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24 janeiro, 2017

Campanha da Fraternidade 2017- Por onde começar?

Bioma Pantanal. Imagem: Reprodução


Para você começar a se preparar para a campanha da Fraternidade 2017:

1. Leia sobre o bioma do Estado onde você mora, pois devemos cuidar especialmente deste pedaço do mundo em que vivemos. É no lugar onde moramos que iremos propor ações para cuidar do meio ambiente.  É neste espaço que iremos contribuir diretamente para tornar o mundo melhor. O mundo é grande e cada um de nós tem sua pá de responsabilidade para cuidar desta casa comum. Então, antes de qualquer coisa, conheça o lugar onde você mora, as particularidades da vegetação, os principais problemas que afetam o meio ambiente, as interferências do homem  que  desmatam o bioma e colocam em risco os recursos naturais. O conhecimento forma identidade com o lugar onde se vive. Eu, por exemplo, moro no Cerrado. E você?



Biomas Brasileiros

Imagem: Google




 Dicas para o encontro de catequese: Você pode levar fotos da vegetação, da fauna e da flora da região  onde mora. Seria interessante se fossem fotos pessoais, de algum lugar que visitou. Poderia, inclusive, organizar algum passeio para um parque ou uma reserva ecológica.  Pode ainda citar alguns parques nacionais bem conhecidos da região.

*Por exemplo,  na Bahia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina fica numa área de transição de biomas, por isso apresenta mais de um bioma, como cerrado e caatinga.  (clique aqui para ler mais sobre a Chapada Diamantina)

*No Goiás, tem o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com o bioma cerrado e muita fauna e flora. Clique aqui para ler mais sobre a chapada dos veadeiros.


 2. Procure se atualizar sobre as notícias da sua região que falam sobre o meio ambiente. Podemos levar para a sala de catequese discussões sobre problemas atuais da própria comunidade em que vivemos e como podemos cuidar do pedaço de terra, fauna, flora, rios e vegetação que fazem parte do nosso "quintal". Procure fatos e acontecimentos que são próximos aos catequizandos, do bairro e cidade onde moram,  notícias nacionais de grande repercussão sobre o meio ambiente, os desastres ambientais etc.  Precisamos falar sobre como "cuidar da nossa comum", conscientizar, e, claro, adequando a linguagem para cada   etapa da catequese, mas sem subestimar as crianças achando que não entenderão.

Por exemplo, aqui em Brasília estamos vivendo tempo de seca, de racionamento de água. Pode-se levantar discussões sobre isso: as possíveis causas da seca, o que os desmatamentos, a agropecuária contribuíram para a seca na região etc. Um exemplo que pode ser citado em Minas Gerais, é o acidente com a barragem que se rompeu lá. Foi um desastre de grandes proporções  e causou vários impactos ambientais. Esses acontecimentos são o "ver" do nosso encontro. Lembre-se que devemos olhar a realidade para depois iluminar com a palavra de Deus, construindo, com todos, responsabilidades e mudanças (agir).  Em turma de jovens e adultos, fique à vontade para aprofundar esses debates e contribuir, assim, para formar uma consciência ambiental. 

3.  Pense nas responsabilidades e no que cada um pode fazer para melhorar o "pedaço de terra onde mora."  É possível trabalhar as consequências boas e más da interferência do homem nos biomas. E,  ao final, construir  responsabilidades pessoais e sociais: o que eu posso fazer para cuidar do planeta? O que meu vizinho pode fazer? O que o Estado pode fazer? O que as empresas e indústrias podem fazer? O que nós, como Igreja e comunidade de Cristo, podemos fazer para cuidar do meio ambiente e da criação de Deus?

E que tal sair da sala de catequese para realizar alguma atividade de cuidado e proteção com a natureza? Alguma atividade que desperte para a importância de proteger a natureza. Ou mesmo uma catequese ao ar livre, observando as árvores e matas ao redor, os sons da natureza,  isso só já contribui para fazer as pessoas sentirem-se responsáveis para zelar por tudo o que Deus criou para nós. Para os jovens e adultos, pode-se  pensar num trabalho mais engajado de  observar as gestões públicas sobre o meio ambiente e de como podem exercer a cidadania ao vigiarem isso. Lembro de um texto de Clarice Lispector: "Eu sou uma pessoa muito ocupada: tomo conta do mundo."


3. Leia o Texto-base da Campanha da fraternidade 2017. O texto segue o método ver-julgar-agir. Apresenta os biomas brasileiros, suas características, biodiversidade, sociodiversidade, fragilidades, desafios,  contextualização política, contribuição eclesial (ver).  Depois, o texto ilumina essa realidade com a palavra de Deus e o magistério da Igreja: "É preciso que a constatação das riquezas e dos desafios ligados ao tema da Campanha da Fraternidade seja levada à ação a partir de uma reflexão serena e profunda dos ensinamentos da tradição cristã." 

Por fim, apresenta o agir: "O agir da Campanha da Fraternidade de 2017 está em sintonia com a Doutrina Social da Igreja, principalmente com a encíclica Laudato SI e com a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016. Elas indicam a necessidade da conversão pessoal e social, dos cristãos e não cristãos, para cultivar e cuidar da criação. A encíclica Laudato Si propõe a ecologia integral como condição para a vida do planeta."  

A Igreja propõe ações para cada bioma brasileiro.







"O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados sectores da actividade humana, estão a trabalhar para garantir a protecção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos."

Cris Menezes
Catequista


Brasília-DF

16 janeiro, 2017

Reunião de pais: sim ou não?



Há algum tempo venho repensando muitas práticas da catequese: chamada, avaliação... Há muitos textos criticando este modelo antigo de se fazer catequese com provas e chamadas e aulas de catequese. A maioria  concorda que prova não cabe mais num encontro de catequese. A chamada ainda divide opiniões. Uns catequistas concordam outros acreditam em um controle de frequência que não seja a velha chamada escolar. Tudo bem. Mas em relação à reunião de pais, a discussão ainda é inexistente.   Tudo bem mandar chamar os pais para uma reuniãozinha?

Lembro de pais de catequizandos perdidos na Igreja no dia da reunião. Eu perguntava: qual o nome da catequista do seu filho? Eles não sabiam dizer. Então, que precisamos encontrar com os pais isso é indiscutível, até para eles nos conhecerem. Mas como deve ser essa reunião, é o que quero começar a discutir aqui. Acredito que reunião de pais faz parte de uma catequese que tentamos fugir: a catequese escolar. Essas reuniões  são parecidas com reunião de pais da escola. É ou não? 

Então, vamos pensar mais sobre isso. 

Primeiro não gosto muito da palavra reunião: soa muito como um ambiente escolar ou profissional, algo formal e chato. De acordo com o Wikipédia,  reunião é "o encontro de duas ou mais pessoas com propósito de discutir algum tema ou realizar alguma atividade." 

Mas no sentido usual, reunião é sinônimo de: uma pessoa falando e as outras escutando, muito tempo sentado, tempo perdido, muita falação e pouca resolução. Tenho notícias de algumas empresas inovadoras onde  os funcionários ficam em pé durante a reunião, para não correr o risco da reunião durar mais de 15 minutos. É para forçar uma objetividade. 

A boa notícia é que a catequese de inspiração catecumenal sugere "encontros celebrativos"  no lugar de reunião de pais.  Pensa: o invés de chamarmos os pais para uma reunião de avisos, iremos chamar para um encontro.  Para informar os pais das atividades, nem precisamos chamá-los para uma reunião, podemos mandar um cronograma e pronto. Mas a finalidade desses encontros,  é mais que passar avisos  e cobrar. É para evangelizar. Tentar uma aproximação. Envolvê-los na catequese e na Igreja.

Os pais querem falar. Lembro das vezes que eu abri esta porta do diálogo e uma mãe deu um testemunho de como seu filho melhorou em  casa depois da catequese. Outros pais nos trazem problemas mais graves, e, no que for possível, podemos ajudar ou orientar e aconselhá-los. 

Para fazer encontros com os pais, precisamos antes de um planejamento. Precisamos definir objetivos, estratégias. E antes de implementarmos mudanças, precisamos reunir os catequistas, discutir, ouvi-los. Podemos fazer um diagnóstico da nossa realidade: como está a catequese hoje? Quais são os frutos? Há muitas faltas e desistências?  Não podemos pensar que tudo está a  mil maravilhas com um quadro de desistências muito grande. E nem adianta dinâmicas e bexigas de ar. É preciso repensar a metodologia.  

O encontro celebrativo com pais seria uma ação transformadora depois de identificarmos que os catequizandos vão muito pouco as missas, por exemplo, muitas vezes isso acontece porque os pais não vão. Então, uma tentativa de reverter isso é envolver os pais. Um encontro de catequese com os pais vai aproximar catequista e a família do catequizando. Eles achariam tão bom o encontro que incentivariam seus filhos a não faltarem a catequese. Eles entenderiam o que é catequese, para que serve, qual  a importância... Isso eliminaria muitos problemas que temos com os pais. Têm pais que acham que catequese é escola. 

Eu aposto num encontro de pais com partilha da palavra de Deus, um momento lúdico com uma dinâmica, tempo para se expressarem, tempo para o catequista falar. E ao final deste encontro, podemos ter um espaço para falar dos avisos.

Vamos tentar?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF