nosso, mostra aos discípulos que é ele quem nos introduz na casa do Pai e declara que há um único caminho para tal morada, o qual é ele mesmo e sua verdade, que conduz para a vida plena.
Viver no caminho indicado por Jesus é tarefa para a vida inteira. O Espírito Santo vem em socorro de nossa incapacidade e nos ilumina, inspira, dá coragem e conduz.

Aprofundamento do tema: (Do livro A Fé cristã para catequistas, Pe. Leomar Brustolin)
O Espírito Santo conduz nossa oração ao Pai através de Jesus. Sem a atuação do Espírito Santo, aconteceria com Jesus o que acontece com todas as pessoas que fazem algo de marcante para a humanidade. Um inventor, um músico ou uma personalidade importante de nossa história tem seu nome gravado nos livros, mas são pessoas que ficaram no passado. O Espírito não faz Jesus ser apenas um nome a ser lembrado. Ele faz Jesus ser uma presença real na vida da comunidade cristã. Sem ele, Jesus teria ficado sem atualizar sua salvação para todos os momentos da história. 
O Espírito Santo ilumina e acompanha a vida a Igreja. Assiste a Igreja para mantê-la firme na fé e nos ensinamentos de Jesus. Nos desafios novos que surgem, o Espírito guia a Igreja para poder dar uma resposta aos problemas que aparecem.

Atividade:  (Do livro A Fé cristã para catequistas, Pe. Leomar Brustolin)

Dividir a turma em sete grupos. Cada grupo deverá criar uma encenação, retratando uma situação concreta da vida na qual se revela um dom do Espírito Santo (sabedoria, entendimento, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus). Porém, sem dizer explicitamente qual é o dom. Os demais grupos, com base na apresentação, deverão identificá-lo.

"Dons são qualidades que Deus nos dá. Eles permitem perceber e viver  suas graças em nossa vida e praticar sua vontade. Os dons despertam-nos para ouvir a voz de Deus em nós e nas coisas criadas por ele.

-Sabedoria: é o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Não tem nada a ver com cultura. Por este dom, buscamos não as vantagens deste mundo mas o Bem Supremo da Vida, que nos enche o coração de paz e nos faz felizes. Diz o Senhor: "Feliz o homem que encontrou a sabedoria. Ela é mais valiosa do que as pérolas" (Pr 3,13-15). A sabedoria que vem do Espírito Santo "é reflexo da luz eterna" (Sb 7,26).

-Entendimento: é o dom de entender os sinais da presença de Deus nas situações humanas. É o dom que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo o Mistério, entendemos que ali está nossa salvação, porque procede de Deus, que é  infalível.

-Conselho: é o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança. Só assim orientamos bem a nossa vida e a de quem nos pede um conselho.

-Fortaleza: é o dom de ser coerente com o Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. São Paulo confiava no dom da Fortaleza. Ele disse: "Se Deus está conosco, quem será contra nós?" (Rm 8,31).

-Ciência: é o dom de saber interpretar a Palavra de Deus, de explicar o Evangelho e a doutrina da Igreja, de fazer avançar a teologia, de traduzir em palavras o que se vive na prática. Por este dom o Espírito Santo nos revela o pensamento de Deus: "Só o Espírito Santo de Deus conhece o que está em Deus"(1Cor 2,11).

-Piedade: é o dom de agir como Jesus agia e identificando no próximo o rosto de Cristo. É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o "amor do Pai e do Filho", o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus.

-Temor de Deus: é do dom da prudência e da humildade, de saber conhecer os próprios limites, de não pedir pu esperar de Deus que ela faça nossa vontade. Não quer dizer "medo de Deus", mas sim medo de ofender a Deus. Mais do que o temor, é respeito e estima por Deus,

Rezando a vida e a Bíblia
Animador(a): Na comunidade cristã, o sacramento da crisma é a confirmação do dom do Espírito Santo em nossa vida. Com o óleo da consagração, o bispo unge a pessoa que decidiu seguir Jesus, e ela é iluminada com a chama da fé e do amor, tornando-se capaz de assumir a missão de anunciar e testemunhar o Reino de Deus.

Levando a bíblia  para a vida: Que nos falta para começarmos a participar ativamente da comunidade cristã?

Encontro do livro:  "Viver em Cristo- Caminho da fé com adultos", CNBB.
Complementei o encontro com alguns textos do livro "A Fé Cristã para catequistas", do Pe. Leomar Brustolin




16 junho, 2016

Precisamos falar de acolhida na catequese



Ambientação do encontro sobre matrimônio
Clique aqui para aprender a fazer bandeirinhas recicladas

Acolher e valorizar os catequizandos



A acolhida é geralmente um passo que os catequistas  não dão muita atenção. Pulam com facilidade para oração inicial e  esquecem de acolher seus catequizandos, perguntar como passaram a semana e como estão. Mas acolher não é só isso.

Nós vivemos tão apressados que mal reparamos nas pessoas, na natureza, nas coisas que acontecem ao nosso redor. Ou estamos apressados ou sugados pela tela do celular.  Um catequista tem geralmente tantos compromissos e desempenha tantos papéis dentro e fora da Igreja, que vive correndo pra cima e pra baixo com seu catecismo, sua bíblia e sua falta de tempo. (Alguém se identificou aí levanta a mão!) Você deve cuidar de tanta gente e ter muitas responsabilidades, mas pode ter esquecido de olhar para você com mais atenção. Se você  não estiver bem, pode acontecer de sua catequese não ir bem também. E a acolhida fica comprometida. Você estará preocupado(a) com o horário, com o relógio, em "passar" logo o tema do encontro e já estará pensando que mais tarde terá reunião com a coordenação ou com o padre. Proponho que pense  no seu ritmo atual. Como você está?

Estou falando sobre isso porque sei que é uma realidade nas nossas comunidades: Catequista atarefado(a), em muitas pastorais e sem tempo nem mesmo para planejar o encontro. Então reveja suas prioridades e encontre um tempo para você cuidar de si mesmo(a), só assim poderá cuidar de uma turma de catequese.

Podemos prosseguir?

Acolher os catequizandos é fundamental para que a catequese cumpra seus objetivos.  Acolher não é só ficar na porta dizendo bom-dia ou boa-tarde!  Acolher envolve o encontro inteiro: acolher o catequizando quando ele quer falar; dar espaço para que ele se expresse, valorizá-lo. Outra forma de acolher é comemorar os aniversários. O aniversário é a data mais importante da vida de qualquer pessoa. É o dia especial que celebramos nossa vida! Todos gostamos de receber visitas no dia do aniversário, mensagens, ligações, presentes, declarações de amizade. Então, que tal reservar um tempo para fazer as comemorações dos aniversariantes pelo menos mensal ou trimestral?  Garanto  que eles se sentirão acolhidos e valorizados.

Já que minha turma é pequena, eu sempre levo um bolo ou outro alimento para partilhar quando tem algum aniversariante. No encontro sobre a Eucaristia, levamos pão e cantamos parabéns. Agora em junho, época das festas juninas, teve pipoca e paçoca. E levei o chapéu de festa junina para enfeitar a mesa. Na hora dos parabéns, entreguei o chapéu para o catequizando usar! Vi os olhinhos de surpresa dele quando lhe mostrei o chapéu e o riso de "não acredito que vou usar este chapéu de festa junina!" Quem disse que não podemos brincar um pouco e despertar esta criança que existe em nós? É bom surpreender os catequizandos, fazê-los rir, mostrar um Deus amoroso e acessível, uma catequese alegre, lúdica e inspirada no Espírito Santo. Nestes 4 meses de adaptação à realidade dos adultos, fui entendendo que o há lugar do lúdico sim na catequese com adultos. E é um desafio.   Não podemos nos tornar tão sérios a ponto de não brincarmos mais. 

Acredito que o primeiro passo para acolher bem é arrumar o ambiente, tornar agradável, bonito, acolhedor. É fundamental arrumar um altar: vela, cruz. imagem de nossa Senhora. O altar pode ser colocado no chão. A cada encontro na Escola Catequética me encanto mais com o altar que os formadores montam no chão.  Por quê no chão?  Lembra nossa caminhada na Igreja, não é verdade? Um altar simples, a sala arrumada, organizada e limpa. Tudo isso parece bobagem, mas irá influenciar muito para que os catequizandos se sentiam acolhidos. Saber que  o catequista preparou a sala para recebê-los, que teve o cuidado de pensar em cada detalhe para que, até por meio do ambiente, o amor de Deus possa ressoar. Assim, com o ambiente acolhedor, estamos prontos para recebê-los com carinho e alegria! 

Vamos então agora nos levantar e começar a oração!
Bom encontro. Deus ama você.

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF







14 junho, 2016

Dinâmica para catequese: fazendo arte com xilogravura








O encontro a seguir foi desenvolvido com a orientação da formadora Sandra na Escola Catequética de Brasília como uma oficina para aprendermos a dinamizar os encontros de catequese no método de interação fé e vida.

Começamos o encontro com a leitura com a linha da vida: olhamos para um círculo com imagens desde a gravidez até a velhice, contemplando os mais importantes fases da vida. Cada um pode dizer a imagem que chamou mais atenção e porquê. Este é o "ver": quando o catequizando ( catequista) irá trazer a vida para o encontro.





Iluminar: Leitura bíblica de Eclesiastes 3. 


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.



-Pedir para  cada um escolher um versículo e pensar em qual "tempo" que ele(a) está hoje. 

-Música: Quando chegou a palavra, Padre Zezinho

A palavra do Senhor quando chegou desinstalou meu coração.
Ao chegar desafiou-me a exigir uma resposta de sim ou não.
É fácil dizer sim. É fácil dizer não.
Mas dói depois do sim. E dói depois do não.
A palavra do Senhor depois que ela passou nada mais será do jeito que já foi.


Atividade: Xilogravura
A formadora pediu que desenhássemos o momento que dizemos sim para Deus (a partir da reflexão bíblica.)Xilografia ou xilogravura é uma técnica de gravura muito usada na literatura de cordel. É utilizado um molde feito de madeira para fazer o desenho. Depois, com o pincel, a tinta é passada no molde. O molde é impresso numa folha ou pano formando os lindos desenhos. 
Na catequese podemos fazer xilografia com EVA ou um prato de isopor.
Vamos precisar de:
Folhas de EVA
Folhas A4
Tinta azul
Rolo para pintar (de preferência pincel de espuma)
Foi uma experiência incrível desenvolvermos esta pintura com o grupo de catequistas: pintamos, nos sujamos de tinta... Como citou nossa formadora: "Tudo o que se trabalha com as mais chega ao coração".
Para crianças, a formadora  sugeriu que a Xilografia pode ser usada depois de se contar uma história. Pedir para que os catequizandos desenhem a parte da história que mais gostou. Depois o catequista junta todos os desenhos, cola num cartaz montando na ordem da história ou pode colar e fazer um livro. 

Obrigada.
Deus ama você.
Cris Menezes

Catequizando Feliz

12 junho, 2016

O amor romântico e os sonhos de uma mulher





O amor romântico e os sonhos de uma mulher
Por Cris Menezes


"São tantos os sonhos que povoam o coração de uma mulher", diz a cantora Ziza Fernandes. Fico pensando nos meus milhares de sonhos, todos eu já coloquei no coração de Deus. Eu cresci numa época que os contos de fadas eram as histórias que se contavam para as meninas. Eu cresci acreditando em Príncipe Encantado e no amor romântico que iria enfim me fazer feliz para sempre. Deus precisou me curar muito para que eu  reaprendesse a sonhar depois de ter desconstruído, por meio de muitas leituras, a história do amor romântico.

Antigamente, as pessoas não se casavam por amor. O amor romântico, dentro do casamento, é muito recente na história da nossa sociedade, as pessoas casavam por interesse, para procriar, criar uma descendência. O papel da mulher nessa sociedade antiga era apenas de ter filhos que eram criados pelas amas de leite. Mulheres não podiam nem sonhar naquela época.  Lembra das histórias de casamentos arranjados, dos dotes? Hoje, na sociedade ocidental pelo menos, nenhuma mulher é obrigada a se casar, não é verdade? Pode escolher seu parceiro de uma vida, é livre para poder amar. Mas ainda não conquistamos a liberdade verdadeira. Estamos ainda presas em idealizações, em amores doentios, paixões que nos tiram do rumo. Muitas mulheres são roubadas na sua subjetividade, deixam de ser quem são, para manter um namoro, para não perder, para não ficarem sozinhas.

O amor romântico é uma construção social. É preciso diferenciar "amor" de "amor romântico". São duas realidades distintas. Amor é decisão, amor romântico é idealização. A busca deste homem ideal, perfeito e que vai nos completar pode gerar muito sofrimento e frustração.  Precisamos reaprender a olhar para o amor com menos idealizações e aceitar que ninguém é perfeito.  É preciso ter paciência para construir um relacionamento a dois.  É preciso ter diálogo, ser verdadeiro ao falar, ser compreensivo. Acredito que o maior vilão dos relacionamentos é a tal da expectativa. Quando o outro não age como nós queremos que agisse, nos enchemos de frustração. Percebe que é bem mais fácil nos decepcionarmos quando criamos expectativas? Daí é um pulo para acharmos que o outro não nos ama mais.

Hoje, neste dia dos namorados, eu queria falar em especial para você, mulher: Ame a si mesma antes de amar alguém, cuide para que o outro não te roube de si mesma nem da sua família nem dos seus amigos. Não se contente com migalhas de amor. Para as mulheres bem sucedidas no trabalho e que não casaram mas que tem o sonho de casar: algumas pessoas podem tentar te conformar dizendo que ninguém pode ter tudo na vida, como se você não precisasse ser feliz no amor porque já está feliz no trabalho, por exemplo. Deus não faz barganhas com nossos sonhos. Quando nos promete uma família, não está querendo pegar algo em troca para conceder a família.  Toda mulher merece ser amada. Esquece aquele ditado "Sorte no jogo, azar no amor." 

Um sou uma mulher que sonha, que chora, que sorri, mas principalmente eu sou uma mulher que sonha, Hoje eu aprendi a sonhar com a bíblia nas mãos Já me arrisquei muito sonhando. Hoje eu aprendi, com o testemunho da Ziza Fernandes, a sonhar com Deus, ela diz que "É seguro sonhar com Deus." Foi numa pregação da Ziza sobre os sonhos de uma mulher que aprendi em Habacuc 2  a escrever meus sonhos de mulher. Fico pensando... eu que já gosto tanto de escrever, como será escrever meus sonhos? Fico pensando aqui o quanto é importante escrever sobre nossos sonhos, sabe por quê?  Para não os perdê-los de vista, para não esquecer que Deus não esquece dos nossos sonhos. Há uma passagem bíblica que diz assim: Deus recolhe as nossas lágrimas e guarda. Eu vou além, por minha conta: Deus vê os nossos sonhos de mulher, de amor, de sermos amadas, de casarmos, de termos filhos, de termos uma profissão, um emprego, de fazermos uma faculdade...ele guarda tudo em seu coração. E estando no coração de Deus, está em bom lugar. Espera.


Obrigada. Deus ama você.
Blog Catequizando feliz


Referências 

Quando escrevemos, ativamos nossa biblioteca interior, os livros que lemos, os vídeos que assistimos, as músicas que ouvimos. Eis meu repertório que me inspirou a escrever este texto.



Vídeos

O vídeo da Ziza Fernandes "Os sonhos e planos de Deus para uma mulher" me fez pensar e chorar e sonhar.
Música Tempo de Vitória, DVD Segredos- Ziza Fernandes

Livros
Quem me roubou de mim? Padre Fábio de Melo
Amor- Regina Navarro Lins
Não basta amar para ser feliz no casamento, Padre João


Bíblia
Registra, tu mesmo, o meu lamento;
recolhe as minhas lágrimas em teu odre;
acaso não estão anotadas em teu livro? 
Salmos 56:8


2  Entäo o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visäo e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.
3  Porque a visäo é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e näo enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, näo tardará.
Habacuc 2