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16 janeiro, 2017

Reunião de pais: sim ou não?



Há algum tempo venho repensando muitas práticas da catequese: chamada, avaliação... Há muitos textos criticando este modelo antigo de se fazer catequese com provas e chamadas e aulas de catequese. A maioria  concorda que prova não cabe mais num encontro de catequese. A chamada ainda divide opiniões. Uns catequistas concordam outros acreditam em um controle de frequência que não seja a velha chamada escolar. Tudo bem. Mas em relação à reunião de pais, a discussão ainda é inexistente.   Tudo bem mandar chamar os pais para uma reuniãozinha?

Lembro de pais de catequizandos perdidos na Igreja no dia da reunião. Eu perguntava: qual o nome da catequista do seu filho? Eles não sabiam dizer. Então, que precisamos encontrar com os pais isso é indiscutível, até para eles nos conhecerem. Mas como deve ser essa reunião, é o que quero começar a discutir aqui. Acredito que reunião de pais faz parte de uma catequese que tentamos fugir: a catequese escolar. Essas reuniões  são parecidas com reunião de pais da escola. É ou não? 

Então, vamos pensar mais sobre isso. 

Primeiro não gosto muito da palavra reunião: soa muito como um ambiente escolar ou profissional, algo formal e chato. De acordo com o Wikipédia,  reunião é "o encontro de duas ou mais pessoas com propósito de discutir algum tema ou realizar alguma atividade." 

Mas no sentido usual, reunião é sinônimo de: uma pessoa falando e as outras escutando, muito tempo sentado, tempo perdido, muita falação e pouca resolução. Tenho notícias de algumas empresas inovadoras onde  os funcionários ficam em pé durante a reunião, para não correr o risco da reunião durar mais de 15 minutos. É para forçar uma objetividade. 

A boa notícia é que a catequese de inspiração catecumenal sugere "encontros celebrativos"  no lugar de reunião de pais.  Pensa: o invés de chamarmos os pais para uma reunião de avisos, iremos chamar para um encontro.  Para informar os pais das atividades, nem precisamos chamá-los para uma reunião, podemos mandar um cronograma e pronto. Mas a finalidade desses encontros,  é mais que passar avisos  e cobrar. É para evangelizar. Tentar uma aproximação. Envolvê-los na catequese e na Igreja.

Os pais querem falar. Lembro das vezes que eu abri esta porta do diálogo e uma mãe deu um testemunho de como seu filho melhorou em  casa depois da catequese. Outros pais nos trazem problemas mais graves, e, no que for possível, podemos ajudar ou orientar e aconselhá-los. 

Para fazer encontros com os pais, precisamos antes de um planejamento. Precisamos definir objetivos, estratégias. E antes de implementarmos mudanças, precisamos reunir os catequistas, discutir, ouvi-los. Podemos fazer um diagnóstico da nossa realidade: como está a catequese hoje? Quais são os frutos? Há muitas faltas e desistências?  Não podemos pensar que tudo está a  mil maravilhas com um quadro de desistências muito grande. E nem adianta dinâmicas e bexigas de ar. É preciso repensar a metodologia.  

O encontro celebrativo com pais seria uma ação transformadora depois de identificarmos que os catequizandos vão muito pouco as missas, por exemplo, muitas vezes isso acontece porque os pais não vão. Então, uma tentativa de reverter isso é envolver os pais. Um encontro de catequese com os pais vai aproximar catequista e a família do catequizando. Eles achariam tão bom o encontro que incentivariam seus filhos a não faltarem a catequese. Eles entenderiam o que é catequese, para que serve, qual  a importância... Isso eliminaria muitos problemas que temos com os pais. Têm pais que acham que catequese é escola. 

Eu aposto num encontro de pais com partilha da palavra de Deus, um momento lúdico com uma dinâmica, tempo para se expressarem, tempo para o catequista falar. E ao final deste encontro, podemos ter um espaço para falar dos avisos.

Vamos tentar?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

Um comentário:

  1. Podemos tentar sim, aqui em minha igreja já faço esses encontros com os pais, dois por semestre. E graças a Deus tem dado certo.

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