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31 outubro, 2016

Planejamento de Encontro: Morte uma reflexão para a vida- Catequese de Perseverança

Etapa: Perseverança

 O texto é tão esclarecedor que serve como formação para nós catequistas.

Este planejamento é do livro "Perseverar ma fé" (Leomar A. Brustolin)-Livro do catequista, Editora Paulinas.)


http://www.pintarcolorir.com.br
Motivação: Vivemos num mundo que nega a dor e a morte. O sofrimento do outro não afeta a maioria das pessoas. A morte é cada vez mais escondida e maquiada. Diante da dor pretende-se ocultar, silenciar e fugir.

A sociedade de consumo e a busca do bem-estar ensinaram que só vale a pena viver se há o máximo de satisfação e prazer. O doente, o agonizante, o indesejado e tantos outros sujeitos humanos são excluídos dessa lógica. Como nossa sociedade apresenta a morte na TV, internet e conversas do cotidiano? O que você acha disso tudo?


Leitura Orante: 2Cor 5, 1.6-9 (Destacar frases importantes e fazer a reconstrução do texto.)
a) O que acontecerá quando a tenda do nosso corpo for destruída; b) Como será a nova moradia?; c) Por que temos confiança?; d) Como caminhamos?; e) Em que nos empenhamos?
Reflexão
Atualmente, não se fala da morte para tentar evitar o problema que ela significa. O ser humano moderno avançou em muitas áreas, mas na questão do fim da vida é incapaz de enfrentar o problema como em outras épocas se fazia. O silêncio, as superstições e os medos mostram a ansiedade diante da possibilidade de morrer.
O apóstolo Paulo nos convida a viver neste mundo cheios de confiança de que a morte não será o nosso fim. Ele diz que esta tenda (nosso corpo) será destruída. Mas ganharemos uma nova morada (corpo glorioso) no céu, junto de Deus. Por isso valorizamos esta vida, mesmo sabendo que ela é passageira.

Para o Catequista 

Jesus Cristo, com sua morte e ressurreição, revela que a morte não é um salto no vazio e sem esperança. A morte não está no final da vida, mas no começo do viver. A vida exige a morte, pois ela é um processo que se aperfeiçoa em todo o seu percurso.
A partir da experiência da fé no Crucificado-Ressuscitado, os cristãos não devem sentir medo da morte, pois sabem que a ressurreição já destruiu o poder dela. Os cristãos definem a morte como passagem. O morrer é um adormecer para este mundo limitado pelo tempo e pelo espaço e um acordar nas mãos de Deus. A morte possibilita o encontro que dá significado á experiência humana.
“É morrendo que se vive para a vida eterna.”

Na Igreja: rezar pelos mortos

Qual o sentido de rezar pelos falecidos? Há um benefício, relação ou comunicação dos vivos para com os mortos através dessas orações? Durante a vida crescemos numa família, conhecemos amigos, temos colegas de trabalho, escolhemos pessoas mais íntimas, formamos nova família e experimentamos a amizade, o amor e a comunhão, pessoas que permanecem conosco e outras que já morreram. Tudo isso marca a nossa vida. Para sempre ficamos unidos no amor. Permanecemos, portanto, unidos em profunda comunhão entre vivos e mortos Isto, porém, não significa  que podemos nos comunicar com espíritos para falar com os falecidos. A igreja nunca ensinou que há fantasmas, comunicação com armas do outro mundo, nem encostos ou possessão de espírito de mortos em pessoas vivas. Tudo isso é resultado de uma religião que se misturou com elementos não bíblicos e se desviou totalmente do ensino de Jesus e dos apóstolos sobre a vida e a morte
Rezar pelos mortos é um gesto de profunda solidariedade. A Bíblia registra a oração pelos falecidos desde o antigo testamento, a tradição da igreja sempre recomendou tal prática. Recordemos, entretanto, que não há maior nem melhor comunhão entre céu e terra do que a missa. Quando santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, estava para morrer, discutiram sobre o local onde ela seria sepultada. Diante das dúvidas, ela, agonizando, disse que não importava onde estaria o seu corpo, o mais importante é que fosse lembrada no altar do senhor, na Eucaristia. Distância, tempo, espaço e sentimentos humanos, tudo se encontra sobre o altar do Cristo.

Símbolo e a atividade Cruz, velas, flores e Círio Pascal.
Olhar para as flores e velas acesas. Elas podem expressar luto, tristeza e morte, quando usadas em velórios. Mas também se usa flores e velas em festas de casamento e aniversários.
Qual o sentido de tais símbolos para os cristãos?

Há quem pense “morreu, acabou tudo”. Não é verdade. Neste mundo, quem viveu e amou é chama que não se apaga. Seu testemunho fica como uma luz acesa no coração de quem continua a caminhada. Este é o significado das velas acesas nos túmulos. Nossos irmãos não se apagaram e brilham diante do Deus da Luz. O costume de levar flores aos cemitérios recorda que a fé dos cristãos é marcada pela esperança da feliz ressurreição. A vida e a morte em Cristo é sempre uma festa bela e plena de sentido. Os justos florescerão no jardim de Deus. 
O Círio pascal é uma grande coluna de cera, que recorda a luz de cristo, que venceu a morte. É o grande símbolo da ressurreição de Jesus que ilumina a vida e a fé do cristão.  É por isso que o Círio Pascal sempre deveria estar presente nos velórios, recordando-nos de que apesar da força da morte o poder de Cristo revelado na ressurreição é maior que tudo.

É bom saber

O da de Finados é o dia da celebração da vida eterna. É o dia do Amor, porque amar é sentir que o outro nunca morrerá, pois em Deus todo limite é superado. Os cristãos têm  o costume de rezar pelos mortos desde o século I, quando visitavam o túmulo dos mártires nas catacumbas e rezavam por todos os falecidos. No século IV já encontramos a recordação dos mortos na celebração da missa. Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar pelos motos, principalmente por aqueles a que ninguém reza.

Oração final

***


Deus cuida de ti. 
Cris Menezes

30 outubro, 2016

Planejamento de Encontro: Jesus restaura a vida (Unção dos Enfermos)

Etapa: Ideal para catequese com adultos e catequese de Crisma; Para qualquer etapa, adapte a linguagem e veja a sugestão 2 de atividade. Os textos sobre o catecismo pode te ajudar a compreender melhor o tema independente da etapa.






1. Acolhida e oração inicial

Vamos colocar em intenção as pessoas doentes
Vinde Espírito Santo


2. Símbolo: Caixa de remédio

"O remédio representa uma expectativa de cura das doenças. Em nossa realidade, há muitos doentes que não têm a possibilidade de obter a assistência médica e os remédios."

3. Ver

Nossa população tem acesso às condições dignas de saúde?
- Mortes prematuras/ Muitas doenças que poderiam não existir e até ser evitadas. /Doenças que são produtos de falhas nossas, como por ex., falta de comida, abuso de álcool e drogas...

4. Iluminar 
Mc 5, 21-43
Mc 5, 25-26
Mc 5, 27-29

Ler a mesma passagem bíblica duas vezes
Fazer leitura orante e reconstrução do texto

 Como faço: peço para que cada catequizando leia o versículo que mais gostou. Depois pergunto: "O que o texto diz? O que o texto diz para cada um?" Após a partilha, fechamos a bíblia e começamos a reconstrução do texto sem ler na Bíblia. Começo falando o primeiro versículo da passagem bíblica do encontro, e cada catequizando vai completando a história. No final, saberemos de cor (no coração) o texto bíblico.


5. Reflexão (Explicação do catequista)

Atitude da mulher. "Ela inverte o que se ensinava. O ensino oficial era quem toca numa impura fica impuro. Ela diz: "Se eu tocar em Jesus, ficarei pura." (...) Jesus mostra que para Deus a pessoa inteira é importante. Jesus não veio salvar apenas as almas, mas sim as pessoas. Boa saúde, amor e vida em abundância fazem parte do reino. A boa nova de Jesus é algo para aqui e agora, não nos salva apenas para entrarmos no céu. Todos os cuidados com a vida (também a comida) são importantes para Jesus e para Deus. Assim, Jesus nos calma a cuidar da vida, lutar contra as doenças, evitar tudo o que possa prejudicar a qualidade de vida."


6. Atividade

Para falar o sacramento Unção dos Enfermos, imprimir as perguntas e respostas do Youcat (Ver item 9). E distribuir as questões numeradas de acordo com o Youcat. Cada catequizando ler uma pergunta e  outro ler a resposta.

Outra sugestão de atividade (para adolescentes e jovens): Encenar Mc 1, 29-34



7. Agir

Conhecer a pastoral da saúde
Litar para a comida saudável
Descobrir os remédios a partir das plantas

Gesto concreto - Marcar para levar frutas e visitar alguém doente.


8. Oração final

De agradecimento


****

9. Textos de Apoio- Catecismo

Perguntas e respostas para a atividade proposta


240) O que significado tinha a doença no Antigo Testamento?

240) No Antigo Testamento, a doença foi frequentemente experiência como uma dura prova, contra a qual se podia rebelar, mas em que se podia reconhecer a mão de Deus. Já com os profetas emergiu a ideia de que o sofrimento não é apenas uma maldição e nem sempre uma consequência de um pecado pessoal, e que uma pessoa também pode ser para os outros num sofrimento assumido com paciência. (1502)


241) Por que revelou Jesus tanto interesse pelos doentes?

241) Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente o fez onde nos sentimos especialmente ameaçados: na fragilidade da nossa vida, através da doença. Deus quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, reconhecendo nisso a vinda do Reino de Deus. (1503-1505)
Por vezes, só com a experiência da doença percebemos que, saudáveis ou doentes, precisamos de Deus, mais do que tudo. Não temos vida, a não ser n’Ele. Por isso é que os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial. Já no Novo testamento eram os doentes que procuravam a proximidade de Jesus; eles procuravam tocá-lo pois Dele saía uma foça que a todos curava” (Lc 6,19). 

242) Por que se deve a Igreja interessar especialmente pelos doentes?

242) Jesus mostra-nos que o céu sofre quando sofremos. Deus até quer ser reconhecido no menor dos irmãos (mt 25,40). Por isso, Jesus determinou o cuidado pelos doentes como tarefa central dos Seus discípulos. Ele exortou “Curai os doentes!”(Mt 10,8) e prometeu-lhes poder divino: “Em Meu nome, expulsarão demônios...Imporão as mãos aos doentes e os doentes ficarão curados.” (Mc 16,17 ss) (1506,1510)

243) Para quem foi pensado o sacramento da Unção dos Enfermos?

243) Qualquer crente pode receber o sacramento da Unção dos Enfermos, desde que se encontre numa situação de doença crítica. (1514-1515, 1528-1529).
A Unção dos Enfermos pode ser recebida várias vezes na vida. Tem igualmente sentido que os jovens peçam este sacramento quando se submetem a uma operação difícil. Nessas alturas, muitos cristãos doentes associam a unção a uma confissão (de vida); em caso de morte, eles querem encontrar Deus com uma consciência pura.


244) Como é celebrada a Unção dos Enfermos?

244) O rito essencial na celebração da Unção dos Enfermos consiste numa unção da testa e das mãos com o Santo óleo, acompanhada de orações. 
( 1517-1519, 1531)

245) De que forma atua a Unção dos Enfermos?

245)A Unção dos Enfermos concede consolação, paz e força, e une profundamente a Cristo o doente que se encontra em situação precária e e de sofrimento. Na verdade o Senhor passou pelas nossas angústias e tomou sobre o Seu corpo as nossas dores. Em alguns, a Unção dos Enfermos provoca a cura corporal. (...) Em todo o caso, a Unção dos Enfermos tem como efeito o perdão dos pecados. (1520-1523, 1532)

246) Quem pode ser ministro da unção dos Enfermos?



246) A presidência da celebração da Unção dos Enfermos está reservada aos presbíteros. É Cristo que, por força da sua ordenação, age através desses. (1516-1530)
CRISTO-MÉDICO

***

Aprofundamento

1503. A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie (103) são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» (104) e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados (105): veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam (106). A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (Mt 25, 36). O seu amor de predilecção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar.
1504. Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem (107). Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos (108), lodo e lavagem (109). Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe (110), «porque saía d'Ele uma força que a todos curava» (Lc 6, 19). Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a «tocar-nos» para nos curar.
1505. Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, comotambém faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17) (111). Ele não curou todos os doentes. As curas que fazia eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal (112) e tirou «o pecado do mundo» (Jo 1, 29), do qual a doença não é mais que uma consequência. Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora.
«CURAI OS ENFERMOS...»
1506. Cristo convida os discípulos a seguirem-no, tomando a sua cruz (113). Seguindo-O, eles adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. Fá-los participar no seu ministério de compaixão e de cura: E eles «partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se. Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo numerosos doentes, e curavam-nos» (Mc 6, 12-13).
1507. O Senhor ressuscitado renova esta missão («em Meu nome... hão-de impor as mãos aos doentes, e estes ficarão curados»: Mc 16, 1 7-18) e confirma-a por meio dos sinais que a Igreja realiza invocando o seu nome (114). Estes sinais manifestam de modo especial, que Jesus é verdadeiramente «Deus que salva» (115).
1508. O Espírito Santo confere a alguns o carisma especial de poderem curar (116) para manifestar a força da graça do Ressuscitado. Todavia, nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças. Assim, São Paulo deve aprender do Senhor que «a minha graça te basta: pois na fraqueza é que a minha força actua plenamente» (2 Cor 12, 9), e que os sofrimentos a suportar podem ter como sentido que «eu complete na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja» (Cl 1, 24).
1509. «Curai os enfermos!» (Mt 10, 8). A Igreja recebeu este encargo do Senhor e procura cumpri-lo, tanto pelos cuidados que dispensa aos doentes, como pela oração de intercessão com que os acompanha. Ela "crê na presença vivificante de Cristo, médico das almas e dos corpos, presença que age particularmente através dos sacramentos e de modo muito especial da Eucaristia, pão que dá a vida eterna (117) e cuja ligação com a saúde corporal é insinuada por São Paulo (118).

1510. Entretanto, a Igreja dos Apóstolos conhece um rito próprio em favor dos enfermos, atestado por São Tiago: «Alguém de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Ts; 5, 14-15). A Tradição reconheceu neste rito um dos sete sacramentos da Igreja (119).




Livros que me ajudaram a planejar este encontro

1. Bíblia sagrada (Mc 5, 21-43, Mc 5, 25-26, Mc 5, 27-29, Tg 5, 14-15, 
2.  Catecismo da Igreja católica ( N° 1500 a 1525)
3. Youcat (Catecismo Jovem), N° 2040 a 247)
4.  Seguir o mestre( Antônio Francisco Blankendaal-paulinas)
5. A mesa do pão 2 ( Dom leomar- paulinas) Pág. 105



Bom encontro. 
Deus cuida de nós.
Cris Menezes

28 outubro, 2016

Catequista acomodado


É sério.  Tem muitos catequistas desmotivados, principalmente aqueles mais antigos. Depois de 10 anos de catequese, os problemas e dificuldades continuam os mesmos. Se você está se sentindo assim, desmotivado, e se acomodou  na etapa que está agora e falta só falar: "Desta etapa eu não saio. Desta etapa ninguém me tira", vamos conversar? De catequista  para catequista. Ok?

Te convido a se desinstalar.





Experimente trocar de etapa. Se sempre foi da Crisma, tente a Primeira Eucaristia; se está acomodado na Primeira Eucaristia, tente a Catequese com Adultos. Catequista não pode ser da etapa. Deve estar disponível onde a catequese chamar. Quantos catequistas de "etapas" você conhece e que estão apegados e não mudam de jeito nenhum? Mudei da Primeira Eucaristia para a catequese com adultos. O primeiro semestre foi de adaptação e eu me senti aprendendo de novo. É um desafio. Então, não tenha medo de mudar.  A mudança de etapa nos faz sentir  catequistas iniciantes, é como chegar na catequese a primeira vez. A faixa etária dos catequizados  muda e precisamos adequar a linguagem, a metodologia, as dinâmicas. É uma chance para nos expandir e superar os limites que nós mesmos nos impomos. É preciso aprender a ser catequista de qualquer etapa. A mudança de etapa nos desinstala do comodismo e daquele sentimento de que já sabemos tudo. Na verdade  somos experientes e especialistas numa determinada etapa da catequese.  E só.

Mude, catequista. Se a mudança de etapa não é possível, analise no que  sua catequese precisa inovar, mudar, renovar. Se você não gosta ou não sabe desenvolver dinâmicas, peça ajuda de outros catequistas mais dinâmicos e, aos poucos, quebre essa barreira que você mesmo colocou de "não sei fazer dinâmicas". ´Muitas vezes é só resistência sua. Somos capazes de aprender qualquer coisa na vida. Tudo bem que em alguns atividades seremos melhores que em outras. Mas não podemos nos fechar a novos aprendizados e desafios. Seja corajoso. 

Percebo alguns catequistas antigos se acomodarem. Não buscam mais formações. Acham que estão prontos. Mas a catequese nos pede uma formação contínua. Catequista precisa de reciclagem. Que tal planejar grupos de estudo sobre os documentos da Igreja e  e das encíclicas?  Fui numa formação de coordenadores e a formadora falou que Jesus era uma grande perguntador mas péssimo em dar respostas. Quando questionado, ele respondia com outra pergunta.  Catequista  não pode deixar de perguntar, de questionar, de criticar. Catequista que deixa de perguntar, deixa de crescer, de aprender. E, por favor, tente não apresentar respostas prontas para seus catequizandos. Não explique o evangelho todo, antes de dar a chance deles mesmos descobrirem a boa-nova de Jesus. 

Sabe de outra coisa? Vá além. Procure movimentar a catequese. Como? Organize um jornal da catequese na sua comunidade. Chame os catequistas para ajudar a montar, diagramar, imprimir, divulgar. Envolva os catequizandos também neste trabalho. Será trabalhoso, mas divertido. E não esqueça: mantenha a alegria de ser catequista depois de 10, 20 anos no ministério da catequese.  E ajude os catequistas inciantes a caminhar. Empreste livros, empreste os ouvidos, Dê sugestões, esteja disponível para ajudar. Acolha a todos que chegar. Muitos catequistas reclamam de acolhida. Com o seu exemplo, os outros se sentirão chamados a acolher também.

E o mais importante, não se oponha às mudanças que aparecerem. Esteja disposto, com sua experiencia, a ajudar nas mudanças que a Igreja, o padre ou a coordenação propor. Não é que sempre foi feito assim que continuará sendo feito assim por resto da vida. É sério. Catequista precisa acompanhar as mudanças que a própria Igreja e as Escolas arquidiocesanas de catequese já nos indicam. A catequese está em mudança. Fique atento para mudar junto, para caminhar junto, para caminhar...

Obrigada.
Deus ama você.
Cris Menezes





24 outubro, 2016

Encontro e Atividade para encerramento da catequese- Primeira Eucaristia




Vamos planejar a festa de encerramento deste ano? Como estão os preparativos? Tenho uma sugestão para este dia especial que marca o fim de mais uma etapa.

Gostei muito do encontro de encerramento do livro "A mesa do pão- Catequese com leitura Orante". Podemos adaptá-lo para nossa catequese, já que este livro segue o método IVC com leitura Orante da Bíblia. É o último encontro da primeira etapa da Primeira Eucaristia. Se sua turma for da segunda etapa, você pode adaptar tranquilamente.

O planejamento a seguir foi retirado do livro:  Iniciação à Eucaristia, livro 1, Leomar A. Brustolin, editora Paulinas,  pag. 220 a 225.


***

Oração inicial

Pai santo, estamos no final desta etapa da catequese. Neste caminho conhecemos como tu és o Criador de tudo e que nos amas apesar de nossas infidelidades. Reconhecemos que Jesus Cristo foi enviado para abrir-nos os olhos  e o coração para o amor; Obrigado, Pai santo, obrigado por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém


Motivação

 Chegamos ao fim desta etapa da catequese. Começamos vendo como Deus criou tudo por amor, mas o ser humano quebrou o pacto com Deus. Para refazer a aliança, o Pai enviou seu filho Jesus. Nos encontros, refletimos o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. Depois, vimos como o Antigo Testamento todo aponta para Jesus. De Abraão até os profetas há uma história marcada por alegrias e tristezas, de santos e pecadores que trilharam o caminho do Povo de Deus. Também somos parte desta família. Em nossa vida, no dia a dia, Deus continua a caminhar conosco. De todo o tempo da catequese, qual a passagem da Bíblia que mais lhe chamou a atenção e por quê?


Leitura orante: Jo 15,4-5

"Eu sou a videira e vocês os ramos"

Fazer a reconstrução do texto
a) A quem devemos estar unidos?
b) O que acontece com o ramo que não fica unido à videira?
c)Se Jesus é a videira,  quem somos nós?
d) o que acontece com quem fica unido a Jesus?
e) Sem Jesus, o que podemos fazer?

Destacar frases importantes.
(*Refletir sobre a passagem Bíblica)

Atividade

Cada catequizando receberá um balão e uma folha de papel. Para preparar a festa de encerramento, vamos escrever nos papéis o que aprendemos da Bíblia  na catequese deste ano. Colar com fita adesiva nos balões. Pendurar os balões na sala da festa. Isto servirá para fazer uma revisão do que foi visto na caminhada e também para celebrar o ano. Sobre a mesa da catequese colocar alimentos e bebidas para ser partilhados. Fazer uma festa de encerramento. Antes de iniciar a festa, fazer uma oração.

 Oração final

Vamos concluir nossos encontros com uma bênção. Ela foi tirada do Antigo testamento, do Livro dos Números. É chamada benção de Aarão, o irmão de Moisés. Para fazer esta bênção, cada um de nós colocará seu braço direito sobre o ombro esquerdo do colega ao lado e assim formaremos um círculo, uma corrente de união. Depois todos juntos pronunciamos a oração.

Deus te abençoe e te guarde!
Amém!
Ele te mostre s sua face e se compadeça de ti.
Amém!
Volva para ti o seu olhar e te dê a paz!
Amém.

***


Bom encontro de catequese!
Deus ama você.
Cris Menezes

20 outubro, 2016

Como ser um catequista melhor?



Encontramos na Internet muitas listas para ter sucesso em qualquer área da vida. E para nós, catequistas, também há diversas listas desde "como ser um bom catequista" até as "regras de ouro do encontro de catequese". Encontrei uma lista com dicas para ser um catequista melhor. Achei interessante, mas comecei a ler e não concordei com algumas coisas. Então, resolvi eu mesma escrever sobre como se tornar um catequista melhor. Essas dicas são para mim também, porque preciso melhorar. Vamos conversar francamente ? 
Então vamos. 

Vou começar contando para vocês que estou fazendo estágio na catequese! Isso mesmo. Depois de 13 anos de caminhada, iniciei uma formação para catequistas da Escola Catequética- CAC. Para finalizar o primeiro  ano do curso, somos encaminhados a uma paróquia para observar uma turma de catequese. Mas não podemos participar, dar palpite, corrigir...só observar, anotar tudo  e entregar um relatório. E uma das coisas que já gostei é o testemunho de vida que os catequistas demonstram ter.  Claro que todo mundo sabe disso: que nossa vida deve ser um testemunho! Que devemos viver os ensinamentos de Cristo para poder, ao falar de Deus, nosso discurso não caia no vazio. 

Mas, uma vez, uma catequista me ensinou muito sobre testemunho. Ela disse que quando nós não conseguimos viver um determinado preceito da Igreja e de Cristo, nós podemos falar para as pessoas, com sinceridade, que ainda não conseguimos viver este preceito, mas que estamos em oração e confiantes que iremos superar essa dificuldade. Esta conversa foi uma catequese. Guardo este ensinamento e falo sempre que tenho oportunidade. Nós, catequistas, temos nossos problemas, dificuldades, nossas limitações, somos pecadores, erramos, caímos...Catequistas não são "doutores da lei". São pessoas comprometidas com Jesus, em construção e formação contínua. Queremos ser catequistas melhores, cristãos mais comprometidos. E como podemos ser catequistas melhores? O que devemos fazer? O que nos falta? O que impede de sermos mais comprometidos e mais engajados com a catequese e com a Igreja? 

Bom,a primeira atitude para se tornar um catequista melhor está resumida numa palavra: doação. É preciso ter disponibilidade de tempo. Tem  catequista envolvido em muitas pastorais e não consegue conciliar.   A catequese é prioridade. Quantas pastorais você participa? As reuniões e os eventos frequentemente costumam chocar com os compromissos da catequese? Se sim, reflita melhor sobre seu chamado para ser catequista e quais são as suas prioridades.  Com disponibilidade, você poderá planejar melhor os encontros e participar das atividades que a coordenação da catequese propor, porque o compromisso com a catequese não é só o "encontro de catequese". Aqui costumamos falar em "catequista de sala": Aquele que só vai para o encontro de catequese, mas não participa de nenhuma atividade. 

Pense agora num atleta que treina diariamente para evoluir, melhorar seus resultados, ganhar uma olimpíada. Não existe atleta ouro sem esforço e dedicação. Catequista é atleta de Cristo. Então, se prepare bem: estude os documentos da Igreja, leia as encíclicas, o Diretório Nacional da Catequese, o catecismo. Tudo isso vai te ajudar a planejar o encontro de catequese. Planeje. Prepare com amor. Não vá para a catequese, sem ter lido e estudado o tema, sem saber como você vai conduzir. Jogue fora estas palavras: despreparo, improvisoCuide também da sua espiritualidade,  faça leitura orante da Bíblia, busque intimidade com o Senhor. Faça pequenos exercícios de amor, caridade, compaixão para consigo mesma (o) e com o outro. 

Acolher é fundamental para quem quer ser um bom catequista. Ás vezes acho que passamos tanto tempo na frente do computador que estamos perdendo a alegria de encontrar com o outro. Queremos resolver tudo pela Internet, planejamos pela Internet, enviamos parabéns pelo facebook...e calma!  Precisamos encontrar nossos irmãos de caminhada, abraçá-los, caminhar com eles... Sorrir, brincar, ser companhia... O papa Francisco fala em "apostolado do ouvido", precisamos encontrar tempo para ouvir o outro catequista que caminha com a gente.  Não adianta estar bem no conhecimento da doutrina católica, se a parte do relacionamento com os outros está capenga.. Um bom catequista é alguém que conhece de metodologia catequética e também, não menos importante, alguém que sabe interagir bem com as pessoas, acolher a todos, a todos, não só o catequista que te ajuda nos encontros. (É um desafio, não acha?)

E para finalizar: seja crítico.   Todo cristão deve ser sal e luz do mundo, deve influenciar a sociedade. Esteja atento ao que acontece ao seu redor, no seu bairro, na cidade, no seu país, e no mundo. O conhecimento crítico da realidade vai te ajudar não só a planejar seu encontro de catequese, mas também a saber se posicionar, defender os mais fracos, ter mais sensibilidade com o sofrimento do outro, e saber interferir para mudar essas realidades. 

 A matéria da catequese é Jesus, e como conhecer Jesus? Só falando dele? Só com apostilas? Um bom catequista  ajuda o catequizando a percorrer o caminho de iniciação à vida cristã e a fazer a experiência com Jesus. 
Um bom catequista forma discípulos de Jesus, não só prepara para os sacramentos.


Obrigada. Deus ama você!
Cris Menezes

19 outubro, 2016

Planejamento IVC com leitura orante- Tema:Confirmação (Catequese com adultos/ Crisma)





Vamos planejar um encontro de catequese com inspiração catecumenal? A proposta é do Dom  Leomar  A. Brustolin.  O roteiro sugerido para a catequese com adultos batizados é:

Preparar/ Acolher/ Rezar/ Ler/ Conhecer / Refletir /Crer/ Em casa/ Rezar/ Aprofundar

O encontro é realizado a partir da leitura Orante da Bíblia. Esta é a proposta da coleção de livros que contempla a Eucaristia, perseverança, crisma e catequese com adultos. O método da Leitura Orante foi criado por um monge com a intenção de ser degraus que nos levem a Deus.  Já sabemos que a Bíblia é a fonte principal da catequese, por isso deve ter um lugar central no encontro de catequese. Mas também a Bíblia não deve ser lida e guardada ou apenas servir para ornamentar o encontro de catequese; deve ser lida, meditada e partilhada. Assim, a proposta de fazer catequese com Leitura Orante vem responder nossos anseios para uma  catequese de iniciação à vida cristã, para ressoar, na vida do catequizando, o amor de Jesus.

Então, é importante que o próprio catequista faça Leitura Orante da Bíblia, para depois levar os catequizandos a esta intimidade com a palavra de Deus. Deixo como sugestão o blog da Ir. Patrícia Silva. Diariamente, ela posta o evangelho do dia seguindo os passos da Leitura Orante.  (Ver  link do blog dela nas referências no final do post.)

Neste texto, vamos  planejar um encontro de catequese com inspiração catecumenal, proposto por Dom  Leomar para a catequese com adultos (livro adultos na fé).  E irei também incluir ideias de um outro livro dele (A fé cristã para catequistas).

Obs.: Não falei de todos os passos propostos. E já comecei pelo passo da leitura orante, porque os passos inciais é comum em qualquer metodologia:   fazer a oração inicial e acolher. E inclui também, neste planejamento, um passo sobre o Testemunho de Vida que pode, na verdade, ser falado no momento do encontro que o catequista achar mais apropriado. Tentei reunir as ideias dos dois livros do Dom. Leomar para enriquecer mais o encontro.



1. Ler


O autor sugere que tenha uma mesa da palavra (Ambão)  onde será feita a leitura da Bíblia, como na missa. E uma outra mesa (Mesa da catequese) para todos se reunirem. (Claro que não temos, na nossa comunidade, recursos para manter este espaço. Apesar de  bonito, ainda fica parecendo um ambiente de estudo, comentávamos isso no grupo da coordenação. Afinal não é um curso, é um encontro. Todos sentados em círculo, sem a mesa, fica melhor.  Esta mesa da catequese me lembra mais uma mesa para se fazer as refeições.)



Mesa da catequese




Bom, vamos para a Leitura Orante!

Um catequizando é escolhido para ler a passagem bíblica, enquanto todos apenas escutam a palavra de Deus. Depois, o catequista lê mais uma vez. (Na leitura orante se recomenda ler 2 ou 3 vezes o texto bíblico.)








Proclamação do Evangelho: Lc 4, 14-21



14.Jesus então, cheio da força do Espírito, voltou para a Galiléia. E a sua fama divulgou-se por toda a região.
15.Ele ensinava nas sinagogas e era aclamado por todos.
16.Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17.Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.):
18.O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,
19.para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.
20.E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21.Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.


Depois das leituras,  todos abrem a Bíblia, procuram e marcam o texto lido. 
Quais são os verbos deste texto? Para que Jesus veio?
Num segundo momento, os catequizandos irão fazer uma reconstrução do texto, sem consultar a Bíblia. Depois, cada um pode sublinhar os versículos que mais gostaram. Agora, o catequista vai questionar: o que o texto diz?

2. Conhecer



(Este é o momento do encontro que o catequista explica a passagem bíblica e desenvolve o tema do encontro. O autor sugere que o catequista se prepare para não ler o texto do encontro.  O texto é um roteiro sobre o que devemos falar. Eu também concordo que o catequista não deve ler o texto ou fazer o encontro sempre lendo apostilas. Dom Leomar diz que a leitura do texto pode se tornar cansativa e demonstrar o despreparo do catequista.)

Segue então o texto que explica o Evangelho:


"O texto remete à cidade de Nazaré, onde Jesus tinha crescido. E como qualquer homem judeu de sua época, ao sábado vai à sinagoga. No relato bíblico, Lucas detém na presença de uma pessoa predileta: O Espírito Santo. As palavras do profeta Isaías que Jesus lê descrevem sua missão: 'O Espírito Do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa-notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos  e aos cegos, a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor'( Lc 4, 18-19)."


"A atividade de Jesus beneficia diretamente os pobres. Dessa maneira, Jesus nos revela o amor preferencial de Deus pelos mais pobres e marginalizados. As últimas palavras de Jesus, depois da leitura do profeta: "Hoje se cumpriu essa passagem da escritura, que vocês acabam de ouvir:"confirmam seu ser e sua missão e ecoam até hoje a atualidade dessas palavras. A Igreja ungida e movida pelo mesmo Espírito Santo, continua sua missão libertadora, continua tendo sentido ao longo dos séculos na medida  em que assume como próprio o programa de vida de Jesus de Nazaré. Todo o que recebe a unção do Espírito Santo, confirmando o Batismo, deve se associar à missão de Jesus, de estar sempre ajudando os outros, para que todos tenham vida. Ninguém é crismado apenas para ter um conforto espiritual, mas para unir-se mais a Jesus, ser feliz com ele e fazer o que Jesus fez."



3.  Refletir


 O catequista deve orientar a reflexão e promover a participação do catequizando.  
"Esse momento de diálogo é para que se veja o que o texto diz para cada um."


O catequista pode indagar: "O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere?"

É importante deixar  que os catequizandos falem o que o texto diz para eles. É preciso colocar o texto da "Bíblia" na  nossa "vida".  O autor sugere que, após dialogar sobre o tema, o catequista pode propor um símbolo ou uma atividade para reforçar o tema do encontro.

Neste encontro, o símbolo é o óleo .

Questões para ajudar nesta reflexão: "Como podemos perceber o significado de ser ungido? Em que tudo isso se relaciona com Jesus? Em que a unção dele é diferente? Para nós o que significa ser ungido na Crisma? Qual a dignidade e qual a tarefa que temos hoje? Com a crisma recebemos a missão de fazer o bem como Jesus. O que significa isso hoje? (Respeitar os idosos, não ser egoísta, saber partilhar, atender os doentes, ser capaz de ouvir e dialogar, não discriminar as pessoas.)"

Dinâmica: "Distribuir os setes dons do Espirito Santo num cartão para cada catequizando. Colocar sete velas que recordem as luzes do Espírito que vêm sobre nós. Cada pessoa coloca o cartão diante da vela e a acende.Todos os participantes do grupo podem dizer em forma de pedidos por que esse dom é importante para o mundo e para as pessoas de hoje. No final todos podem rezar a oração de invocação aos dons do Espírito Santo."

4. Crer


Falar sobre o sacramento da Crisma. Utilizar o catecismo ( n.1285)   e refletir: "Por que é importante receber a Crisma?"


Ritual da Crisma (Pág. 207)

-O Bispo impõe as mãos sobre os crismandos, recordando o gesto dos apóstolos para transmissão do Espírito Santo;
-Em seguida o bispo profere uma oração que invoca o Espírito Santo e pede que ele derrame os seus dons sobre os crismandos;
-Quando o crismando se aproxima do bispo, este o unge (a frente) com o óleo perfumado e diz: "Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus."
-O crismando diz: "Amém".
-Em seguida o bispo repete as palavras de Jesus "A paz esteja contigo."
-O crismando responde: "E contigo também."

  5. Testemunho de vida


Ler a história de Dom Luciano Mendes de Almeida: "Ungido para servir"

6. Rezar


Rezar Oração do Espírito Santo  ou para pedir os 7 dons.

7. Para estudar: Catecismo da Igreja Católica


I. A Confirmação na economia da salvação

1286. No Antigo Testamento, os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado (92), em vista da sua missão salvífica (93). A descida do Espírito Santo sobre Jesus, aquando do seu baptismo por João, foi o sinal de que era Ele o que havia de vir, de que era o Messias, o Filho de Deus (94). Concebido pelo poder do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam numa comunhão total com o mesmo Espírito Santo, que o Pai Lhe dá «sem medida» (Jo 3, 34).
1287. Ora, esta plenitude do Espírito não devia permanecer unicamente no Messias: devia ser comunicada a todo o povo messiânico (95). Repetidas vezes, Cristo prometeu esta efusão do Espírito promessa que cumpriu, primeiro no dia de Páscoa (97) e depois, de modo mais esplêndido, no dia de Pentecostes (98). Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos começaram a proclamar «as maravilhas de Deus» (Act 2, 11) e Pedro declarou que esta efusão do Espírito era o sinal dos tempos messiânicos (99). Aqueles que então acreditaram na pregação apostólica, e se fizeram baptizar, receberam, por seu turno, o dom do Espírito Santo (100).
1288. «A partir de então, os Apóstolos, para cumprirem a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito para completar a graça do Baptismo (101). É por isso que, na Epístola aos Hebreus, se menciona, entre os elementos da primeira instrução cristã, a doutrina sobre os Baptismos e também sobre a imposição das mãos (102). A imposição das mãos é justificadamente reconhecida, pela Tradição católica, como a origem do sacramento da Confirmação que, de certo modo, perpetua na Igreja a graça do Pentecostes» (103).
1289. Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, se acrescentou à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma). Esta unção ilustra o nome de «cristão», que significa «ungido»,e que vai buscar a sua origem ao próprio nome de Cristo, aquele que «Deus ungiu com o Espírito Santo» (Act 10, 38). E este rito da unção mantém-se até aos nossos dias, tanto no Oriente como no Ocidente. É por isso que, no Oriente, este sacramento se chama crismação (= unção do crisma), ou myron, que significa «crisma». No Ocidente, o nome de Confirmação sugere que este sacramento confirma o Baptismo e, ao mesmo tempo, consolida a graça baptismal.

1316. A Confirmação completa a graça baptismal; ela é o sacramento que dá o Espírito Santo, para nos enraizar mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais solidamente em Cristo, tornar mais firme o laço que nos prende à Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada de obras.
1317. A Confirmação, tal como o Baptismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou carácter indelével; é por isso que só se pode receber este sacramento uma vez na vida.
1318. No Oriente, este sacramento é administrado imediatamente a seguir ao Baptismo e é seguido da participação na Eucaristia; esta tradição põe em relevo a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã. Na Igreja latina, este sacramento é administrado quando se atinge a idade da razão e ordinariamente a sua celebração é reservada ao bispo, significando assim que este sacramento vem robustecer o vínculo eclesial.
1319. O candidato à Confirmação, que atingiu a idade da razão, deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir o seu papel de discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nos assuntos temporais.
1320. O rito essencial da Confirmação é a unção com o santo crisma na fronte do baptizado (no Oriente também em outros órgãos dos sentidos), com a imposição da mão do ministro e as palavras: «Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus» (no rito Romano) ou: «Signaculum doni Spiritus Sancti – Selo do dom que é o Espírito Santo» (no rito Bizantino).
1321. Quando a Confirmação é celebrada separadamente do Baptismo, a sua ligação com este sacramento é expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos baptismais. A celebração da Confirmação no decorrer da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã.


Obrigada. Deus ama você!
Cris Menezes


Referências bibliográficas


Livros:
Adultos na fé (Pe; Leomar Brustolin, Editora Paulinas)
A fé cristã para catequistas (Leomar A. Brustolin, Editora Paulinas)

Catecismo da Igreja Católica on line
http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1210-1419_po.html#ARTIGO_2_

Leitura Orante da Bíblia, Ir. Patríca Silva
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br


17 outubro, 2016

Fazendo arte: Terço de EVA


"Tudo o que fazemos com as mãos, chega mais fácil ao coração."




Que tal fazer com  os catequizandos um terço de E.V.A? Também podemos confecioná-lo e entregar como lembrancinha de algum encontro especial ou evento.

Esta ideia do terço em E.V.A, eu vi no blog da Tia Paula.  Clique aqui para ver como ficou o terço lá no blog dela.

Vamos precisar de:
Papel EVA mais grosso de duas ou três cores
Fitilho
Tesoura
Agulha

As contas do terço são feitas de quadradinhos de E.V.A. Tenha cuidado ao cortá-los para que fiquem mais ou menos do mesmo tamanho. Tive que arrumar  depois porque os quadradinhos ficaram muito desiguais. As contas do Pai Nosso iremos fazer com o E.V.A de cor diferente. Os quadradinhos do Pai Nosso não precisam ser maiores. Fica mais bonito todos do mesmo tamanho.
Então já sabe: Cada mistério tem 10 contas da Ave Maria e uma do Pai Nosso. São 5 mistérios. O início do terço são 3 contas para a Ave Maria mais 2 contas para o Pai Nosso e a cruz.

Para montar o terço, desfie o fitilho e coloque na agulha. Agora é só ir espetando os quadradinhos um a um tomando cuidado para espetar bem no meio do quadrado e cuidado para não espetar o dedo! 

Cuidado: Somente o catequista deve  manusear a agulha

Para finalizar,  é só fazer o nó quando fechamos o círculo com os 5 mistérios, cortar um lado do fitilho e o outro   fitilho puxamos para colar as contas iniciais do terço e a cruz.




Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

Planejamento do encontro: Profetas- Catequese Primeira Eucaristia

Planejamento retirado do: Livro do catequista - Fé, vida e comunidade ( Irmã Mary Donzellini, mjc), 3. edição, 2013.

Acolhida


Acolher os catequizandos,relembrando o último encontro sobre o tempo dos reis.

Motivação (ver)


Contar a história:

Certo dia, não muito longe do nosso Brasil, numa cidade chamada São Salvador, Dom Romero, o bispo daquela cidade, estava celebrando a missa. No sermão, tinha falado claramente contra umas pessoas poderosas, que estavam fazendo sofrer muitos pobres daquele país. Disse que isto era contra a vontade de Deus.

Dom Romero nunca teve medo de dizer a verdade, não tinha medo de anunciar o evangelho.
De repente, umas pessoas entraram na Igreja; Dom Romero  estava levantando a hóstia, quando se ouviu um tiro  e sobre a túnica branca de Dom Romero apareceram manchas de sangue...

No nosso bairro, existem pessoas que dizem sempre a verdade? (Citar outros exemplos atuais).


Colocação do tema (Iluminar)


Durante esses nossos encontros de catequese, tivemos a oportunidade de conhecer a vida de homens que não tinham medo de deixar tudo para fazer o que Deus lhe pedia. Vocês se lembram do que conversamos sobre Abraão e Moisés? O que eles fizeram? Eles procuraram viver o que tinham prometido a Deus naquele pacto, naquela aliança que fizeram com Deus.Eles procuraram ser fiéis no cumprimento dos mandamentos de Deus. Hoje vamos conhecer os profetas que também procuraram ser fiéis à aliança e aos mandamentos de Deus.


E quem eram os profetas?


Profetas não eram pessoas que ficavam só procurando adivinhar o futuro. Profetas eram aqueles que falam em nome de Deus, dizendo o que estava errado e como o povo devia viver para cumprir a aliança que tinha feito com Deus.

Profetas eram pessoas que viviam de acordo com os mandamentos. Eram chamados por Deus para cumprir a missão de defensores da justiça e da fraternidade.

Ler Am 8, 4-8

Temos na Bíblia os livros proféticos (o catequista deve mostrar para os catequizandos onde estão os livros proféticos para que eles familiarizem com os seus nomes.) Os profetas maiores são: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os profetas menores são: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Abacuc, Sofonias, Agel, Zacarias e Malaquias. São chamados menores porque deixaram poucos escritos. 

Ação (Agir transformador)


Procurar ter todos os dias uma atitude de profeta, porque todo cristão deve ser profeta. 
Dizer para os outros o que está certo e o que está errado, de acordo com o que estamos refletindo nos encontros de catequese.
Não ter medo de zombarias, de caçoadas, porque estamos frequentando a catequese e procuramos defender os pobres, os marginalizados, conforme o desejo de Deus. 

Atividades

Pedir aos catequizandos que desenhem duas flores com pétalas grandes. 
a) Na primeira flor poderão escrever nomes de alguns profetas.
b) Na segunda, poderão escrever nomes dos profetas de hoje, e porque os consideramos "profetas".



 Celebração


Catequizando 1: O povo de Israel fez uma aliança com Deus.
Catequizando 2: Esta aliança exige uma missão.
Todos: A tarefa do profeta é lembrar esta missão ao povo.
Catequizando 3: Os profetas mostram os erros daqueles que só querem ter poder.
Catequizando 4: O profeta critica a maldade dos poderosos.
Todos: O profeta critica aqueles que oprimem os pobres.
Catequizando 5: O profeta mostra que a sua única força é a força de Deus.
Catequizando 6. O profeta defende, em primeiro lugar, os pobres injustiçados.
Todos: O profeta anuncia o mundo melhor feito de justiça e de amor.

-Refletir com os catequizandos: como ser profeta hoje?

(O catequista dará alguns minutos de silêncio para refletirem. Depois cada um poderá falar o que pensou.)

Terminar com um canto sobre profeta,

Motivação para o próximo encontro: 


A vida do profeta Elias será contada no próximo encontro, e como devemos ser para ficar do lado dos pobres.

Fonte: Livro do catequista - Fé, vida e comunidade ( Irmã Mary Donzellini, mjc), 3. edição, 2013.

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Molde para as flores (do Pinterest )



Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes